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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Impressão Fine Art: Revisão de Portfolio e Futuro

Como comentado no posto anterior, imprimir em Fine Art incentivou e permitiu uma revisão de portfólio em busca de fotos candidatas a impressão. O processo de revisão, particularmente quando não se é profissional, não é nem fácil, nem direto. A limitação na quantidade de impressões proposta no clube também nos motiva a definir (ou pelo menos tentar definir) critérios de seleção para, digamos, fazer um bom uso dos recursos. Isso catalisou um exercício de reflexão sobre as fotos já realizadas, relembrando desde os meus objetivos de quando comecei a fotografia como hobby até as novas possibilidades que a impressão oferece.

Meu assunto favorito é paisagens, mas sempre tive mais vontade do que oportunidade para sair e explorar locais novos ou já conhecidos com o objetivo primordial de fotografar. No máximo, foi possível conciliar algumas viagens.

O processo de revisar fotos antigas em busca de impressões viáveis também despertou a vontade e necessidade de fotografar pensando na impressão. É um processo que requer ir além do gosto pessoal, uma vez que a impressão é, primordialmente, um meio de mostrar o seu olhar a outras pessoas, de comunicar a sua percepção diante de um local ou momento. As escolhas, portanto, envolvem também considerar o impacto que se deseja obter em outras pessoas. Há pessoas com mais facilidade, e disponibilidade, para definir um caminho a seguir e se tornar proficiente nele e, por fim, transmitir uma verdade única através das suas imagens. Quem sabe algum dia algo assim seja possível para mim. 

Enquanto isso, compartilho as últimas fotos impressas, sendo uma revisão em P&B de uma foto de 2019, postada aqui no blog anteriormente em tons sépia, e outras mais recentes, em busca de uma identidade visual, ou não. Impressões em tamanho 30 x 45 cm, em papel Fine Art Canson Infinity.

Pôr do Sol Rural 1. ISO 400, 16mm, f/7.1, 1/50s

Pôr do Sol Rural 2. ISO 100, 24mm, f/8, 1/200s

Pôr do Sol Rural 3. ISO 100, 20mm, f/7.1, 1/125s

O Pescador Lança Sua Rede. ISO 100, 58mm, f/8, 1/400s


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Dois anos depois...

Mais de dois anos se passaram desde a última postagem. Tal demora foi resultado de pouco tempo disponível para se dedicar à fotografia, que acaba em pouca inspiração e material para compartilhar. Este espaço já se encontrava restrito apenas a conteúdos úteis, digamos assim, e não a postagens regulares, como de costume na maioria dos blogs. Após este longo hiato, compartilharei um pouco da minha experiência com novos equipamentos adquiridos nesses 2 anos, tentando escrever numa linguagem o menos técnica e o mais breve possível. Quem sabe pode ajudar algum interessado a encontrar informações úteis?

Nikon D7200 (a partir de Fevereiro de 2018)

Neste período, dois novos brinquedos ganharam espaço na mochila. Em um primeiro momento, uma D7200 em bom estado foi integrada à caixa de equipamentos. A câmera apresenta algumas melhorias significativas em relação à D7000, mais notadamente na quantidade de megapixels (24 vs 16) e o sistema de foco (51 pontos vs 39 pontos), além de processador de imagem mais recente (Expeed 4 vs Expeed 2) e maior precisão no balanço de branco automático. O grip da câmera também foi redesenhado e apresenta uma melhora ergonômica muito bem-vinda. Enfim, um pacote que entrega imagem final um pouco melhor e de maneira mais prática. Um comparativo rápido de especificações pode ser encontrado aqui.

Em uma olhada rápida, não se nota muita diferença para a D7000.

Algumas possibilidades que facilitam a vida na D7200:
  • Botão REC configurável como ISO, permitindo regulagem como um botão ISO dedicado;
  • Memorização ponto de foco quando se alterna entre vertical e horizontal, permitindo uma maior agilidade;
  • Wi-fi que permite descarregamento de imagens para celular através de app;
  • Processador de RAW da própria câmera com bons resultados.
Em fotos mais descompromissadas, é possível obter excelentes resultados fazendo o processamento do RAW na própria câmera e já descarregar o JPG resultante no celular através do wi-fi para compartilhamento imediato.

Com a velocidade de atualização de itens tecnológicos, as pessoas tendem a querer sempre o último modelo para não ficar desatualizadas. Assim, é válido o questionamento sobre a aquisição desta câmera atualmente, já que a sua fabricação já foi descontinuada pela Nikon. Sob o ponto de vista fotográfico, qualidade de imagem, robustez, etc. acredito que a câmera deixa muito pouco a desejar. Com uma câmera mais moderna, certamente haverá avanços com processador e sensor mais modernos. Contudo, considerando o universo Nikon DX, a remoção de alguns itens na sua sucessora, como remoção do segundo slot de cartão de memória, foi um balde água fria para muitos usuários da marca. Uma busca no google permite encontrar uma variedade de reviews que dão excelentes explicações sobre a câmera.

Nikon AF-S NIKKOR 16-80mm f/2.8-4E VR (a partir de Setembro de 2018)

Esta lente foi o segundo novo integrante da caixa, uma zoom que oferece abertura máxima e range de distâncias focais muito interessantes em termos de claridade e alcance. A lente ostenta o anel dourado da Nikon, indicativo de lentes com as últimas tecnologias da empresa, incluindo o N de nano coating para melhor resposta em termos de flare e reflexos, além de controle de abertura eletrônico (E) e uma ótima estabilização (VR). Sem dúvidas, será a lente para reduzir a quantidade de lentes nas viagens - acabei casando-a com a 55-200mm nas duas últimas viagens e foram suficientes, inclusive tendo utilizado esta última em apenas uma ocasião. Aqui é possível ver um review bem completo sobre a lente.

Vista da lente mostrando as marcas de suas principais características


Lowepro Photo Hatchback 22L AW (a partir de Fevereiro de 2019)

Seguindo a linha de facilitar um pouco as coisas em viagens, especialmente nas que demandam longas caminhadas diárias, uma nova mochila entrou na história, oferecendo maior conforto e espaço para itens pessoais, quando comparada à bolsa de ombro e maior praticidade quando comparada à outra mochila dedicada a carregar equipamentos fotográficos. Esse modelo da Lowepro oferece um compartimento específico suficiente para caber a câmera com a 16-80mm montada e mais uma lente e flash e outro compartimento onde é possível colocar documentos e outros acessórios menores. Foi muito útil na viagem ao Chile, quando foi possível encarar os passeios tranquilamente. Pontos fracos da mochila: poderia ter um pouco mais de espaço para os itens não fotográficos, pads para organização dos equipamentos maleáveis além da conta, espaço lateral para água muito apertado. Este vídeo mostra um pouco melhor a mochila.

Vista do compartimento de equipamentos da mochila. 
O acesso superior permite levar itens diversos.


Agora vamos às ibagens...

As fotos abaixo foram realizadas com o conjunto D7200 + Nikon 16-80mm VR nas viagens para Argentina e Chile que ocorreram no primeiro semestre deste ano. Apesar de poucas, as fotos dão uma ideia da flexibilidade da lente, principalmente  a grande angular em 16mm, assim como a capacidade  de ISO da câmera, produzindo imagens satisfatórias mesmo em ISO3200. A mochila surgiu no período entre as duas viagens.

Museu de Artes Decorativas, Buenos Aires. 16mm, f/5.6, 1/50s, ISO1600

Balcão do Café de la Poesia, San Telmo, Buenos Aires. 44mm, f/4, 1/125s, ISO800

Recoleta, Buenos Aires. 16mm, f/5.6, 1/40s, ISO800

Catedral Metropolitana, Santiago. 16mm, f/5.6, 1/50s, ISO3200

Cajon del Maipo, Chile. 35mm, f/8, 1/160s, ISO100

Embalse El Yeso, Chile. 26mm, f/8, 1/80s, ISO100

As fotos deste post e algumas mais podem ser visualizadas principalmente na minha galeria do Flickr, outras no 500px e algumas mais no Instagram.

domingo, 14 de maio de 2017

Imagens de Rincón

Durante os últimos 33 meses, vivi com a família em uma cidade relativamente isolada no norte da Patagônia argentina, chamada Rincón de los Sauces. É uma cidade com muito pouca infraestrutura, localizada numa região árida e bastante inóspita, que existe devido a exploração de petróleo na região. Oferece, entretanto, excelentes oportunidades para fotografar paisagens diferentes do que se vê usualmente. Como paisagens é o que mais me agrada fotografar, pude praticar bastante, apesar de ter sido ainda menos do que eu gostaria.


A paisagem é muito diferente do que encontramos no Brasil, com uma predominância de pedras e montanhas, com muito pouca vegetação, como pode ser visto neste post com as fotos que considero melhores tomadas nas proximidades do lugar. Algumas delas podem ser vistas num álbum dedicado no Flickr, outras na minha conta do Instagram ou 500px, muitas em comum nas três redes sociais.


Corro o risco de ser repetitivo para quem já tenha visto as fotos antes, mas com o retorno ao Brasil, acho que o apanhado dá uma boa ideia do que era a região.



Mirante em Desfiladero Bayo, do lado Neuquén. 11mm, f/8.0, 1/5s, ISO 100

Bardas ao fundo do Cristo, na cidade. 41mm, f/8.0, 1/100s, ISO 400 

Nuvens antes do fim da tarde, ao fundo o vulcão Tromen. 50mm, f/11.0, 1/80s, ISO 100

Vista da cidade durante do fim da tarde. 17mm, f/8.0, 1/30s, ISO 400


Por do sol ao fundo do curso do Rio Colorado. 11mm, f/8.0, 0.5s, ISO 100

Caminho árido, de terra e pedras, entre Rincón e a Cordilheira dos Andes. 90mm, f/8.0, 1/200s, ISO 1600

Margem do Rio Colorado do lado de Mendoza. 14mm, f/22.0, 1/60s, ISO 100

Vista também do Mirante de Desfiladero Bayo. Ao lado anterior do rio fica a província de Neuquén e do lado posterior, a província de Mendoza. 60mm, f/8.0, 1/250s, ISO 100

Uma das inúmeras formações vulcânicas da vizinhança, esta localizada na área protegida do Vulcão Auca Mahuida.
50mm, f/8.0, f/250, ISO 100

Propriedade rural em meio a zona de produção de petróleo. 105mm, f/8.0, 1/160s, ISO 100



sábado, 10 de setembro de 2016

Paisagens de Mendoza - Projeto N° 03/2016

Neste post vou compartilhar a experiência do meu terceiro projeto do ano em mais uma viagem de conciliação de turismo e fotografia. A viagem para Mendoza era um pouco diferente da anterior, pois se trata de uma cidade grande, tendo a produção de vinho como um de seus maiores atrativos. Contudo, a parte de maior interesse fotográfico estava nas montanhas. Havia dois dias em que faríamos viagens para fora da cidade, um para a Reserva Villavicencio a aproximadamente 50 km da cidade, no outro, iríamos até a fronteira com o Chile, percorrendo um trajato de cerca de 180 km desde o centro da cidade.

Correndo o risco de ser repetitivo para quem já leu os posts anteriores, os objetivos fotográficos para esta viagem consistia em melhorar alguns aspectos identificados anteriormente (aqui), sobre os quais escreverei um pouco mais na sequência.

  • Cores: obter cores fiéis à realidade, ajustando o balanço de branco adequadamente no arquivo RAW posteriormente.
  • Exposição: obter melhores exposições considerando os limites de recuperação de imagem do sensor da câmera e fazer uso de filtro graduado de densidade neutra para equilibrar a luz.
  • Composição: tomar o tempo possível para pensar a composição, buscando melhor harmonia entre os elementos dentro do quadro. 
  • Foco: maximizar a profundidade de campo nas fotos para obter resultado mais nítido.


Cores


A época era fim de Maio, quando ainda não era inverno, mas já se podia observar muita neve nas montanhas. Diferente das paisagens da Ruta de los Siete Lagos, a vegetação é bastante escassa e mais no alto das montanhas, praticamente inexistente. Era fundamental conseguir um bom balanço de branco para poder ressaltar as poucas cores disponíveis. A cidade arborizada permitia também captar um pouco da coloração já de final de outono.

Parque San Martin. 35mm f/5.6, 1/200s, ISO 100.

Neve próximo à fronteira com o Chile. 24mm, f/8, 1/125s, ISO 100.

Exposição


Uma das coisas mais difíceis de conciliar em uma viagem não fotográfica é o horário das fotos, pois temos que aproveitar o momento e nem sempre (ou quase nunca) estamos em um local fotográfico ao nascer ou pôr do sol. Geralmente, temos que fazer o melhor possível com a luz do meio dia. Algo que me ajuda muito nesses momentos é o filtro graduado de densidade neutra, equilibrando um pouco o contraste imposto pela luz dura. O resultado é muito mais agradável e possibilita conseguir melhores cores. Para melhorar a fotometria, tentei aplicar o sistema de zonas dentro do possível, geralmente deixando as nuvens e/ou a neve com o fotômetro entre +1.7 EV e + 2 EV. Quando não acertava a exposição diretamente, o que era difícil conferir pelo LCD, deixava próximo o bastante para não introduzir ruído em leves ajustes no pós processamento.

Cena com sol bastante forte, filtro GND usado para balancear céu e terra.  17mm, f/8, 1/250s, ISO 100.

Cena com sol bastante forte, filtro GND usado para balancear céu e terra. Resultado de cores bem fiéis à realidade.  35mm, f/8, 1/250s, ISO 100

 Composição


O visual da viagem era incrível e, apesar de contraditório, acho bastante desafiador conseguir fotos boas quando a paisagem é assim tão fácil. Então, buscava dispor o assunto de maneira a tornar a imagem mais interessante do que uma simples foto de montanha coberta de neve. Encontrar o melhor ponto, conseguir posicionar-se ou armar o tripé demanda um certo tempo que nem sempre temos neste tipo de viagem.

Trilhos, pedestre, tambor e placa compondo cena com as montanhas. 50mm, f/8, 1/100s, ISO 100.

Usando as linhas da estrada. 14mm, f/8, 1/160s, ISO 100.

Foco


O ideal para fotos de paisagem, quando se quer colocar o máximo possível em foco, é escolher a distância hiperfocal para a cena. Sem entrar muito no mérito do assunto, que poderia ser tema para um tópico completo, para cada distância focal e abertura existe uma distância que maximiza a profundidade de campo quando se focaliza nela. Na prática, tentava usar uma regra geral de focar em um ponto a aproximadamente 1/3 do final da cena. O uso de grande angular e abertura pequena ajudam muito neste caso. 

Córrego entre montanhas no Parque Provincial Aconcagua. 17mm, f/8, 1/125s, ISO 100.

Estrada com montanhas ao fundo. 82mm, f/8, 1/400s, ISO 100.

Um pouco de tudo


Os melhores resultados, sem dúvida são os que conseguimos reunir as condições técnicas com os objetivos que se tem em mente, levando a um resultado acima da média. Neste sentido, escolheria a foto abaixo como a que mais me agradou entras as tantas realizadas.

Trilhos e postes em meio à cordilheira dos andes. 22mm, f/8, 1/200s, ISO 100.

Experimentar um pouco no pós processamento também pode resultar em coisas interessantes, sair um pouco do comum. Algo que comecei a testar e que uso muito pouco, mas que gosto quando é compatível com o assunto é a simulação de filmes disponibilizada por alguns programas. No caso da imagem abaixo, utilizei uma simulação de filme do DxO Filmpack para dar um tom velho à imagem de uma cena com vegetação de arbustos, praticamente marrom.

Caminho para a Reserva Villavincencio. 35mm, f/8, 1/320s, ISO 100.

Checklist


Uma maneira de conseguir consistencia nos resultados é criar um checklist de itens que fazem diferença quando saímos determidados a fazer algum tipo de fotografia. É algo muito importante, principalmente, quando não se fotografa com tanta frequência e que pode fazer a diferença entre uma foto bem sucedida e perder todo um esforço. Para fotos de paisagem, comecei um checklist pessoal que certamente se transformará em um post quando estiver mais completo.

  • Tripé - fundamental, usar sempre que possível.
  • Desligar o VR quando a câmera estiver montada sobre o tripé
  • Manter ISO o mais baixo possível
  • Filtros GND - utilizar sempre que envolva cenas com alto contraste, como envolvendo céu e terra
  • Filtro polarizador circular - usar para enriquecer cores e eliminar reflexos
  • Usar self-timer para reduzir tremor com a câmera montada em tripé


domingo, 21 de agosto de 2016

Ruta de los Siete Lagos - Projeto N° 02/2016

A Ruta de los Siete Lagos é um dos passeios turísticos mais famosos da Patagônia argentina, ligando as cidades de Vila La Angostura e San Martin de los Andes. A região é incrívelmente linda, com uma grande quantidade de lagos e montanhas, o que oferece muitas oportunidades para fotografar. A ideia era aproveitar o Outono para poder capturar imagens com a folhagem com as tonalidades amarelas e vermelhas características da estação. O mês ideal seria Maio, mas devido a disponibilidade de folga no trabalho, a viagem foi realizada no meio do mês de Abril, ainda na primeira parte do Outono. Contudo, o que foi mais frustante foi a chuva, que intensificou bastante o frio e atrapalhou alguns momentos que poderiam ter rendido fotos bem melhores.

Como objetivos fotográficos desta viagem, tinha em mente melhorar em alguns dos aspectos identificados anteriormente (aqui). Na sequência, falo um pouco de cada um com algumas fotos de exemplo.

  • Cores: obter cores fiéis à realidade, ajustando o balanço de branco adequadamente no arquivo RAW posteriormente.
  • Exposição: obter melhores exposições considerando os limites de recuperação de imagem do sensor da câmera e fazer uso de múltiplas exposições para juntar posteriormente no pós-processamento.
  • Composição: tomar o tempo possível para pensar a composição, buscando melhor harmonia entre os elementos dentro do quadro.
  • Narrativa: conseguir ao final uma sequência de imagens entre natureza e família que dêem a dinâmica necessária para a um bom álbum de viagens.

Cores


Apesar de estar apenas no primeiro mês do Outono, já era possível observar a mudança de cor da vegetação, que assumia cores em tons pastéis amarelados e avermelhados. O céu nublado na maior parte do tempo conferia uma luz difusa que suavizava as cores, causa uma percepção mais fria e sutil. Não eram exatamente cores fortes como imaginava, mas bem diferente e peculiar. Portanto, o resultado final deveria ser bem próximo a isso e não como eu queria que fosse.   

Algumas plantas já apresentavam cores de outono bem evidentes, enquanto muitas ainda estavam verdes. Para quem não tem costume de vivenciar mudanças de estação assim tão características é chamativo. Tirei algumas fotos apenas para registrar essas cores.

 Capela de  Nossa Senhora da Assunção em Villa La Angostura. 24mm, f/5.6, 1/80s, ISO 800

Propriedade rural às margens do lago Correntoso. 24mm, f/8, 1/80s, ISO 100

Exposição


A exposição correta, obtida com base na medição da luz que ilumina a cena, é fundamental, mas nem sempre óbvia. Ela influencia diretamente nas cores e é determinante para conseguir uma boa fotografia. O céu nublado oferece uma luz difusa e suave, que é ideal para retratos de pessoas, obtendo-se bons tons de pele. Porém, para paisagens, eu acho que esfria muito as cores e tira um pouco da alegria da coisa. 

Como era condição presente durante toda a viagem, tentei aproveitar da melhor maneira possível e expor com o objetivo de transmitir o que se via na realidade e, quem sabe um dia, relembrar o que se sentia ao rever as imagens. 

Lago Lácar e nuvens sobre San Martin de los Andes. 17mm, f/8, 1/125s, ISO 200

A oportunidade também foi usada para fazer uma imagem resultante da combinação de 3 exposições diferentes. Com a câmera no tripé, foi feito um bracketing com intervalos de 1.7 EV e conseguir uma exposição para o céu, uma para o lago e outra para a areia.

Tronco de madeira às margens do lago Correntoso. Bracketing de 3 exposições.

Composição


Analisar melhor a cena através do OVF ou LCD antes de apertar o botão, ter em mente as regras clássicas (regra dos terços, alinhamento do horizonte, espaços negativos, etc.) e esolher o que usar com consciência é algo muito importante para conseguir fotos com consistência e não ao acaso. Durante a viagem foi possível tentar diferentes abordagens, tanto com respeito ao posicionamento dos elementos no quadro, como também das cores. Algumas imagens saíram bem, outras nem tanto, mas acho que foi possível aproveitar a oportunidade.

Capela de Nossa Senhora da Assunção. Luz, sombras e disposição dos objetos no quadro. 24mm, f/2.8, 1/100s, ISO 1600

Pier da praia de Quila Quina. Linhas paralelas e sombras entrando ao quadro. Daria para cropar um pouco mais e ajustar a perpendicularidade. 24mm, f/8, 1/160s, ISO 100

Curral e ovelhas posicionados de maneira harmônica em meio à vegetação e montanhas. Alto contraste intencional. 26mm, f/8, 1/125s, ISO 100

Narrativa


Acredito que um dos objtivos da fotografia de viagem é contar uma história, registrar momentos importantes e marcantes que faça sentido quando revisamos as fotos tempos depois. Ou, ainda, que sirva de referência para outras pessoas, mas não apenas das atrações turísticas principais. Viagem em família é ainda mais especial, pois tempos depois os filhos estarão mais velhos, assim como nós, e rever-nos em meio ao ambiente fotografado certamente ajudará a reacender as lembranças.

Portanto, acho que as fotos não devem ser apenas de poses forçadas junto aos pontos ressaltados nos guias de viagens, mas também o registros de tudo o que nos chama a atenção ao longo da viagens. Nem todas as fotos saíram exatamente como desejado, mas acho que o controle do processo já está bem mais natural e identificar os erros ajuda muito a seguir melhorando.

24mm, f/5.6, 1/80s, ISO 800

35mm, f/5.6, 1/125s, ISO 200

34mm, f/8, 1/125s, ISO 200

Crop de uma porção da imagem original. 50mm, f/8, 1/250s, ISO 100

quinta-feira, 28 de abril de 2016

To Blog or not to Blog, That is the Question...

Nesta era de fugacidade no entretenimento, envolvendo velocidade de informação, consumo e interesses coletivos, os blogs perderam bastante espaço para as redes sociais. Um claro exemplo são as blogueiras de moda, que estão na moda e têm usado cada vez mais redes sociais em vez dos blogs que lhes deram o título. Na verdade, criar conteúdo está cada vez mais difícil, pois o prazo de validade do interesse está se encurtando cada vez mais, criando uma necessidade de quantidade e frequência para manter o nível de interesse. Isso me fez repensar bastante sobre qual destino dar a este blog e como combiná-lo com os outros meios de interação social nesta nova realidade.

Pela baixa periodicidade dos meus posts, é fácil perceber que o tempo dedicado à fotografia não tem sido dos maiores. Porém, desde o último post, não consegui refletir aqui neste espaço os esforços do dia a dia em encontrar mais tempo e oportunidades para este hobby que gosto tanto. Nesta linha de repensar uma nova estrutura e relação entre minhas fotos e os meios sociais, o Instagram foi incluído para divulgação das imagens, algo mais pessoal e que envolvem amigos e família, enquanto o blog será destinado ao registro de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, como já vinha sendo há algum tempo. Não faz mais sentido como meio de divulgação apenas. Assim, espero poder seguir compartilhando conteúdo importante para mim e que possa ter alguma utilizade para outros interessados em fotografia. 

Lá atrás, em Fevereiro, como primeiro projeto do ano, tratei de identificar pontos a melhorar, fazendo uma análise das fotos, do que mais me incomodava em minhas próprias fotos e tê-los em conta durante o ano para chegar ao final de 2016 com a maioria dos pontos fracos em situação melhor, que são pontos bastante básicos:

- Balanço de branco: É um dos pontos que mais tenho a melhorar, para acertar corretamente as cores nas fotos durante o pós processamento, já que nem sempre a câmera acerta automaticamente. 

- Composição: Analisar melhor a cena através do OVF ou LCD antes de apertar o botão, ter em mente as regras clássicas (regra dos terços, alinhamento do horizonte, espaços negativos, etc.) para esolher o que melhor se aplique com mais consciência e, ao mesmo tempo, tentar tornar algo mais intuitivo.

- Foco: Se há algo que não tem como melhorar no pós processamento, se chama foto fora de foco. O uso do AF-On + AF-C me ajudou muito a melhorar o acerto de foco em situações de movimento, assim que pretendo tornar algo mais instintivo. E, também, reincorporar o uso de AF-S para fotos de paisagem.

- Exposição: Colocar em prática o conteúdo já estudado sobre relação entre fotômetro e cenas, envolvendo o conceito de zonas de exposição e tons predominantes nas cenas.

- Flash externo: Retomar estudos sobre o uso do flash para melhorar os resultados de fotos feitas com flash, para fazê-las parecerem mais naturais.

Como meio para colocar tudo em prática, pensei em projetos que pudessem ser incorporados em minha rotina ou viagens com a família. Assim, tentei dividir em categorias e temas dentro de cada categoria. 

Paisagem:

- Fotografias em Rincón de los Sauces: Retornar a locais fotografados anteriormente e/ou pesquisar novos locais para fotografar;
- Caminho a El Portón: Procurar locais para fotografar ao longo do caminho entre Rincón de los Sauces e El Portón, que é um caminho recorrido com uma boa frequencia e oferece uma paidagem bastante interessante, com rio e vegetação em meio a um ambiente desértico.
- Usar a Nikkor 55-200mm f/4-5.6G VR para paisagens: Tirar a lente da mochila e usá-la para fotografia de paisagens, explorando pontos de vista diferentes ao de se fotografar com grande angular. 

Retrato:

- Sessões caseiras: Realizar sessões fotográficas caseiras, usando tanto luz natural, como flash.

- Sessões externas: Realizar sessões fotográficas em praças da cidade.

Viagem:

Viagem é uma categoria fotográfia das mais abertas e que agrega outras variações, como paisaem, retratos e fotografia de rua. Assim, uma das ideias de projeto é aproveitar as viagens e tentar fazer um enfoque diferente ou aproveitar para praticar os pontos de melhora.

- Buenos Aires/Montevidéu: Em nova visita à capital portenha, explorar diferentes nuances fotográficas na cidade: fotografia de rua, paisagens, fotojornalismo, preto e branco etc. dentro do que for possível durante o passeio. Já Montevidéu, registrar de maneira mais livre por ser primeira viagem à cidade.

- Ruta de los Siete Lagos: Mostrar evolução em fotografia de paisagem.

- Mendoza: Mostrar evolução em fotografia de paisagem, incorporando melhoras em relação a erros comentidos nos projetos anteriores. Agregar um formato jornalístico à viagem, montando um álbum digital ao final.

Apresentarei nos posts seguintes algo do que já foi realizado no ano até o momento. Uma das constatações é de que os projetos tem muito em comum e que alguns se misturaram, o que acho um complemento interessante. Deixo abaixo algumas fotos dos projetos para ilustrar este post.

Feira de San Telmo, Buenos Aires. 17mm, f/8.0, 1/125s, ISO100

Caminho a El Portón. 11mm, f/8.0, 0.5s, ISO100

Paisagem com a 55-200mm. Pata Mora. 120mm, f/8.0, 1/500s, ISO100

Ruta de los Siete Lagos. Blend de 3 exposições: 17mm, f/8, ISO100 - foto 1: 1/80s, foto 2: 1/125s, foto 3: 1/50s


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s