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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cisplatina - Projeto N° 01/2016

Não consegui pensar em um título melhor para o post, pois retomar o registros dos projetos fotográficos de 2016, me fez lembrar da questão histórica, já que Colônia de Sacramento foi colonizada pelos Portugueses e sua arquitetura lembra a arquitetura inicial do Brasil. Pequena e aconchegante, a cidade foi um ponto alto da viagem, apesar do pouco tempo e do calor. 

A viagem começou em Buenos Aires, cidade que gosto muito e que já conheço relativamente bem. Queria aproveitar o regresso para fotografar de uma maneira diferente do que já tinha de viagens anteriores. Como comentado no post anterior, este foi o primeiro projeto fotográfico pensado para o ano de 2016, contemplando explorar diferentes nuances fotográficas na cidade: fotografia de rua, paisagens, fotojornalismo, preto e branco etc. dentro do possível durante o passeio, intercalando com as fotos da família, que viajava ao exterior pela primeira vez. Seguindo dicas de blogs internet afora, optamos por fazer a travessia de barco de Buenos Aires até Colonia del Sacramento e ir de ônibus daí até Montevidéu. 

Listo abaixo algumas observações que consegui tirar da experiencia e que pretendo ter em conta em viagens futuras:
  • Em viagem familiar, fotografia não pode e nem conseguirá ser objetivo principal. É praticamente impossível conciliar, além de que uma perda de tempo não atinge apenas você, mas todos os demais também. Não cabe ser egoísta. 
  • O peso do equipamento incomoda bastante em viagens desse tipo, devido aos longos trechos de caminhadas. Talvez uma bolsa estilo messenger seja mais confortável e adequada.
  • Não visitar cidades históricas em pleno verão. O calor atrapalha o humor, a disposição para caminhar e carregar câmera e lentes.
  • O ideal é estudar ao máximo o roteiro do dia e levar apenas a câmera e uma lente, no máximo uma segunda lente leve. Uma compacta premium ou uma câmera m4/3 pode ser a melhor solução nestes casos.
  • Por tudo citado acima, acabei optando por carregar apenas o celular em alguns dias da viagem. A qualidade de imagem não é das melhores, mas de dia dá para tirar boas fotos para compartilhar em redes sociais. 
  • Não consegui ter cara de pau suficiente para abordar pessoas na rua ou tirar fotos de anônimos, o que poderia ter enriquecido fotograficamente a coisa toda. 
  • Segue a saga para conseguir melhores fotos de viagens.
Os resultados conseguidos com o celular foram muito bons durante o dia, com luz disponível. Porém, a diferença é perceptível quando vista em monitor em lugar de uma tela de celular. Em ambientes internos, com pouca luza disponível, as cores já saem ruins, além da granulação bem mais perceptível. Em alguns casos salvou também quando esqueci de levar a câmera, como justamente num dia em que saímos com um guia em uma van e não teria que carregar peso o tempo todo.  Enfim, as fotos que mais se enquadraram dentro da proposta do projeto foram as de Buenos Aires. Colonia del Sacramento certamente é um lugar que voltaria um dia e que provê ótimas oportunidades para fotografia. Montevidéu encerrou bem a viagem.

As primeiras fotos foram feitas com a câmera e processadas com DxO Optics Pro/On1 Photo e as últimas foram feitas com celular e processadas com o Lightroom Mobile ou Instagram.

 Avenida 9 de Julio, Buenos Aires. 24mm, f/8, 1/200s, ISO 100

 Bailarinos de Tango no Caminito, Buenos Aires. 24mm, f/5.6, 1/125s, ISO 400

 Predios em Puerto Madero, Buenos Aires. 35mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Girafa no Zoológico de Buenos Aires. 50mm, f/2.8, 1/1600s, ISO 100

 Congresso, Buenos Aires. 19mm, f/5.6, 1/640s, ISO 100

Feira de SanTelmo, Buenos Aires. 17mm, f/8, 1/250s, ISO 100

  Zona do porto em Tigre, Grande Buenos Aires. 24mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Río de la Plata, Colonia del Sacramento. 50mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Uma das saalas na Galería de los Suspiros, Colonia del Sacramento. 17mm, f/4, 1/60s, ISO 1600

 Casa Pueblo, Uruguai. 17mm, f/5.6, 1/160s, ISO 100

 Uma das salas do Café Tortoni, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Casa Rosada, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Plaza de Mayo, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Feira de San Telmo, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Catedral de San Isidro, Grande Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Plaza de la Independencia, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Exposição ao ar-livre no parque do Prado, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Jardim Botânico, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Catedral Metropolitana de Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

To Blog or not to Blog, That is the Question...

Nesta era de fugacidade no entretenimento, envolvendo velocidade de informação, consumo e interesses coletivos, os blogs perderam bastante espaço para as redes sociais. Um claro exemplo são as blogueiras de moda, que estão na moda e têm usado cada vez mais redes sociais em vez dos blogs que lhes deram o título. Na verdade, criar conteúdo está cada vez mais difícil, pois o prazo de validade do interesse está se encurtando cada vez mais, criando uma necessidade de quantidade e frequência para manter o nível de interesse. Isso me fez repensar bastante sobre qual destino dar a este blog e como combiná-lo com os outros meios de interação social nesta nova realidade.

Pela baixa periodicidade dos meus posts, é fácil perceber que o tempo dedicado à fotografia não tem sido dos maiores. Porém, desde o último post, não consegui refletir aqui neste espaço os esforços do dia a dia em encontrar mais tempo e oportunidades para este hobby que gosto tanto. Nesta linha de repensar uma nova estrutura e relação entre minhas fotos e os meios sociais, o Instagram foi incluído para divulgação das imagens, algo mais pessoal e que envolvem amigos e família, enquanto o blog será destinado ao registro de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, como já vinha sendo há algum tempo. Não faz mais sentido como meio de divulgação apenas. Assim, espero poder seguir compartilhando conteúdo importante para mim e que possa ter alguma utilizade para outros interessados em fotografia. 

Lá atrás, em Fevereiro, como primeiro projeto do ano, tratei de identificar pontos a melhorar, fazendo uma análise das fotos, do que mais me incomodava em minhas próprias fotos e tê-los em conta durante o ano para chegar ao final de 2016 com a maioria dos pontos fracos em situação melhor, que são pontos bastante básicos:

- Balanço de branco: É um dos pontos que mais tenho a melhorar, para acertar corretamente as cores nas fotos durante o pós processamento, já que nem sempre a câmera acerta automaticamente. 

- Composição: Analisar melhor a cena através do OVF ou LCD antes de apertar o botão, ter em mente as regras clássicas (regra dos terços, alinhamento do horizonte, espaços negativos, etc.) para esolher o que melhor se aplique com mais consciência e, ao mesmo tempo, tentar tornar algo mais intuitivo.

- Foco: Se há algo que não tem como melhorar no pós processamento, se chama foto fora de foco. O uso do AF-On + AF-C me ajudou muito a melhorar o acerto de foco em situações de movimento, assim que pretendo tornar algo mais instintivo. E, também, reincorporar o uso de AF-S para fotos de paisagem.

- Exposição: Colocar em prática o conteúdo já estudado sobre relação entre fotômetro e cenas, envolvendo o conceito de zonas de exposição e tons predominantes nas cenas.

- Flash externo: Retomar estudos sobre o uso do flash para melhorar os resultados de fotos feitas com flash, para fazê-las parecerem mais naturais.

Como meio para colocar tudo em prática, pensei em projetos que pudessem ser incorporados em minha rotina ou viagens com a família. Assim, tentei dividir em categorias e temas dentro de cada categoria. 

Paisagem:

- Fotografias em Rincón de los Sauces: Retornar a locais fotografados anteriormente e/ou pesquisar novos locais para fotografar;
- Caminho a El Portón: Procurar locais para fotografar ao longo do caminho entre Rincón de los Sauces e El Portón, que é um caminho recorrido com uma boa frequencia e oferece uma paidagem bastante interessante, com rio e vegetação em meio a um ambiente desértico.
- Usar a Nikkor 55-200mm f/4-5.6G VR para paisagens: Tirar a lente da mochila e usá-la para fotografia de paisagens, explorando pontos de vista diferentes ao de se fotografar com grande angular. 

Retrato:

- Sessões caseiras: Realizar sessões fotográficas caseiras, usando tanto luz natural, como flash.

- Sessões externas: Realizar sessões fotográficas em praças da cidade.

Viagem:

Viagem é uma categoria fotográfia das mais abertas e que agrega outras variações, como paisaem, retratos e fotografia de rua. Assim, uma das ideias de projeto é aproveitar as viagens e tentar fazer um enfoque diferente ou aproveitar para praticar os pontos de melhora.

- Buenos Aires/Montevidéu: Em nova visita à capital portenha, explorar diferentes nuances fotográficas na cidade: fotografia de rua, paisagens, fotojornalismo, preto e branco etc. dentro do que for possível durante o passeio. Já Montevidéu, registrar de maneira mais livre por ser primeira viagem à cidade.

- Ruta de los Siete Lagos: Mostrar evolução em fotografia de paisagem.

- Mendoza: Mostrar evolução em fotografia de paisagem, incorporando melhoras em relação a erros comentidos nos projetos anteriores. Agregar um formato jornalístico à viagem, montando um álbum digital ao final.

Apresentarei nos posts seguintes algo do que já foi realizado no ano até o momento. Uma das constatações é de que os projetos tem muito em comum e que alguns se misturaram, o que acho um complemento interessante. Deixo abaixo algumas fotos dos projetos para ilustrar este post.

Feira de San Telmo, Buenos Aires. 17mm, f/8.0, 1/125s, ISO100

Caminho a El Portón. 11mm, f/8.0, 0.5s, ISO100

Paisagem com a 55-200mm. Pata Mora. 120mm, f/8.0, 1/500s, ISO100

Ruta de los Siete Lagos. Blend de 3 exposições: 17mm, f/8, ISO100 - foto 1: 1/80s, foto 2: 1/125s, foto 3: 1/50s


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bariloche via Celular

É muito comum encontrar em textos e discussões sobre fotografia e, principalmente sobre equipamentos fotográficos, internet afora a citação de que o fotógrafo atrás da câmera faz mais diferença que a câmera em si. Tal afirmação é completamente válida no sentido de que não adianta ter o melhor equipamento se não souber fazer uso adequado dele. No entanto, também é inegável que ter o equipamento adequado ao tipo de fotografia desejada faz a diferença. Essa busca do equipamento ideal ou adequado faz parte do mundo da fotografia, assim como em outras atividades ocorre algo similar.

Um dos fatores mais influentes nos tempos de fotografia digital é o sensor da câmera. E é um dos casos em que tamanho faz a diferença: em termos gerais, quanto maior o sensor, maior a qualidade de imagem (sempre quando se compara sensores de gerações próximas). Porém, quanto maior o sensor, maiores têm que ser as lentes equivalentes para o formato. Isso resulta em peso e volume extra, fatores muito importantes quando se está viajando. Se o objetivo da viagem é fotografia, isso não será tão relevante talvez, a depender do objetivo. Porém, em uma viagem familiar em que se queira aproveitar e tirar boas fotos, volume e peso podem atrapalhar bastante. Esse é um dos motivos pelos quais as câmeras mirrorless têm chamado a atenção nos últimos anos, além de algumas câmeras compactas com sensores relativamente grandes.

Nossa última viagem de férias foi a Bariloche, que possui paisagens incríveis e passeios incríveis montanhas acima - péssimo para carregar mochila cheia de equipamentos fotográficos. É muito difícil conciliar "desfrutar o passeio" e "carregar uma mochila extra com câmera e lentes" em tal situação. Então, me salvou o celular, que estava sempre à mão guardadinho dentro do casaco e permitiu fazer os registros quando não era conveniente estar com a câmera. Compartilho as fotos de paisagem que mais gostei feitas com o celular. O aparelho foi um Moto X 2014 e imaginar que há celulares equipados com câmeras ainda muito melhores! E ainda era possível postar em tempo real no Instagram para amigos e familiares. Usei o aplicativo Pixlr para melhorar um pouco o contraste e ajuste geral, pois eram cenas muito difíceis e com muito alcance dinâmico.









domingo, 19 de julho de 2015

Rincón de los Sauces

Após mais de um ano sem escrever nada aqui e há quase um ano morando em Rincón de los Sauces, resolvi fazer mais uma tentativa de reviver o blog, postando as fotos tiradas aqui na região neste mesmo período. É uma região muito seca, praticamente desértica ao norte da Patagônia argentina. Curiosamente, não há fotos tiradas no outono - era a época em que eu esperava poder fazer mais fotos por não ter a estação tão bem definida no Brasil e acabou passando sem tempo para as fotos. Quem sabe no ano que vem...

As fotos em geral acabam incluindo o céu, que costuma ser bem bonito, tanto de dia quando o tempo está aberto e há pouquíssimas nuvens no céu, característico por um azul quase polarizado, quanto ao nascer e pôr do sol, em que as tonalidades variam de maneira espetacular entre laranja e lilás. Lembrei-me que também estou me devendo uma foto do nascer do sol. Aqui impera a preguiça mesmo.

Postarei as fotos em ordem cronológica com as informações de captura. As fotos foram processadas no DxO Optics Pro e algumas com um segundo tratamento no Perfect Photo Suite - alternativa para quem não sabe nada de Photoshop, como eu. Nas duas últimas, testei também o Photomatix Essentials para fazer HDR e tentar aproveitar ao máximo a faixa dinâmica das cenas. 

50mm, f/11, 1/80s, ISO 100

200mm, f/8, 1/100s, ISO 100

17mm, f/8, 1/30s, ISO 400

41mm, f/8, 1/30s, ISO 400

22mm, f/5.6, 1/30s, ISO 400

17mm, f/11, 1/200s, ISO 200

17mm, f/11, 1/250s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

16mm, f/8, 1/15s, ISO 100

11mm, f/8, 1/20s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Série Passos na Fotografia - Conceitos Básicos - Exposição

Dando continuidade à Série Passos na Fotografia, que iniciei como uma revisão do processo de aprendizado fotográfico (aqui) e teve o seu último post sobre escolha de equipamentos (aqui), serão abordados neste post alguns conceitos que considero os mais básicos quando se inicia no mundo da fotografia digital. A ideia apresentar um resumo do meu entendimento sobre cada tema e, principalmente, listar algumas fontes de conteúdo que ajudarão a iniciantes que, assim como eu, estejam trilhando um caminho autodidático dentro da fotografia. 

Como já havia dito em postagem anterior, o primeiro passo ao se adquirir uma câmera é ler o seu manual para entender como funcionam e identificar como ajustar configurações básicas, como ajustes de qualidade de imagem, do sistema de medição de luz, sistema de foco e ajustes de exposição. Sabendo-se, porém, do que se trata cada um desses ajustes torna a tarefa mais fácil e, certamente, potencializará o uso das informações do manual e vice-versa.

Exposição


A exposição de uma foto define como ela será capturada pela câmera, quando, geralmente, deseja-se que a mesma saia com a iluminação adequada - nem escura, nem clara demais. É resultado da combinação de três elementos que compõem o chamado triângulo da exposição: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. A abertura do diafragma é uma característica da lente, enquanto a velocidade do obturado e ISO da câmera.


Abertura do diafragma: como já exemplificado aqui, a abertura do diafragma  de uma lente é o seu diâmetro efetivo no momento da captura da imagem. Trata-se de um valor relativo à distância focal, geralmente expresso  como f/A, onde A = DF/DD (A = abertura, DF = distância focal, DD = diâmetro do diafragma). Para efeitos de exposição, quanto maior a abertura, mais luz a lente deixa passar para o sensor da câmera e, portanto, mais clara fica a foto. A abertura do diafragma interfere, também, na profundidade de campo da captura. 

Velocidade do obturador: é a velocidade com que a câmera abre e fecha a sua cortina, limitando o tempo em que o sensor fica exposto à luz. A velocidade do obturador é igual a 1/VO, em que VO (velocidade do obturador) é o número que se vê no LCD da câmera. Para efeitos de exposição, quanto maior a velocidade, menos luz entra na câmera e, portanto, mais escura fica a foto. A velocidade do diafragma interfere na captura de movimentos, se este ficará congelado ou borrado na foto. 

Velocidade de ISO: expressa, essencialmente, a sensibilidade do sensor à luz, determinando quanta luminosidade será gravada pelo sensor durante o tempo da exposição. Para efeitos de exposição, quanto maior o ISO, mais luz é captada pelo sensor e, portanto, mais clara fica a foto. Como o aumento de ISO é feita aplicando-se um ganho no ISO base do sensor, geralmente 100 ou 200, o uso de ISO elevado em situações de baixa luminosidade resultam em ruído na imagem capturada. O nível de ruído aceitável dependerá do nível de luz, modelo da câmera e gosto do fotógrafo. Em termos gerais, quanto maior o sensor da câmera, melhor ela se comporta em situações de ISO elevado em baixa luminosidade.

Uma boa maneira que vejo para entender a relação entre os três componentes do triângulo da exposição é fazer fotos mantendo-se dois componentes fixos e mudar apenas uma das variáveis, observando o resultado a cada passo. Por exemplo, com luz ambiente disponível, de preferência durante o dia por estar mais claro, focar em um objeto sobre uma mesa e fazer os testes. É um bom exercício também para visualizar a influencia da abertura na profundidade de campo e, também, testar o comportamento do ruído nas imagens à medida em que se aumenta o ISO. Para testar os efeitos da velocidade seria interessante fazer o teste com objetos móveis, como pássaros ou crianças jogando bola, por exemplo.

Sistema de Medição de Luz


Para melhor realizar exposições em sua câmera, é importante entender como o seu sistema de medição de luz funciona. O fotômetro das câmeras digitais realiza medição da luz refletida pelo assunto e não a luz efetivamente incidente. Isso poderia ser feito com um fotômetro de mão, mas sabendo-se usar o fotômetro da câmera é mais que suficiente.

Falando-se de DSLRs e outras câmeras avançadas, a medição do fotômetro é mostrada em uma escala que vai de subexposto (-), passando pelo zero (0), até o superexposto (+). Geralmente, uma boa exposição é alcançada com a marcação em zero. Inclusive, é comum ler internet afora a expressão "zerar o fotômetro". Porém, pelo fato de se medir a luz refletida em vez da luz incidente, o fotômetro da câmera pode ser induzido a erros a depender da cor do assunto. Geralmente, assuntos predominantemente brancos, como um vestido de noiva, leva o fotômetro zerar em uma exposição subexposta por ser enganado pela alta reflexão do assunto. Enquanto, assuntos predominantemente negros, levam o fotômetro a zerar com uma superexposição. Portanto, é necessário analisar bem a cena para se determinar qual seria o melhor posicionamento do fotômetro, além de conhecer os modos de medição disponíveis em sua câmera. Existe bastante material online a respeito dos modos de exposição, principalmente, para Canon e Nikon. Mas, nada como uma boa lida no manual para conhecer os que estão disponíveis no seu modelo/marca.

Para o assunto abordado, recomendo a leitura dos tutoriais encontrados nos sites Cambridge in Colour e Digital Photography School. Além de serem bastante compreensíveis, nesses sites existem diversos outros temas importantes e interessantes sobre fotografia. Sobre este tema, li também o livro Understanding Exposure de Bryan Peterson, que é bastante esclarecedor e intuitivo para quem está começando.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Saída Fotográfica Em Salvador

No último fim de semana, o pessoal do fórum Mundo Fotográfico organizou uma saída fotográfica em Salvador. O encontro foi marcado no Farol da Barra às 9:00h para nos conhecermos, trocar uma ideia sobre os equipamentos e fotografar. Foi uma ótima experiência e o pessoal pretende reeditar o encontro, incluindo outras pessoas que não puderam comparecer.

Aproveitando a passagem por Salvador, resolvi ir com um amigo mais cedo para registrar o nascer do sol. Chegamos à Barra pouco antes das 5:00h e, quando estávamos montando uma das câmeras no tripé, fomos abordados por um marginal que, para nossa sorte, pediu apenas dinheiro. Levou uma quantia baixa, que não pagaria nem o filtro de uma das lentes. Ficou barato. A dica, portanto, é quando for fotografar em horários escuros ou em locais pouco seguros que seja em grupo. Sozinhos ficamos muito expostos.

Como consequência da abordagem, as fotos do nascer do sol foram feitas com concentração lá embaixo, além de tremidas pelo nervosismo. Colocarei as duas primeiras apenas para dar uma ideia de como é o nascer do sol perto do morro do Cristo e as últimas quatro são resultado da saída fotográfica. As primeiras fotos foram feitas com a Tamron 17-50mm f/2.8 VC e as últimas, com a Tokina 11-16mm f/2.8.

50mm, f/11, 1.3s, ISO 100

50mm, f/16, 5s, ISO 100

11mm (crop), f/8, 1/80s, ISO 100

12mm, f/8, 1/30s, ISO 100

16mm, f/8, 1/40s, ISO 100

12mm, f/8, 1/13s, ISO 100