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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Sim, Fine Art!

Praticamente um ano após o último post, volto a escrever sobre o mesmo assunto para expor um pouco da minha pequena incursão no mundo da impressão fine art. A ideia de ver as minhas melhores imagens materializadas em papel foi ganhando força e, contando com incentivo de familiares, resolvi buscar um ateliê de impressão indicado por uma amiga fotógrafa. 

Em princípio, fui para realizar a impressão de uma foto da sequência de imagens que fiz às margens do Rio São Francisco para colocar na parede de casa. Porém, o momento de revisão da imagem para impressão é algo muito especial, existe uma série de fatores a levar em conta, como a pós produção e o tipo de papel, incluindo considerações sobre a moldura e vidro a ser utilizado. Após uma boa conversa com o dono do ateliê e dicas valorosas de sua parte, a foto foi para o papel. É algo que causa um impacto emocional ver a foto ali materializada.

Primeira foto impressa, tamanho 60 x 40cm. Pescadores ao fim da tarde. ISO 100, 70mm, f/8, 1/80s.

É um caminho sem volta. 

Após essa primeira impressão, me vi compelido a entrar para o clube de impressão do Ateliê 2ART, aproveitando uma promoção especial, quando realizei mais 3 impressões grandes, sendo uma de presente para meus pais, em tamanho 100 x 60cm e mais 2 em 60 x 40cm para ir para a parede de casa. 

Tamanho 100 x 60cm. Pescador ao fim da tarde. ISO 100, 26mm, f/8, 1/100s.

Tamanho 60 x 40cm. Morro do Cristo, Salvador, ao nascer do sol. ISO 100, 50mm, f/11, 1.3s.

Também 60 x 40cm. Meninos brincando no mar, Gamboa. ISO 100, 34mm, f/8, 1/125s.

Com a entrada no clube, que viabiliza impressões mensais, com um tempo dedicado pelo pessoal do ateliê a nos orientar sobre os papeis, a sugerir melhoria nas imagens, de certa forma até a nos ajudar a estabelecer uma linguagem fotográfica pessoal. Nesse processo, a revisão do arquivo de fotos é fundamental, ainda mais em tempos de pandemia. Esse processo me fez deparar com fotos que eu não imaginava que eram boas, outras que achava boas, mas nem tanto. Enfim, a expectativa é criar consciência do processo como um todo, do clique ao papel.


Tamanho 30 x 45cm. Praia da Espera, Itacimirim, ao pör do sol. ISO 100, 80mm, f/8, 1/160s.

Tamanho 30 x 45cm. Letícia com 11 meses. ISO 800, 32mm, f/4, 1/125s.

Tamanho 30 x 20cm. Cordilheira dos Andes, Mendoza. ISO 100, 38mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. Ruta de los Siete Lagos. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. Cordilheira dos Andes, Mendoza. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. San Martin de los Andes. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Cenas dos próximos capítulos: consolidar um porfolio, colocar mais fotos na parede de casa, ou das casas...?




domingo, 14 de maio de 2017

Imagens de Rincón

Durante os últimos 33 meses, vivi com a família em uma cidade relativamente isolada no norte da Patagônia argentina, chamada Rincón de los Sauces. É uma cidade com muito pouca infraestrutura, localizada numa região árida e bastante inóspita, que existe devido a exploração de petróleo na região. Oferece, entretanto, excelentes oportunidades para fotografar paisagens diferentes do que se vê usualmente. Como paisagens é o que mais me agrada fotografar, pude praticar bastante, apesar de ter sido ainda menos do que eu gostaria.


A paisagem é muito diferente do que encontramos no Brasil, com uma predominância de pedras e montanhas, com muito pouca vegetação, como pode ser visto neste post com as fotos que considero melhores tomadas nas proximidades do lugar. Algumas delas podem ser vistas num álbum dedicado no Flickr, outras na minha conta do Instagram ou 500px, muitas em comum nas três redes sociais.


Corro o risco de ser repetitivo para quem já tenha visto as fotos antes, mas com o retorno ao Brasil, acho que o apanhado dá uma boa ideia do que era a região.



Mirante em Desfiladero Bayo, do lado Neuquén. 11mm, f/8.0, 1/5s, ISO 100

Bardas ao fundo do Cristo, na cidade. 41mm, f/8.0, 1/100s, ISO 400 

Nuvens antes do fim da tarde, ao fundo o vulcão Tromen. 50mm, f/11.0, 1/80s, ISO 100

Vista da cidade durante do fim da tarde. 17mm, f/8.0, 1/30s, ISO 400


Por do sol ao fundo do curso do Rio Colorado. 11mm, f/8.0, 0.5s, ISO 100

Caminho árido, de terra e pedras, entre Rincón e a Cordilheira dos Andes. 90mm, f/8.0, 1/200s, ISO 1600

Margem do Rio Colorado do lado de Mendoza. 14mm, f/22.0, 1/60s, ISO 100

Vista também do Mirante de Desfiladero Bayo. Ao lado anterior do rio fica a província de Neuquén e do lado posterior, a província de Mendoza. 60mm, f/8.0, 1/250s, ISO 100

Uma das inúmeras formações vulcânicas da vizinhança, esta localizada na área protegida do Vulcão Auca Mahuida.
50mm, f/8.0, f/250, ISO 100

Propriedade rural em meio a zona de produção de petróleo. 105mm, f/8.0, 1/160s, ISO 100



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cisplatina - Projeto N° 01/2016

Não consegui pensar em um título melhor para o post, pois retomar o registros dos projetos fotográficos de 2016, me fez lembrar da questão histórica, já que Colônia de Sacramento foi colonizada pelos Portugueses e sua arquitetura lembra a arquitetura inicial do Brasil. Pequena e aconchegante, a cidade foi um ponto alto da viagem, apesar do pouco tempo e do calor. 

A viagem começou em Buenos Aires, cidade que gosto muito e que já conheço relativamente bem. Queria aproveitar o regresso para fotografar de uma maneira diferente do que já tinha de viagens anteriores. Como comentado no post anterior, este foi o primeiro projeto fotográfico pensado para o ano de 2016, contemplando explorar diferentes nuances fotográficas na cidade: fotografia de rua, paisagens, fotojornalismo, preto e branco etc. dentro do possível durante o passeio, intercalando com as fotos da família, que viajava ao exterior pela primeira vez. Seguindo dicas de blogs internet afora, optamos por fazer a travessia de barco de Buenos Aires até Colonia del Sacramento e ir de ônibus daí até Montevidéu. 

Listo abaixo algumas observações que consegui tirar da experiencia e que pretendo ter em conta em viagens futuras:
  • Em viagem familiar, fotografia não pode e nem conseguirá ser objetivo principal. É praticamente impossível conciliar, além de que uma perda de tempo não atinge apenas você, mas todos os demais também. Não cabe ser egoísta. 
  • O peso do equipamento incomoda bastante em viagens desse tipo, devido aos longos trechos de caminhadas. Talvez uma bolsa estilo messenger seja mais confortável e adequada.
  • Não visitar cidades históricas em pleno verão. O calor atrapalha o humor, a disposição para caminhar e carregar câmera e lentes.
  • O ideal é estudar ao máximo o roteiro do dia e levar apenas a câmera e uma lente, no máximo uma segunda lente leve. Uma compacta premium ou uma câmera m4/3 pode ser a melhor solução nestes casos.
  • Por tudo citado acima, acabei optando por carregar apenas o celular em alguns dias da viagem. A qualidade de imagem não é das melhores, mas de dia dá para tirar boas fotos para compartilhar em redes sociais. 
  • Não consegui ter cara de pau suficiente para abordar pessoas na rua ou tirar fotos de anônimos, o que poderia ter enriquecido fotograficamente a coisa toda. 
  • Segue a saga para conseguir melhores fotos de viagens.
Os resultados conseguidos com o celular foram muito bons durante o dia, com luz disponível. Porém, a diferença é perceptível quando vista em monitor em lugar de uma tela de celular. Em ambientes internos, com pouca luza disponível, as cores já saem ruins, além da granulação bem mais perceptível. Em alguns casos salvou também quando esqueci de levar a câmera, como justamente num dia em que saímos com um guia em uma van e não teria que carregar peso o tempo todo.  Enfim, as fotos que mais se enquadraram dentro da proposta do projeto foram as de Buenos Aires. Colonia del Sacramento certamente é um lugar que voltaria um dia e que provê ótimas oportunidades para fotografia. Montevidéu encerrou bem a viagem.

As primeiras fotos foram feitas com a câmera e processadas com DxO Optics Pro/On1 Photo e as últimas foram feitas com celular e processadas com o Lightroom Mobile ou Instagram.

 Avenida 9 de Julio, Buenos Aires. 24mm, f/8, 1/200s, ISO 100

 Bailarinos de Tango no Caminito, Buenos Aires. 24mm, f/5.6, 1/125s, ISO 400

 Predios em Puerto Madero, Buenos Aires. 35mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Girafa no Zoológico de Buenos Aires. 50mm, f/2.8, 1/1600s, ISO 100

 Congresso, Buenos Aires. 19mm, f/5.6, 1/640s, ISO 100

Feira de SanTelmo, Buenos Aires. 17mm, f/8, 1/250s, ISO 100

  Zona do porto em Tigre, Grande Buenos Aires. 24mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Río de la Plata, Colonia del Sacramento. 50mm, f/8, 1/320s, ISO 100

 Uma das saalas na Galería de los Suspiros, Colonia del Sacramento. 17mm, f/4, 1/60s, ISO 1600

 Casa Pueblo, Uruguai. 17mm, f/5.6, 1/160s, ISO 100

 Uma das salas do Café Tortoni, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Casa Rosada, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Plaza de Mayo, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Feira de San Telmo, Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Catedral de San Isidro, Grande Buenos Aires. Celular Motorola Moto X 2014.

Plaza de la Independencia, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Exposição ao ar-livre no parque do Prado, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Jardim Botânico, Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

Catedral Metropolitana de Montevidéu. Celular Motorola Moto X 2014.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Letícia e a Nikon AF-S 50mm f/1.4G

Um dos fatores motivantes quando resolvi aprender um pouco mais sobre fotografia lá em 2012 foi a gravidez da minha esposa. A possibilidade de fazer melhores registros desde a gravidez e acompanhar o crescimento da cria foi um fato de peso, aliada à já existente admiração por fotografias de paisagens. Esse assunto me levou a adquirir as minhas duas primeiras lentes primes, a AF-S 85mm f/1.8G já objeto de um post anterior aqui no blog e, posteriormente, a AF-S 50mm f/1.4G. Coincidentemente com  a minha pouca dedicação à fotografia no último ano,  praticamente ainda não tinha usado esta última lente, por sempre optar pela comodidade da lente zoom.

Revisando os meus objetivos pessoais para o ano de 2015, vi que, dentre muitos outros, os relacionados a fotografia estavam bem abandonados, entre leitura de livros e projetos fotográficos. Como o ano ainda não acabou, resolvi retomar alguns dentro das possibilidades. Então, foi quando resolvi unir as duas paixões: a fotografia e Letícia.

Foi um ensaio um tanto teste com a lente, pois não tinha ainda o costume de fotografar em abertura tão grande, nem experiência com as características desta lente, que peca um pouco em termos de nitidez em troca de um belo bokeh. Ainda entra em cena a energia da criança, que não fica parada por muito tempo. A "ferrugem fotográfia" pesou bastante sobre a agilidade para trocar os parâmetros em modo M. O parque mal cuidado não ajudou visualmente as fotos, mas permitiu poder fotografar com um pouco mais de privacidade. Espero poder realizar outras saídas assim e ir melhorando as fotos com o tempo. Obrigado por ler e ver as fotos.

 f/2, 1/800s, ISO100

  f/2, 1/800s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100 

 f/2, 1/640s, ISO100

 f/2, 1/8400s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100

sábado, 3 de maio de 2014

Nikon AF-S NIKKOR 85mm f/1.8G Lens

Depois de um bom tempo pensando, resolvi arriscar-me no mundo das lentes fixas (prime lenses, como são chamadas em inglês) como uma opção de qualidade em detrimento da flexibilidade das lentes zoom. Qualquer pessoa que tenha se interessado por fotografia e lido material online ou em manuais de fotografia deve ter-se debatido com a questão "zoom vs fixas". É recorrente a indicação de obrigatoriedade de se ter uma lente fixa 50mm f/1.8 - leve e clara, de uso geral. Ou, ainda, a indicação de uma lente 35mm f/1.8 para quem usa sensor cropado, que resultaria em uma distância focal aproximada a uma 50mm montada em uma câmera full frame.

Bom, comecei de uma maneira um pouco diferente. Sempre fiquei um pouco receoso em pegar uma 35mm ou 50mm por ter a Tamron 17-50mm f/2.8, apesar do ganho em qualidade de se usar uma lente fixa e da claridade dos f/1.8 vs f/2.8. Cheguei a decidir-me pela 50mm por ser a distância focal que mais uso na Tamron quando estou tirando retratos. Mas, a Nikon nos deixa em dúvida para escolher qual cinquentinha pegar. Para quem tem uma câmera com moto de foco, existem as opções 50mm f/1.8D, 50mm f/1.8G, 50mm f/1.4D e 50mm f/1.4G. Cada uma com suas virtudes e seus deméritos, associados a uma faixa de preços. Para aumentar a dúvida, a Sigma anunciou o lançamento da sua 50mm f/1.4 da série Art, prometendo qualidade óptica comparável à Zeiss 55mm f/1.4 Otus (considerada a lente mais nítida para DSLRs) e com presença de foco automático. Assim, a 85mm f/1.8G aparecia como uma ótima saída: seria uma distância focal complementar à Tamron com uma distância focal que, em APS-C, fica equivalente a 127,5mm, próximo a 135mm que me agrada bastante em retratos que vejo internet afora. E, caso um dia eu migre para FX, seria algo como a 50mm montada em APS-C, que também me agrada bastante. Sem contar que foi considerada uma das lentes mais nítidas da Nikon pelo DxO Mark, o que me deixou bastante entusiasmado com a lente.

Então, em Março, aconteceu de um amigo ir para os EUA com a disponibilidade de passar na B&H e trazer uma lente para mim. Na mesma época, a Nikon estava com uma promoção de lentes em que a 85mm f/1.8G estava com desconto de 100 dólares, enquanto a 50mm f/1.8G estava com desconto de apenas 20. Foi um fator que serviu como um estímulo extra para optar pela lente e, ainda, usar a diferença para comprar uma mochila.

Contada a história, gostaria de compartilhar aqui no blog a breve experiência que tive com esta lente, assim como algumas imagens feitas com ela. Neste momento, não farei um post em forma de review técnico, pois há bastante material online disponível sobre a lente e ótimos reviews no photozone, em DX e em FX, e no DxO Mark, por onde me baseei para confirmar a escolha. Coloco abaixo as especificações da lente para que, eventualmente, possa ser útil a quem venha a ler este post.

Distância Focal: 85mm (equivalente a 127,5mm quando montada em uma câmera DX)
Abertura Máxima: f/1.8
Abertura Mínima: f/16
Baioneta: Nikon F (FX)
Distância Mínima para Foco: 80cm
Ângulo de Visão: 28 (18 em DX)
Lâminas do Diafragma: 7
Construção (grupos/elementos): 9/9
Peso: 350g
Diâmetro da Rosca do Filtro: 67mm

A lente montada na D7000.

Como era esperado, é uma lente com um ângulo de visão bastante fechado em DX, distanciado-a da condição de uma lente para uso geral. Isso é compensado pela qualidade de imagem entregue e a facilidade de se desfocar o fundo, característica bastante almejada quando se faz retratos. Por ser assim fechada, força-nos a ficar relativamente distante do assunto fotografado, reduzindo a interação, mas também deixando a pessoa mais à vontade (pelo menos assim imagino e espero!!). O foco automático tem atendido ao esperado e tem sido mais consistente do que o da Tamron. A precisão do foco é crucial quando se faz retratos com aberturas altas, pois devido à baixa profundidade de campo, a área em foco do quadro é bastante reduzida. Isso pode gerar embaçamento e falta de nitidez quando não se foca no lugar onde se quer. Geralmente, em retratos de pessoas, esse local de foco é o olho mais próximo à câmera.

A construção externa da lente parece muito boa, feita de um plástico bom, que transmite sensação de segurança ao se manusear e mesma. Como pode ser visto na foto, ela possui escala de distância e uma característica que é novidade entre as minhas lentes: o modo M/A, em que se pode usar o foco manual por cima do foco automático, sem ter que mudar a chave da lente e sem risco de danificar o seu motor de foco. As lentes mais modernas com foco automático, pelo menos as mais baratas, não são otimizadas para uso de foco manual. Porém, esta é, de longe a que se mostra melhor neste quesito comparada às minhas outras três lentes. O anel de foco não gira solto, respondendo bem ao comando. Não sou usuário de foco manual, mas já é algo a se considerar caso venha a ser necessário.

Por enquanto, está fazendo um bom acompanhamento para a 17-50, que fica 90% do tempo na câmera e, então a 85mm entra em ação quando quero algo mais específico. Esse algo mais específico até o momento tem sido apenas fotos da pequena :-). A lente está com um filtro UV Hoya HMC, que uso para proteção contra riscos e sujeira. No tratamento das fotos, apenas corração padrão de perfil de lentes do DxO Optics Pro e algum ajuste de exposição, sem correções de balanço de branco ou aplicação de sharpening.

f/2.0, 1/60s, ISO 2500, com flash (pop-up)

f/2.0, 1/60s, ISO 3200, sem flash

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/2.2, 1/1600s, ISO 200, sem flash

Espero poder postar muito mais (e melhores) retratos com esta lente aqui no blog num futuro próximo. Enquanto isso, deixo aqui um link do Flickr com fotos feitas com esta lente montada nas mais diversas câmeras da Nikon para que possa servir de ajuda para quem estiver em dúvida a seu respeito.