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terça-feira, 4 de março de 2014

Grande Angular - Parte 2

Hoje vou fazer um intervalo na série Passos na Fotografia para complementar uma análise da lente Tokina 11-16mm f/2.8 AT-X 116 Pro DX, cujas primeiras impressões coloquei, em Setembro do ano passado, no post Grande Angular. Acho interessante compartilhar essas informações por se tratar de uma lente sempre citada como uma das melhores GAs para câmeras com sensores APS-C; principalmente em termos de Nikon, que possui a esplêndida 14-24mm f/2.8 para sensores FF, mas não tem uma GA descente para sensor cropado. 

A sequência de fotos tem como objetivo dar uma noção de como a lente se comporta em cada distância focal do seu range e de acordo com a variação da abertura. É possível notar redução das vinhetas, que são bastante fortes quando a lente está totalmente aberta (em f/2.8, o que é normal para uma lente grande angular) e cai consideravelmente à medida que vai-se fechando o diafragma (usei até f/11 no teste, mas a lente pode ser fechada até f/22). 

As fotos foram feitas em jpeg com o ajuste de balanço de branco automático da câmera para simplificar o trabalho e evitar que o software de conversão do RAW viesse a corrigir alguma informação com os seus módulos de combinação lente + câmera. Neste caso, foram aplicados apenas os ajustes da câmera, com o picture control Standard, com um leve aumento na nitidez e contraste. A qualidade do JPEG foi deixada em normal e tamanho médio.

Dado que o pós processamento utilizado foi apenas o da câmera e que o ajuste de WB poderia ser melhorado em um programa de conversão de RAW, a lente não deixa a desejar nos quesitos de cor, nitidez e contraste. A distorção apresentada é bem característica de grandes angulares, com forma de barril e que se intensifica nas bordas, enquanto que aberração cromática não chega a ser um problema. Tudo isso, aliado à sua excelente construção, confirma que a lente é uma séria candidata a melhor GA para sensores APS-C, como já afirmado por muitos sites e avaliadores de lentes. Um ponto que acho interessante ressaltar é que a lente não gira, nem se estende quando realiza foco ou quando mudamos a distancia focal, o que deixa o seu comprimento sem alteração em qualquer situação de uso. As minhas outras duas lentes mudam de comprimento de acordo com a distância focal utilizada, embora não girem o elemento frontal, permitindo o uso de filtros CPL (Polarizador Circular).

O único ponto negativo, pelo menos até estar acostumado, talvez seja o sistema de "one touch focus clutch" utilizado pela Tokina, em que deve-se mover o anel de foco na direção da longitude da lente para mudar entre foco automático e manual e que pode atrapalhar em situações de baixa profundidade de campo, quando se desejar usar o foco manual para afinar o automático. De qualquer maneira, isso não deve atrapalhar muito o uso de uma GA, que costumam facilitar o foco manual. O curte range de distância focal dessa lente, apenas entre 11 e 16mm (equivalente a 16 a 24mm em 35mm), pode também ser um ponto negativo para alguns. Para quem necessita de maior flexibilidade, a Tokina possui uma GA 12-24mm f/4  (recentemente atualizada para 12-28mm f/4) também para sensores APS-C e que é muito elogiada por quem utiliza.

Foto do o esquema utilizado para as fotos (feita com um celular).

Fotos com a lente em 11mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 12mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 13mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11


Fotos com a lente em 14mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 15mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 16mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11