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domingo, 19 de julho de 2015

Rincón de los Sauces

Após mais de um ano sem escrever nada aqui e há quase um ano morando em Rincón de los Sauces, resolvi fazer mais uma tentativa de reviver o blog, postando as fotos tiradas aqui na região neste mesmo período. É uma região muito seca, praticamente desértica ao norte da Patagônia argentina. Curiosamente, não há fotos tiradas no outono - era a época em que eu esperava poder fazer mais fotos por não ter a estação tão bem definida no Brasil e acabou passando sem tempo para as fotos. Quem sabe no ano que vem...

As fotos em geral acabam incluindo o céu, que costuma ser bem bonito, tanto de dia quando o tempo está aberto e há pouquíssimas nuvens no céu, característico por um azul quase polarizado, quanto ao nascer e pôr do sol, em que as tonalidades variam de maneira espetacular entre laranja e lilás. Lembrei-me que também estou me devendo uma foto do nascer do sol. Aqui impera a preguiça mesmo.

Postarei as fotos em ordem cronológica com as informações de captura. As fotos foram processadas no DxO Optics Pro e algumas com um segundo tratamento no Perfect Photo Suite - alternativa para quem não sabe nada de Photoshop, como eu. Nas duas últimas, testei também o Photomatix Essentials para fazer HDR e tentar aproveitar ao máximo a faixa dinâmica das cenas. 

50mm, f/11, 1/80s, ISO 100

200mm, f/8, 1/100s, ISO 100

17mm, f/8, 1/30s, ISO 400

41mm, f/8, 1/30s, ISO 400

22mm, f/5.6, 1/30s, ISO 400

17mm, f/11, 1/200s, ISO 200

17mm, f/11, 1/250s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

16mm, f/8, 1/15s, ISO 100

11mm, f/8, 1/20s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

domingo, 1 de dezembro de 2013

Da Janela de Casa

Da janela de casa, seja da cozinha ou dos quartos voltados para o poente, é frequente observar-se um pôr do sol bonito de se ver. E, por ser uma locação urbana, ao mesmo tempo oferece uma série de dificuldades para se fazer uma boa fotografia. sempre tem um telhado ou um poste onde não devia, carros passando, árvores mal cuidadas, etc. Tudo isso atrapalha muito capturar o momento com a devida qualidade. Porém, algumas vezes não é possível conter o impulso de registrar o momento. Num momento logo após o sol se pôr, o céu toma cores incríveis. 

Telhados, árvores, postes e carros a parte, resolvi fazer uma pequena coletânea de registros desses momentos ao longo do último ano. Acredito que revisar o suas próprias fotos com olhar crítico é importante para evitar cometer os mesmos erros e ainda ver o que poderia ter sido feito melhor para ter em conta numa próxima vez. A janela também serve muito bem quando se está doido para bater uma foto e não se encontra tempo para sair de casa.

Assim, seguem as fotos com seus erros e acertos feitas a partir das janelas daqui de casa.

20/11/2012, 100mm, f/8, 1/20s, ISO 800 

20/11/2012, 110mm, f/8, 1/15s, ISO 800 

08/12/2012, 200mm, f/13, 1/4s, ISO 100  

04/05/2013, 65mm, f/22, 1s, ISO 800

04/05/2013, 75mm, f/22, 15s, ISO 200 

29/11/2013, 38mm, f/11, 1/60s, ISO 320 










29/11/2013, 32mm, f/8, 1/80s, ISO 320 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Grande Angular

Em fotografia, refere-se como grande angular uma lente que possui distância focal menor, proporcionando um ângulo de visão maior, que as objetivas normais. No caso de câmeras full frame, cujo tamanho do sensor é igual ao filme 35mm (aprox. 36 mm de largura x 24mm de altura), considera-se como distância normal 50mm e lentes com distância focal menores que 35mm são consideradas como grandes angulares.

No caso da câmera D7000, que é a que uso, o sensor possui tamanho APS-C, com dimensões aproximadas de 24mm de largura por 16mm de altura. Isso resulta, dentre outras coisas, em um fator de corte para distância focal de 1.5x no caso das câmeras da Nikon. Em outras palavras, para se obter uma distância focal inferior a 35mm equivalente em full frame, seria necessária uma lente com distância focal inferior a 35mm/1.5 = 23mm. 

Para quem tiver interesse em entender um pouco mais sobre o assunto, recomendo o link: http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/camera-lenses.htm, que dá uma noção geral sobre lentes.

De uma maneira bem geral e grosseira, o que pode-se esperar de uma grande angular é, basicamente, um campo de visão maior, o que remete imediatamente a aplicações em fotos de paisagens e interiores. Porém, a mudança de perspectiva e possibilidade de aproximação do objeto fotografado são características das grandes angulares que podem ser exploradas criativamente em outros tipos de fotografia, como retratos por exemplo.

A lente Tamron 17-50mm f/2.8, que uso em mais de 90% das minhas fotos, possui uma faixa grande angular entre 17 e 23mm, que, equivalente a 25 e 35mm em full frame, já proporciona um amplo campo de visão. Porém, desde o final de Agosto estou com o meu novo brinquedo em mãos, uma Tokina 11-16mm f/2.8, que em termos de full frame apresenta distância focal entre 16 e 24mm, que já proporciona um ângulo de visão bastante acentuado e os respectivos desafios de se fotografar com ângulos tão abertos. 

A ideia deste post é apresentar as minhas primeiras fotos tiradas com a lente, junto com as minhas primeiras impressões e desafios, que já eram esperados a partir da leitura deste link: http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/wide-angle-lenses.htm.

Em primeiro lugar, achei a lente bem nítida, como os reviews e opiniões que havia lido anteriormente pela internet afora, sendo considerada uma das melhores grandes angulares para câmeras com sensor no formato APS-C. Algumas métricas de performance da lente podem ser encontradas no site do DxOMark.

Achei a construção da lente muito boa, melhor que a Tamron 17-50mm f/2.8 VC e muito melhor que a Nikkor 55-200mm f/4-5.6. Possui mount em metal e possui um bom peso, ficando bem balanceada com o corpo da D7000. Achei o foco manual fácil de se utilizar, mas ainda não estou certo sobre a praticidade do sistema de focus clutch da Tokina, em que se alterna entre modos manual e automático deslizando-se o anel de foco. O parassol que acompanha a lente também é de boa qualidade.

Lente montada na Câmera. Canon Powershot D20

Ainda sobre a escolha da lente, optei pela versão I da lente sobre a versão II, que possui motor de foco e um coating para reduzir a incidência de flares, principalmente por ser mais barata (cerca de US$ 100.00 a menos lá fora), aproveitando a vantagem do motor de foco da câmera para economizar um pouquinho.

Como já era de se esperar, deve-se tomar cuidado ao fazer fotos em que elementos simétricos estão presentes, pois qualquer inclinação vertical ou horizontal se faz perceptível na assimetria que se apresenta, como em algumas das fotos apresentadas abaixo.

The Museum of Fine Arts, Houston-TX, EUA. 11mm, f/2.8, ISO 3200

The Museum of Fine Arts, Houston-TX, EUA. 11mm, f/2.8, ISO 3200

Enfim, estou bem empolgado com as possibilidades da nova lente e aproveito a oportunidade para mostrar estas fotos feitas em situações distintas e ainda com pouco contato com a lente, mas acredito que dão uma boa noção do alcance e desempenho dela, assim como dificuldades que um iniciante na arte fotográfica deve esperar enfrentar. Espero que em breve eu possa estar postando mais fotos com esta lente, feitas com calma, com auxílio de um tripé e outros acessórios que provavelmente farão parte de um próximo post.

15mm, f/3.2, ISO 800

14mm, f/5.6, ISO 100. Cokin P 121S GND (3-stops)


The Museum of Fine Arts, Houston. 16mm, f/2.8, ISO 6400. Mais informações aqui

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Ocaso da Janela

Talvez um dos maiores desafios para quem tem a fotografia como hobby seja encontrar tempo para sair apenas para fotografar. Para quem está no início da jornada, então, ter esse tempo para se dedicar, errar, tentar novamente até conseguir uma boa foto é fundamental. Porém, com a vida moderna, cheia de atribuições, bebê em casa, é muito difícil. Sente-se muito mais quando se tem preferência por fotografias de paisagens, que demanda quase sempre uma viagem a algum local especial ou, no mínimo, sair de casa.

Faz algum tempo que, particularmente, não consigo estar em algum lugar interessante para se fazer fotos de paisagem. Assim, no último sábado, resolvi fazê-lo sem sair de casa mesmo. O tempo não estava dos melhores, com uma neblina leve, mas opaca ofuscando o pôr-do-sol. Inicialmente, a partir da janela da cozinha, tentei captar o rastro que um avião a jato deixava no céu. Mas, o tempo despendido entre a percepção da presença do avião, até pegar a câmera e ter o tripé posicionado, restava apenas o rastro já pronto para ser fotografado.

98mm, f/11, 1/60 s, ISO 800

A partir do momento em que o sol começa a se por, a escuridão vem com bastante rapidez e, neste intervalo as cores do horizonte variam entre azul, lilás até tons alaranjados e vermelhos, que me agradam muito. Então, após desencanar do rastro do avião, resolvi tentar uma foto da paisagem visível a partir da janela.

 55mm, f/22, 1.3 s, ISO 800

A combinação de ISO elevado com abertura bem fechada e um tempo de exposição de mais de 1 segundo necessário para a luz disponível para o horário só foi possível graças ao uso do tripé. Decidi então fotografar a paisagem oposta, visível a partir da janela do quarto de hóspedes, já em um momento mais escuro, demandando portanto dele, o tripé.

 65mm, f/22, 1 s, ISO 800

75mm, f/22, 15s, ISO 800

Após a finalização das fotos, acho muito importante para o processo de aprendizado, tentarmos identificar o que poderia ter sido feito melhor. Existem algumas regras que ajudam a melhorar o resultado das fotos, mas que devido a pressa, nunca lembro. Talvez algum dia tudo fique "no sangue". Por exemplo, acabei deixando o VR da lente ligado com ela no tripé. Em outro momento, talvez pudesse ter usado um ISO menor para reduzir o ruído e aumentado o tempo de exposição, já que estava com um tripé. Enfim, as fotos estão feitas e consegui "sair para fotografar", mesmo que tenha sido apenas da sala para a cozinha!

sábado, 23 de março de 2013

Pôr do Sol

O pôr do sol é um dos momentos mais registrados na fotografia, quer seja através de fotos em que o próprio sol aparece ou aquelas que têm apenas a intenção de utilizar-se da sua cor alaranjada que dá outra vida a paisagens naturais ou urbanas. Quando se começa a ler um pouco sobre fotografia, não tarda muito encontrar algum texto a respeito da "golden hour", como os de língua inglesa chamam o período de aproximadamente uma hora antes do pôr do sol até uma hora depois. Justamente pelo tom dourado que confere às fotos, consegue-se fotos que normalmente são agradáveis a quem vê. Além, é claro do fator emocional geralmente associado ao pôr do sol.

Particularmente, eu gosto bastante de fotografar nesse horário, tendo me rendido algumas fotos boas (pelo menos para o meu nível de iniciante). Futuramente, devo recorrer a esse tema, com certeza, principalmente quando tiver acesso a um filtro de densidade graduada e tentar verificar o seu efeito, suavizando o contorno do sol, ajustando-o à latitude que a câmera consegue alcançar. Quando tiver algum conhecimento mínimo em pós processamento, também poderei postar fotos melhores.

Posto abaixo algumas fotos que fiz do e ao pôr do sol, que estão organizadas em um "set" sobre este tema no flickr. Pretendo ir adicionando fotos ao set, cada vez que conseguir alguma interessante.

Lagoa de Imboassica, Macaé - RJ

Bahia Marina, Salvador - BA

Bahia Marina, Salvador - BA (as nuvens não ajudaram muito esse dia)

Itaipava, Petrópolis - RJ. Tirada com um iPod Touch

Rio São Francisco, Ibotirama - BA