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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Fevereiro. Já?

O ano mal começou e já estamos em Fevereiro! Passou tão rápido que nem deu tempo preparar um post para o blog no mês de Janeiro. Eis que, depois de um mês pouco produtivo em termos de fotografia, consegui realizar uma saída fotográfica semi planejada. Digo semi, pois apesar de ter verificado algumas informações com antecedência, como tempo, localização geográfica que queria visitar e sobre nascer e por do Sol e da Lua, acabou sendo uma visita rápida, realizada no meio da tarde, entre 13:00h e 16:00h. Como não havia companhia para o passeio, resolvi não arriscar horários de pouca luminosidade.

Mesmo assim, o passeio foi bastante proveitoso para voltar a fazer fotos principalmente, mas também para conhecer melhor o lugar para um futuro retorno e praticar algumas técnicas. Foi a primeira vez que utilizei o polarizador circular que já estava em mãos desde o final de Agosto do ano passado e finalmente aprendi como utilizar a ferramenta de clone do GIMP para tirar as manchas de poeira no sensor (ou na lente, ainda não descobri ao certo). A partir deste video no Youtube, foi possível corrigir as imagens. Agora é aprofundar um pouco mais no assunto para ver se descubro uma maneira mais prática.

Então, falando brevemente sobre o planejamento, comecei com algumas buscas no Google sobre o que havia de interessante na cidade em termos de natureza e a região serrana pareceu-me muito atrativa. O tempo está muito limpo esses dias, sem sinal de chuva, o que facilita bastante as coisas. Como a intenção inicial era conseguir fotografar o nascer do sol, que é uma das minhas metas ainda não realizadas, utilizei um programa que gosto muito e que nos permite visualizar os horários de nascer e por do sol e da lua, assim como as fases desta e ângulos de incidência em qualquer lugar do mundo. Para quem ainda não conhece, acho interessante visitar o site do The Photographer's Ephemeris. É gratuito para desktop e tem versões pagas para smartphones e tablets. É bem simples e intuitivo de se utilizar e requer apenas que se instale o Adobe Air.

Tela do TPE - The Photographer's Ephemeris

Com o objetivo de estar preparado para fotos de paisagem, algo imprescindível é o tripé. O uso de filtros ND graduados foi também previsto, pois pretendia tirar fotos do nascer do Sol e seria uma ótima forma de balancear a luz in loco, sem precisar recorrer a técnicas computacionais. Porém, efetivamente durante o passeio foram utilizados, além da câmera e da Tamron 17-50mm, um filtro polazirador B+W 77mm Kaesemann, um adaptador para o diâmetro da lente, B+W 72-77mm Step-Up Ring, e um tripé simples Sony VCTR640 Light Weight. Em alguns momentos, com o vento, senti que um tripé mais robusto e estável pode fazer diferença.

É importante também estar preparado em relação a alimentação e água. Como estava indo para uma locação próxima, apenas levei água, mas a depender da distância acho que seria um item a entrar na lista.

No pós processamento das fotos abaixo, foram feitos ajustes básicos de exposição, contraste e vibrancy. Fiz algumas fotos usando o recurso de bracketing também para treinar um pouco HDR depois, mas não estão entre as apresentadas abaixo. Quando conseguir algo positivo com esta técnica, certamente será assunto de um post aqui.

35mm, f/11, 1/30s, ISO 100

35mm, f/11, 1/125s, ISO 100

17mm, f/11, 1/80s, ISO 100

17mm, f/16, 1/3s, ISO 100

50mm (foi aplicado um crop), f/11, 1/25s, ISO 100

17mm, f/11, 1/125s, ISO 100

domingo, 1 de dezembro de 2013

Da Janela de Casa

Da janela de casa, seja da cozinha ou dos quartos voltados para o poente, é frequente observar-se um pôr do sol bonito de se ver. E, por ser uma locação urbana, ao mesmo tempo oferece uma série de dificuldades para se fazer uma boa fotografia. sempre tem um telhado ou um poste onde não devia, carros passando, árvores mal cuidadas, etc. Tudo isso atrapalha muito capturar o momento com a devida qualidade. Porém, algumas vezes não é possível conter o impulso de registrar o momento. Num momento logo após o sol se pôr, o céu toma cores incríveis. 

Telhados, árvores, postes e carros a parte, resolvi fazer uma pequena coletânea de registros desses momentos ao longo do último ano. Acredito que revisar o suas próprias fotos com olhar crítico é importante para evitar cometer os mesmos erros e ainda ver o que poderia ter sido feito melhor para ter em conta numa próxima vez. A janela também serve muito bem quando se está doido para bater uma foto e não se encontra tempo para sair de casa.

Assim, seguem as fotos com seus erros e acertos feitas a partir das janelas daqui de casa.

20/11/2012, 100mm, f/8, 1/20s, ISO 800 

20/11/2012, 110mm, f/8, 1/15s, ISO 800 

08/12/2012, 200mm, f/13, 1/4s, ISO 100  

04/05/2013, 65mm, f/22, 1s, ISO 800

04/05/2013, 75mm, f/22, 15s, ISO 200 

29/11/2013, 38mm, f/11, 1/60s, ISO 320 










29/11/2013, 32mm, f/8, 1/80s, ISO 320 

sábado, 5 de outubro de 2013

Flash Fora da Câmera

Em livros de fotografia, artigos e textos de blogs não é incomum encontrar a definição de que fotografia significa, literalmente, desenhar com a luz. Geralmente, tal definição é citada quando se fala sobre iluminação. E, este tema inclui o uso da luz natural e modificação da mesma de modo que sirva ao nosso objetivo final e, também, o uso de luz artificial, sua modificação e balanço com a luz natural existente. Particularmente, acho um dos temas mais complexos em fotografia, principalmente quando não se tem a estrutura de iluminação de um estúdio às mãos.

Na minha jornada de aprendizado de fotografia, um assunto que tenho bastante interesse e que ainda não domino bem é justamente o uso da luz. Mais especificamente, o domínio do flash speedlight quando ele é a única fonte de luz artificial disponível. Por tudo o que vemos de exemplos na internet, trata-se de uma ferramenta incrível para obter bons resultados com pouca estrutura de iluminação.

Esta semana conheci o blog Strobbist, bastante famoso na web, em que o blogueiro dedica-se a ensinar os fotógrafos iniciantes a extraírem o melhor resultado do seu flash speedlight usando-o fora da câmera, ou seja, deslocado da sapata de flash da câmera. Já havia experimentado a opção de usar o flash fora da câmera anteriormente, logo quando comprei os equipamentos, o que foi muito fácil devido ao Creative Lighting System (CLS) da Nikon, que permite que suas câmeras comuniquem-se com os seus flashs remotamente via wireless de maneira muito simplificada. Com uma busca no google é possível ver mais sobre este sistema, que entrou na lista de motivos para ter escolhido a Nikon entre tantos sistemas disponíveis.

Há alguns dias planejávamos fazer um ensaio com a nossa filha aqui em casa, usando o nosso quarto mesmo como base. As fotos são, hoje, a melhor maneira de mantermos nossa família e amigos a par do crescimento da nossa bebê. Eu, como bom fotógrafo amador que sou, não poderia deixar passar a oportunidade para tentar algo novo. 

Assim, a ideia foi colocar o flash no tripé da câmera para deixá-lo em uma posição mais elevada, direcionando a sua ponta para a parede lateral do quarto, de modo que ficasse inclinado +/- 45 °, apontado para a parede e o teto para reflexão sobre a bebê do lado oposto ao que entrava luz pela porta da varanda. Ao longo da sessão fomos movimentando a criança sobre um cobertor marrom na cama, para servir de fundo, e movimentando a câmera de acordo.

Abaixo mostro um esquema aproximado do posicionamento dos elementos no quarto durante a sessão, assim como algumas fotos exemplificando o resultado final. A escolha do cobertor e do figurino ficou por conta da mina esposa.

Esquema aproximado utilizado na sessão.

Exif: 35mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 40mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/2.8, 1/60s, ISO 200

sábado, 17 de agosto de 2013

Serra e Lightroom

Há alguns finais de semana, aproveitei um passeio à serra para tentar tirar algumas fotos de paisagem. E, como sempre, a parte mais difícil é traduzir nas fotos o que você está vendo, assim como a sensação. Uma coisa que aprendi é que, além de muito difícil, nem sempre é possível fazer uma boa foto, mesmo estando em um local muito bonito. Existe influência do horário, da luz, do tempo. Enfim, inúmeras variáveis sobre as quais não temos controle e, por isso, é necessário esforço e paciência. Como tempo nem sempre está disponível, temos que tentar aproveitar o momento.

No passeio, as fotos das pessoas e ambientes fechados acabaram ficando melhores, mas não é o foco aqui. 

Resolvemos voltar por dentro da serra em vez da rodovia asfaltada para aproveitar melhor a paisagem. Apesar do carro, foi ma ótima experiência saber que existe lugar tão agradável pertinho da cidade. No caminho, fomos parando para tirar algumas fotos com e sem pessoas.

No post de hoje, colocarei algumas fotos da paisagem do caminho, que imagino poderem dar uma boa noção do nosso percurso. As condições de luz não eram ideais, pois era perto de meio-dia e estava bastante claro, apesar de nublado. Fiquei imaginando como teria sido diferente ao amanhecer ou entardecer. 

Ainda em fase de teste de softwares, após o uso do Dxo Pro Optics 8, resolvi testar o Adobe Lightoom 5, que está entre os mais populares entre os fotógrafos. Os seus ajustes pré-definidos funcionam bem para quem tem pouca experiência com pós-processamento (como eu) e alguns ajustes de tons e cores estão bem fáceis de usar e entender. Tentei até fazer um jogo com tons roxos e verdes nas luzes e sombras respectivamente. O resultado pode ser conferido abaixo. Em contrapartida, os ajustes automáticos do Dxo baseados nos perfis de lente e sensor já oferecem um excelente ponto de partida para o tratamento das imagens. O ideal seria usar os dois.





terça-feira, 7 de maio de 2013

O Ocaso da Janela

Talvez um dos maiores desafios para quem tem a fotografia como hobby seja encontrar tempo para sair apenas para fotografar. Para quem está no início da jornada, então, ter esse tempo para se dedicar, errar, tentar novamente até conseguir uma boa foto é fundamental. Porém, com a vida moderna, cheia de atribuições, bebê em casa, é muito difícil. Sente-se muito mais quando se tem preferência por fotografias de paisagens, que demanda quase sempre uma viagem a algum local especial ou, no mínimo, sair de casa.

Faz algum tempo que, particularmente, não consigo estar em algum lugar interessante para se fazer fotos de paisagem. Assim, no último sábado, resolvi fazê-lo sem sair de casa mesmo. O tempo não estava dos melhores, com uma neblina leve, mas opaca ofuscando o pôr-do-sol. Inicialmente, a partir da janela da cozinha, tentei captar o rastro que um avião a jato deixava no céu. Mas, o tempo despendido entre a percepção da presença do avião, até pegar a câmera e ter o tripé posicionado, restava apenas o rastro já pronto para ser fotografado.

98mm, f/11, 1/60 s, ISO 800

A partir do momento em que o sol começa a se por, a escuridão vem com bastante rapidez e, neste intervalo as cores do horizonte variam entre azul, lilás até tons alaranjados e vermelhos, que me agradam muito. Então, após desencanar do rastro do avião, resolvi tentar uma foto da paisagem visível a partir da janela.

 55mm, f/22, 1.3 s, ISO 800

A combinação de ISO elevado com abertura bem fechada e um tempo de exposição de mais de 1 segundo necessário para a luz disponível para o horário só foi possível graças ao uso do tripé. Decidi então fotografar a paisagem oposta, visível a partir da janela do quarto de hóspedes, já em um momento mais escuro, demandando portanto dele, o tripé.

 65mm, f/22, 1 s, ISO 800

75mm, f/22, 15s, ISO 800

Após a finalização das fotos, acho muito importante para o processo de aprendizado, tentarmos identificar o que poderia ter sido feito melhor. Existem algumas regras que ajudam a melhorar o resultado das fotos, mas que devido a pressa, nunca lembro. Talvez algum dia tudo fique "no sangue". Por exemplo, acabei deixando o VR da lente ligado com ela no tripé. Em outro momento, talvez pudesse ter usado um ISO menor para reduzir o ruído e aumentado o tempo de exposição, já que estava com um tripé. Enfim, as fotos estão feitas e consegui "sair para fotografar", mesmo que tenha sido apenas da sala para a cozinha!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Centro em Preto e Branco

No penúltimo dia de licença paternidade, surgiu uma oportunidade ímpar de estar no centro da cidade com a câmera em mãos. Entre o local de estacionamento e o consultório em que me encontraria com esposa e filha, aproveitei os 10 minutos de trajeto para fazer alguns registros, na tentativa de contar alguma história.

Estou lendo o livro The Complete Photographer, de Tom Ang, justamente na parte de Documentary Photography, em que ele aborda fotojornalismo. Combinado a algumas coisa que havia lido sobre Street Photography e Candid Photography, a ocasião pareceu uma grata oportunidade para colocar a teoria em prática, além de observar a reação das pessoas. Dessa experiência, em particular, achei muito desafiadora a tensão de estar com a máquina (pouco discreta para dizer o mínimo) em mãos em meio às pessoas na rua e o pouco tempo disponível. Para se ter ideia, quando tirava a última foto da série, passou um senhor irritado, dizendo que era proibido bater fotos nas ruas, que nem espiões podiam fazer isso... guardei a câmera e segui meu caminhando pra evitar problemas maiores.

A hora era 2 da tarde, com sol intenso, com luz dura, o que não costuma ser muito amigável para a fotografia. O tempo disponível também não era muito, devido à situação. Mas, dá para perceber como fotografar o centro da cidade com tempo e planejamento pode ser um bom projeto fotográfico.

Posto abaixo as fotos na ordem em que foram registradas:

Fraternidade

Exclusão

Cárcere

Agitação urbana

sábado, 23 de março de 2013

Pôr do Sol

O pôr do sol é um dos momentos mais registrados na fotografia, quer seja através de fotos em que o próprio sol aparece ou aquelas que têm apenas a intenção de utilizar-se da sua cor alaranjada que dá outra vida a paisagens naturais ou urbanas. Quando se começa a ler um pouco sobre fotografia, não tarda muito encontrar algum texto a respeito da "golden hour", como os de língua inglesa chamam o período de aproximadamente uma hora antes do pôr do sol até uma hora depois. Justamente pelo tom dourado que confere às fotos, consegue-se fotos que normalmente são agradáveis a quem vê. Além, é claro do fator emocional geralmente associado ao pôr do sol.

Particularmente, eu gosto bastante de fotografar nesse horário, tendo me rendido algumas fotos boas (pelo menos para o meu nível de iniciante). Futuramente, devo recorrer a esse tema, com certeza, principalmente quando tiver acesso a um filtro de densidade graduada e tentar verificar o seu efeito, suavizando o contorno do sol, ajustando-o à latitude que a câmera consegue alcançar. Quando tiver algum conhecimento mínimo em pós processamento, também poderei postar fotos melhores.

Posto abaixo algumas fotos que fiz do e ao pôr do sol, que estão organizadas em um "set" sobre este tema no flickr. Pretendo ir adicionando fotos ao set, cada vez que conseguir alguma interessante.

Lagoa de Imboassica, Macaé - RJ

Bahia Marina, Salvador - BA

Bahia Marina, Salvador - BA (as nuvens não ajudaram muito esse dia)

Itaipava, Petrópolis - RJ. Tirada com um iPod Touch

Rio São Francisco, Ibotirama - BA