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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s

terça-feira, 4 de março de 2014

Grande Angular - Parte 2

Hoje vou fazer um intervalo na série Passos na Fotografia para complementar uma análise da lente Tokina 11-16mm f/2.8 AT-X 116 Pro DX, cujas primeiras impressões coloquei, em Setembro do ano passado, no post Grande Angular. Acho interessante compartilhar essas informações por se tratar de uma lente sempre citada como uma das melhores GAs para câmeras com sensores APS-C; principalmente em termos de Nikon, que possui a esplêndida 14-24mm f/2.8 para sensores FF, mas não tem uma GA descente para sensor cropado. 

A sequência de fotos tem como objetivo dar uma noção de como a lente se comporta em cada distância focal do seu range e de acordo com a variação da abertura. É possível notar redução das vinhetas, que são bastante fortes quando a lente está totalmente aberta (em f/2.8, o que é normal para uma lente grande angular) e cai consideravelmente à medida que vai-se fechando o diafragma (usei até f/11 no teste, mas a lente pode ser fechada até f/22). 

As fotos foram feitas em jpeg com o ajuste de balanço de branco automático da câmera para simplificar o trabalho e evitar que o software de conversão do RAW viesse a corrigir alguma informação com os seus módulos de combinação lente + câmera. Neste caso, foram aplicados apenas os ajustes da câmera, com o picture control Standard, com um leve aumento na nitidez e contraste. A qualidade do JPEG foi deixada em normal e tamanho médio.

Dado que o pós processamento utilizado foi apenas o da câmera e que o ajuste de WB poderia ser melhorado em um programa de conversão de RAW, a lente não deixa a desejar nos quesitos de cor, nitidez e contraste. A distorção apresentada é bem característica de grandes angulares, com forma de barril e que se intensifica nas bordas, enquanto que aberração cromática não chega a ser um problema. Tudo isso, aliado à sua excelente construção, confirma que a lente é uma séria candidata a melhor GA para sensores APS-C, como já afirmado por muitos sites e avaliadores de lentes. Um ponto que acho interessante ressaltar é que a lente não gira, nem se estende quando realiza foco ou quando mudamos a distancia focal, o que deixa o seu comprimento sem alteração em qualquer situação de uso. As minhas outras duas lentes mudam de comprimento de acordo com a distância focal utilizada, embora não girem o elemento frontal, permitindo o uso de filtros CPL (Polarizador Circular).

O único ponto negativo, pelo menos até estar acostumado, talvez seja o sistema de "one touch focus clutch" utilizado pela Tokina, em que deve-se mover o anel de foco na direção da longitude da lente para mudar entre foco automático e manual e que pode atrapalhar em situações de baixa profundidade de campo, quando se desejar usar o foco manual para afinar o automático. De qualquer maneira, isso não deve atrapalhar muito o uso de uma GA, que costumam facilitar o foco manual. O curte range de distância focal dessa lente, apenas entre 11 e 16mm (equivalente a 16 a 24mm em 35mm), pode também ser um ponto negativo para alguns. Para quem necessita de maior flexibilidade, a Tokina possui uma GA 12-24mm f/4  (recentemente atualizada para 12-28mm f/4) também para sensores APS-C e que é muito elogiada por quem utiliza.

Foto do o esquema utilizado para as fotos (feita com um celular).

Fotos com a lente em 11mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 12mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 13mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11


Fotos com a lente em 14mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 15mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

Fotos com a lente em 16mm:

f/2.8

f/4

f/5.6

f/8

f/11

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série Passos Na Fotografia - Lentes Intercambiáveis

Se você optou por comprar uma câmera compacta, simples ou avançada, ou uma superzoom, essa parte da série servirá apenas a título de informação, visto que não precisará se preocupar com lentes por enquanto. Mas, se a opção foi por alguma das outras categorias citadas no post anterior, a questão que vem em conjunto quando se decide por câmeras de lentes intercambiáveis são as lentes em si.

Assim como no primeiro post da série, buscarei elencar algumas características que considero importantes em uma lente de maneira geral. Existem algumas classificações aceitas entre os fotógrafos que são interessantes para guiar uma compra inicial ou, ainda, para auxiliar na decisão entre duas lentes. Porém, a partir do momento que se inicia no mundo da fotografia, a sua experiência e rumos que queira dar ao seu trabalho ou hobby é que irão ditar as escolhas de lentes.

Em primeiro lugar, entender as definições de distância focal e abertura do diafragma é fundamental para entender as diferenças de uma lente, ou objetiva como é também conhecida, para outra.

Características Básicas


Estas características básicas são itens que são comuns a todas as lentes e relacionam-se diretamente ao seu uso na fotografia, tanto do ponto de vista de do que se deseja fotografar (distância focal), quanto como se deseja fotografar (abertura). Assim, poderá entender um pouco mais quando vir na descrição de uma lente que ela é 50mm f/1.8, por exemplo.


Distância focal


Numa definição tirada da wikipedia, "A distância focal de uma objetiva é determinada a partir dos pontos nodais até dos focais, ou seja, é a distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz até o ponto - sensor ou filme em máquinas fotográficas e filmadoras - onde a imagem focalizada será projetada." Ou, em resumo, é a denominação em milímetros de uma lente que expressa o ângulo de visão que ela proporciona e, consequentemente, a distância aparente dos objetos focalizados. Assim, a grosso modo, quanto maior o valor em milímetro, mas longe conseguimos ver. 

A partir dessa definição, as lentes são classificadas em grande angulares, normais ou teleobjetivas. Sendo que:

  • Grande angulares são assim denominadas pelo amplo ângulo de visão - valores de milímetros baixos;
  • Normais são lentes que proporcionam um ângulo de visão mais próximos ao do olho humano - geralmente são milímetros que se aproximam da extensão da diagonal do sensor ou filme, sendo de cerca de 35mm em um sensor APS-C ou 50mm em um sensor Full frame, por exemplo;
  • Teleobjetivas são as lentes que propiciam tirar fotos de objetos mais distantes, milímetros maiores, geralmente associadas ao termos de zoom (mas aprenderá com o tempo que zoom é a relação de aproximação que uma lente proporciona, entre suas maior e menor distância focal e não o valor específico de milímetros).
Exemplo de diferente distâncias focais e o ângulo de visão que proporcionam.

Abertura  


A abertura de uma lente está relacionada com a quantidade de luz que uma lente consegue captar através de seu diafragma para o sensor (ou filme) da câmera. Na nomenclatura de uma lente, é o número que vem acompanhando um "f/" e representa a relação entre o diâmetro da abertura do diafragma e a distância focal da lente. As lentes modernas possuem abertura variável e este número representa a maior abertura que é possível atingir, mas que pode ser fechado de acordo com o tipo de exposição que o fotógrafo deseja fazer, de quanto de luz ele precisa captar, a sua influência na profundidade de campo, etc.

Matematicamente falando, f = DF/A, onde DF = distância focal e A = abertura. Pode-se, portanto, notar que quanto maior o número f, menor é a abertura física. Assim,  f/1.0> f/1.4> f/1.8 > f/2> f/2.8> f/4> f/5.6 e assim por diante. A cada passo de abertura em que se dobra a quantidade de luz que entra na lente, diz-se que a sua exposição aumentou em um stop ou um valor de exposição (EV).

Exemplo de diferentes aberturas de um mesmo diafragma.

Talvez o efeito mais buscado com uso da abertura é o controle de profundidade de campo, que além da influencia do tamanho do sensor como citado aqui, é extremamente influenciado e definido pela combinação entre distância focal e abertura. Mais especificamente relacionado a grandes aberturas, que facilitam conseguir o efeito de desfoque de parte do quadro, ou o famoso fundo desfocado. Enquanto, por outro lado, pequenas aberturas permitem que todo o quadro esteja em foco. Este tutorial explica bem o que é profundidade de campo, que é um conceito muito importante dentro da fotografia.

Tipos de Lentes


Zoom vs Prime


Existem duas grandes subdivisões na classificação de lentes, que deparamos assim que começamos a vasculhar um pouco mais sobre lentes: lentes de distância focal fixa (primes) ou lentes com distância focal variável (zoom). Estas oferecem uma flexibilidade de aplicações para o fotógrafo, permitindo a sua aplicação em diferentes categorias, enquanto as primes geralmente oferecem uma melhor qualidade de imagem a um preço mais acessível, devido a sua construção relativamente simples quando comparadas Às zooms. Geralmente, as lentes zoom claras, que possuem maior abertura, são caras e pesadas quando comparadas a primes claras.

Exemplo de uma lente prime da Nikon e uma zoom da Canon. Praticamente todos os sistemas de lentes intercambiáveis possuem lentes primes e zooms.

É importante notar que existe uma particularidade na expressão da abertura em uma lente zoom em relação às fixas, visto que, nas zooms mais baratas, a abertura máxima pode variar de acordo com a distância focal. Assim, uma lente de kit que geralmente acompanha as câmeras de entrada tem sua nomenclatura como expresso abaixo:

18-55mm f/3.5-5.6, onde:

  • 18mm é a menor distância focal da lente
  • 55mm é a maior distância focal da lente
  • f/3.5 é a maior abertura em 18mm
  • f/5.6 é a maior abertura em 55mm

Daí pode-se concluir que não será possível a utilização de abertura maior que f/5.6 (f/4.5, f/4/, f/3.5) quando a lente estiver em sua distância focal máxima. o uso de f/3.5 apenas será possível em 18mm ou um pouco mais que isso. Quando uma lente zoom possui apenas um valor após o f/, como por exemplo, 70-200mm f/2.8, quer dizer que é possível utilizar abertura f/2.8 mesmo estando com a lente em 200mm. Acho o conteúdo do Cambridge in Colour bastante interessante para esclarecer esses pontos.

Classificação por Aplicação


Regras gerais em fotografia sevem apenas para orientar o fotógrafo em um ponta-pé inicial, pois com experiência é possível conseguir bons resultados com qualquer equipamento de qualidade (espero um dia chegar a esse nível). Nesta linha, existe um senso comum sobre a aplicação de determinadas distâncias focais e aberturas de acordo com o tipo de fotografia que se deseja fazer. Mas, como quase toda regra, existem exceções e pode-se utilizar uma lente para qualquer aplicação.

Abertura:


  • <f/4 para retrato de pessoas: grandes aberturas proporcionam fundo desfocado;
  • >f/8 para fotos de paisagens: pequenas aberturas permitem que todo o quadro esteja em foco.

Distância focal:


  • Grandes angulares (<35mm) para paisagens: devido ao grande ângulo de visão oferecidos, permite que obtenha uma imagem mais aberta. Há situações, porém, que grandes distâncias focais permitem um melhor enquadramento quando se tem uma paisagem distante;
  • Normais (35mm < 50mm) para fotojornalismo: geralmente com o uso de lentes fixas para mais discrição, esse range de distância focal é preferido pela sua proximidade com o ângulo de visão que temos a olho nú;
  • Teleobjetivas curtas (85mm < 200mm) para retratos de pessoas: devido à distância que o fotógrafo deve se manter da pessoa fotografada com essas distâncias focais, evita-se uma compressão de planos mais pronunciada, evitando que o rosto das pessoas pareçam mais largos e achatados. Combinadas com uma grande abertura maximizam o efeito de desfoque, conhecido como bokeh
  • Teleobjetivas longas (>200mm) para esportes e vida selvagem: por serem assuntos que demandam uma distância considerável para a localização do fotógrafo, são as lentes mais utilizadas para estes tipos de fotografia. 
A Sigma 300-800mm f/5.6 EX DG HSM impressiona com o seu alcance e abertura constante de 5.6 em todo o range.

Afinal, Qual Lente Comprar?


As câmeras de entrada, e até mesmo algumas avançadas, são oferecidas com lentes de kit, quando o fabricante oferece um desconto significativo na lente por estar sendo comprada em conjunto com a câmera. São lentes com especificações relativamente modestas, compostas em sua maioria por lentes zoom de abertura variável, mas que oferecem uma qualidade muito boa para o preço pago no kit. A boa qualidade que oferecem, aliado à variedade de distâncias focais cobertas por essas lentes, permitem que o fotógrafo iniciante pratique bem os conceitos fotográficos e, com tal prática, defina qual tipo de lente mais atende ao seu estilo fotográfico antes de fazer um investimento mais pesado.



Desse modo, caso ainda não tenha um estilo fotográfico definido ou dinheiro sobrando para comprar lentes mais caras, é bastante seguro começar com a melhor lente de kit disponível junto com a câmera que deseja comprar e, com o tempo, investir em lentes que venham a complementar o resultado final que procura. Vale lembrar também que as distâncias focais são expressas com o ângulo de visão em filme 35mm ou sensor full frame. Portanto, deve-se aplicar o fator de corte do tamanho do sensor da câmera para se obter a distância focal equivalente. Por exemplo, uma lente 35mm em um sensor APS-C seria equivalente a 35 x 1.5 = 52.5mm. Ou seja, seria aproximadamente equivalente a se utilizar uma lente de 50mm em uma câmera com sensor FF. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Série Passos Na Fotografia - Com Que Câmera Eu Vou? Parte 2

Nesta segunda parte do primeiro assunto da Série Passos Na Fotografia, iniciada no post anterior, descrevo as categorias de câmeras fotográficas de maneira a tornar mais compreensível as comparações entre modelos, tanto de maneira direta, quanto indireta. É importante entender as categorias, assim como os recursos de cada câmera para tornar as comparações mais equalizadas em relação ao preço de cada equipamento e a sua necessidade. Os modelos são aqui citados como exemplos e não como os melhores, pois isso apenas a sua necessidade e orçamento poderão definir. Vale lembrar que há uma grande variedade de modelos disponível em cada categoria e, ainda, categorias que não abordarei aqui como as câmeras mais caras da Leica e câmeras de médio formato(Mamiya Phase One, Pentax 67D, Leica S, etc.).

Digitais Compactas


Esta categoria, certamente, é a mais popular em nossa sociedade devido ao custo reduzido, portabilidade e facilidade de uso, que são atrativos para quem quer uma câmera apenas para fazer registros pessoais sem maiores ambições. Tradicionalmente, são consideradas compactas câmeras de tamanho reduzido que não permitem troca de lentes. São câmeras que, em sua grande maioria, possuem sensor pequeno, variando entre 1/3" a 2/3" de diagonal, sendo que a maior parte das compactas baratas disponíveis no mercado possuem sensor de tamanho 1/2.33". 

Exemplos de compactas avançadas com sensores de tamanho 1/1.7", 2/3", 1" e 1.5".

Devido à grande limitação de qualidade de imagem que é possível alcançar com tamanhos reduzidos de sensor, as compactas mais básicas, com sensores de tamanho entre 1/3" e 1/2.33" principalmente, perderam muito espaço para as câmeras de smartphones recentemente. As compactas avançadas, geralmente com sensores entre 1/1.7" e 2/3", ainda atraem os que procuram um pouco mais de qualidade associada à portabilidade das compactas, mas que não podem ou não querem dispender grande quantidade de dinheiro em uma câmera. 

Exemplos de compactas super avançadas, bastante especias com sensores de tamanho APS-C e FF. Para ser possível manter o tamanho relativamente compacto, essas câmeras possuem lentes fixas (sem zoom).

Em decorrência dessa concorrência cada vez mais acirrada das câmeras dos celulares, os fabricantes têm investido bastante em tornar as compactas avançadas mais atrativas para servir tanto de câmera principal para quem está com um orçamento curto, como para ser a segunda câmera de fotógrafos, para momentos em que queira tirar um descanso do peso do equipamento grande. Com isso em mente, existem hoje opções de compactas com sensores de 1", APS-C e até FF. Claro que o tamanho do sensor vem com o preço associado, chegando a se comparar com preço de DSLRs em alguns casos.

Câmeras Superzoom


As superzoom são câmeras que são comercializadas no Brasil como semi profissionais. Acredito que usaram essa estratégia para justificar o preço elevado frente às compactas convencionais, além do seu porte geralmente maior, tanto por questões de estética como por melhor ergonomia. Mas, as superzoom são montadas com base em sensores pequenos, usualmente de 1/2.3", chegando atualmente a um máximo de 1", para permitir o tamanho reduzido de lente para tanto zoom. As mais recentes chegam a ter 60X de zoom óptico. Isso em uma DSLR seria enorme. Entretanto, a combinação de sensor pequeno com os compromissos ópticos que se assume para se obter esse zoom em uma única lente acaba prejudicando a qualidade da imagem. Portanto, são indicadas para aqueles que queiram uma câmera versátil e portátil, mas com um alcance de zoom muito longo. Para os que procuram uma qualidade de imagem melhor, é mais indicado pegar uma compacta premium com sensores de tamanho a partir de 1/1.7".

A Sony HX1 com os seus impressionantes 20X de zoom óptico para a época foi a câmera que despertou o meu interesse por fotografia. Hoje também já existem superzooms de tamanho mais compacto, além de um aumento gradual de alcance do zoom de algumas compactas avançadas.

Mirrorless (Câmeras sem Espelho)


As câmeras mirrorless tornaram-se muito populares ultimamente como uma alternativa portátil e de qualidade às DSLRs (Digital Single Lens Reflex, que possuem sistema de espelho para realizar funções essenciais à fotografia, como medição de exposição e foco). Essas câmeras caíram nas graças dos fotógrafos pela qualidade que os seus fabricantes têm dedicado aos modelos desses sistemas, aliado ao tamanho reduzido em relação às DSLRs, que foi possível devido à remoção do espelho. As perdas funcionais dessas câmeras em relação às reflex, como velocidade e precisão de foco, não chegam a ser comprometedores para a grande maioria dos amadores. Com a recente evolução desses sistemas, alguns fotógrafos começaram a usá-las profissionalmente inclusive.


Símbolo do sistema micro 4/3 formado por mirrorless Panasonic e Olympus.

Assim como nas reflex, cada fabricante optou por lançar o seu sistema de lentes, sendo que a Panasonic se uniu à Olympus no chamado consórcio micro four thirds (micro 4/3 em referência às dimensões do sensor adotado). Listo abaixo os nomes dos sistemas de baionetas (mounts) de mirrorless dos principais fabricantes:

  • Canon - mount EF-M (sensor APS-C)
  • Fujifilm - série X (sensor APS-C)
  • Nikon - sistema 1 (sensor de 1")
  • Panasonic e Olympus - m4/3 (sensor 4/3")
  • Samsung - modelos NX
  • Sony - NEX E mount (sensor APS-C)
  • Sony - mount FE (sensor FF)

A Pentax arriscou um modelo sem espelho mantendo o seu tradicional mount K, mas não há sinais de continuidade de investimento neste segmento, pelo menos por enquanto.

A Sony Alpha 7R foi a primeira mirrorless de lentes intercambiáveis a portar um sensor FF. Devido ao tamanho do sensor, o ganho em termos de portabilidade é alcançado com o uso de lentes de distância focal fixa. Visando redução de tamanho, a Sony criou o novo mount FE em vez de utilizar o tradicional mount A das DSLRs/SLTs da marca.


DSLR


As DSLRs (Digital Single Lens Reflex ou Câmera Reflex Monobjetiva Digital) são, provavelmente, o que a maioria de nós conhecemos como câmeras profissionais. Não sou muito adepto ao uso dessa terminologia, pois qualquer câmera pode ser usada profissionalmente, gerando algum tipo de receita para o fotógrafo (hoje em dia há fotógrafos que usam seus smartphones!). Como já citado antes, o uso de mirrorless está também se tornando comum entre alguns ramos da fotografia profissional. Porém, o termo é cunhado no intuito de indicar que essas câmeras possuem recursos que otimizam e facilitam a vida dos profissionais. O grande diferencial técnico ainda é em relação aos sistemas de foco das DSLRs tops que as mirrorless ainda não atingem, mas que já competem com as reflex de entrada e, também, a disponibilidade de acessórios.

Geralmente, há uma subdivisão de categorias no mundo das DSLRs, situando os modelos entre os ditos de entrada, intermediárias e avançadas. Essa subdivisão está tradicionalmente associada aos recursos disponíveis em cada segmento, sendo que as de entrada e intermediárias usam sensores APS-C e as avançadas FF. Há, porém, variações de acordo com cada fabricante. A Pentax, por exemplo, não possui uma DSLR com sensor Full frame, mas as suas câmeras apresentam recursos muito avançados, incluindo selamento ao tempo (weather sealing). Canon e Nikon recentemente introduziram ao mercado câmeras FF de entrada, com preço ligeiramente acima das intermediárias com sensor APS-C. 


O nome desse tipo de câmera deve-se ao sistema de espelho utilizado para captura de imagem. 
Fontes das imagens: ricardovilelaphotography e wikipedia.

Por se tratar de um tipo de câmera que existe desde os tempos de filme, tendo fundamentalmente mudado a película pelo sensor, a disponibilidade de acessórios e lentes para DSLRs, seja das marcas proprietárias, de terceiros, ou ainda através de adaptadores é muito grande. A Nikon mantém o mount F até hoje e suas câmeras são compatíveis com as lentes da marca fabricadas desde 1959. A Canon, apesar de ter decidido mudar o mount quando criou o sistema EOS compensou seus usuários com uma variedade e qualidade lentes que supera qualquer outro sistema. E, ainda, é possível utilizar uma grande quantidade de lentes manuais antigas através de adaptadores. A Pentax tem o seu espaço no mundo muito devido a sua manutenção do mount K, que dispõe de uma boa variedade de lentes. Já a Sony entrou no mercado das DSLRs há alguns anos comprando a Minolta e herdando dela o mount A, usado em sua linha Alpha de DSLRs e SLTs. A Olympus fez sua incursão no mercado das DSLRs usando um sensor 4/3. Aparentemente, o resultado financeiro não foi bom e o foco da empresa em sido o sistema mirrorless micro 4/3.

SLT


SLT (Single-Lens Translucent) é a designação da Sony para as suas câmeras com um sistema de espelho semitransparente fixo. Em vez de ser um espelho móvel como nas DSLRs, neste tipo de câmera, o espelho permanece fixo, desviando apenas parte da luz para o sistema de medição/foco e a maior parte segue para o sensor continuamente. A grande desvantagem desse sistema é a perda de 1/3-stop de luminosidade na captura da imagem devido à porção refletida pelo espelho. Mas, devido ao espelho fixo é possível alcançar altas taxas de imagens por segundo (fps) e manter autofoco por detecção de fase continuamente durante captura de video e usando o live view. A Sony possui modelos com sensores APS-C e FF.