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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Letícia e a Nikon AF-S 50mm f/1.4G

Um dos fatores motivantes quando resolvi aprender um pouco mais sobre fotografia lá em 2012 foi a gravidez da minha esposa. A possibilidade de fazer melhores registros desde a gravidez e acompanhar o crescimento da cria foi um fato de peso, aliada à já existente admiração por fotografias de paisagens. Esse assunto me levou a adquirir as minhas duas primeiras lentes primes, a AF-S 85mm f/1.8G já objeto de um post anterior aqui no blog e, posteriormente, a AF-S 50mm f/1.4G. Coincidentemente com  a minha pouca dedicação à fotografia no último ano,  praticamente ainda não tinha usado esta última lente, por sempre optar pela comodidade da lente zoom.

Revisando os meus objetivos pessoais para o ano de 2015, vi que, dentre muitos outros, os relacionados a fotografia estavam bem abandonados, entre leitura de livros e projetos fotográficos. Como o ano ainda não acabou, resolvi retomar alguns dentro das possibilidades. Então, foi quando resolvi unir as duas paixões: a fotografia e Letícia.

Foi um ensaio um tanto teste com a lente, pois não tinha ainda o costume de fotografar em abertura tão grande, nem experiência com as características desta lente, que peca um pouco em termos de nitidez em troca de um belo bokeh. Ainda entra em cena a energia da criança, que não fica parada por muito tempo. A "ferrugem fotográfia" pesou bastante sobre a agilidade para trocar os parâmetros em modo M. O parque mal cuidado não ajudou visualmente as fotos, mas permitiu poder fotografar com um pouco mais de privacidade. Espero poder realizar outras saídas assim e ir melhorando as fotos com o tempo. Obrigado por ler e ver as fotos.

 f/2, 1/800s, ISO100

  f/2, 1/800s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100 

 f/2, 1/640s, ISO100

 f/2, 1/8400s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100

sábado, 3 de maio de 2014

Nikon AF-S NIKKOR 85mm f/1.8G Lens

Depois de um bom tempo pensando, resolvi arriscar-me no mundo das lentes fixas (prime lenses, como são chamadas em inglês) como uma opção de qualidade em detrimento da flexibilidade das lentes zoom. Qualquer pessoa que tenha se interessado por fotografia e lido material online ou em manuais de fotografia deve ter-se debatido com a questão "zoom vs fixas". É recorrente a indicação de obrigatoriedade de se ter uma lente fixa 50mm f/1.8 - leve e clara, de uso geral. Ou, ainda, a indicação de uma lente 35mm f/1.8 para quem usa sensor cropado, que resultaria em uma distância focal aproximada a uma 50mm montada em uma câmera full frame.

Bom, comecei de uma maneira um pouco diferente. Sempre fiquei um pouco receoso em pegar uma 35mm ou 50mm por ter a Tamron 17-50mm f/2.8, apesar do ganho em qualidade de se usar uma lente fixa e da claridade dos f/1.8 vs f/2.8. Cheguei a decidir-me pela 50mm por ser a distância focal que mais uso na Tamron quando estou tirando retratos. Mas, a Nikon nos deixa em dúvida para escolher qual cinquentinha pegar. Para quem tem uma câmera com moto de foco, existem as opções 50mm f/1.8D, 50mm f/1.8G, 50mm f/1.4D e 50mm f/1.4G. Cada uma com suas virtudes e seus deméritos, associados a uma faixa de preços. Para aumentar a dúvida, a Sigma anunciou o lançamento da sua 50mm f/1.4 da série Art, prometendo qualidade óptica comparável à Zeiss 55mm f/1.4 Otus (considerada a lente mais nítida para DSLRs) e com presença de foco automático. Assim, a 85mm f/1.8G aparecia como uma ótima saída: seria uma distância focal complementar à Tamron com uma distância focal que, em APS-C, fica equivalente a 127,5mm, próximo a 135mm que me agrada bastante em retratos que vejo internet afora. E, caso um dia eu migre para FX, seria algo como a 50mm montada em APS-C, que também me agrada bastante. Sem contar que foi considerada uma das lentes mais nítidas da Nikon pelo DxO Mark, o que me deixou bastante entusiasmado com a lente.

Então, em Março, aconteceu de um amigo ir para os EUA com a disponibilidade de passar na B&H e trazer uma lente para mim. Na mesma época, a Nikon estava com uma promoção de lentes em que a 85mm f/1.8G estava com desconto de 100 dólares, enquanto a 50mm f/1.8G estava com desconto de apenas 20. Foi um fator que serviu como um estímulo extra para optar pela lente e, ainda, usar a diferença para comprar uma mochila.

Contada a história, gostaria de compartilhar aqui no blog a breve experiência que tive com esta lente, assim como algumas imagens feitas com ela. Neste momento, não farei um post em forma de review técnico, pois há bastante material online disponível sobre a lente e ótimos reviews no photozone, em DX e em FX, e no DxO Mark, por onde me baseei para confirmar a escolha. Coloco abaixo as especificações da lente para que, eventualmente, possa ser útil a quem venha a ler este post.

Distância Focal: 85mm (equivalente a 127,5mm quando montada em uma câmera DX)
Abertura Máxima: f/1.8
Abertura Mínima: f/16
Baioneta: Nikon F (FX)
Distância Mínima para Foco: 80cm
Ângulo de Visão: 28 (18 em DX)
Lâminas do Diafragma: 7
Construção (grupos/elementos): 9/9
Peso: 350g
Diâmetro da Rosca do Filtro: 67mm

A lente montada na D7000.

Como era esperado, é uma lente com um ângulo de visão bastante fechado em DX, distanciado-a da condição de uma lente para uso geral. Isso é compensado pela qualidade de imagem entregue e a facilidade de se desfocar o fundo, característica bastante almejada quando se faz retratos. Por ser assim fechada, força-nos a ficar relativamente distante do assunto fotografado, reduzindo a interação, mas também deixando a pessoa mais à vontade (pelo menos assim imagino e espero!!). O foco automático tem atendido ao esperado e tem sido mais consistente do que o da Tamron. A precisão do foco é crucial quando se faz retratos com aberturas altas, pois devido à baixa profundidade de campo, a área em foco do quadro é bastante reduzida. Isso pode gerar embaçamento e falta de nitidez quando não se foca no lugar onde se quer. Geralmente, em retratos de pessoas, esse local de foco é o olho mais próximo à câmera.

A construção externa da lente parece muito boa, feita de um plástico bom, que transmite sensação de segurança ao se manusear e mesma. Como pode ser visto na foto, ela possui escala de distância e uma característica que é novidade entre as minhas lentes: o modo M/A, em que se pode usar o foco manual por cima do foco automático, sem ter que mudar a chave da lente e sem risco de danificar o seu motor de foco. As lentes mais modernas com foco automático, pelo menos as mais baratas, não são otimizadas para uso de foco manual. Porém, esta é, de longe a que se mostra melhor neste quesito comparada às minhas outras três lentes. O anel de foco não gira solto, respondendo bem ao comando. Não sou usuário de foco manual, mas já é algo a se considerar caso venha a ser necessário.

Por enquanto, está fazendo um bom acompanhamento para a 17-50, que fica 90% do tempo na câmera e, então a 85mm entra em ação quando quero algo mais específico. Esse algo mais específico até o momento tem sido apenas fotos da pequena :-). A lente está com um filtro UV Hoya HMC, que uso para proteção contra riscos e sujeira. No tratamento das fotos, apenas corração padrão de perfil de lentes do DxO Optics Pro e algum ajuste de exposição, sem correções de balanço de branco ou aplicação de sharpening.

f/2.0, 1/60s, ISO 2500, com flash (pop-up)

f/2.0, 1/60s, ISO 3200, sem flash

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/2.2, 1/1600s, ISO 200, sem flash

Espero poder postar muito mais (e melhores) retratos com esta lente aqui no blog num futuro próximo. Enquanto isso, deixo aqui um link do Flickr com fotos feitas com esta lente montada nas mais diversas câmeras da Nikon para que possa servir de ajuda para quem estiver em dúvida a seu respeito.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ensaio ao Ar Livre

Vou aproveitar mais uma pausa nos tópicos de revisão técnica para postar a minha última jornada fotográfica com a minha modelo preferida. No último fim de semana, resolvemos fazer umas fotos em comemoração ao aniversário de 1 ano que se aproxima. Já queria fazer uma sessão desse tipo há algum tempo e acho que foi uma ótima oportunidade de aprendizado. Há alguns pontos de preparação que são muito importantes e que, por mais que se leia sobre o assunto, apenas tendo a experiência prática que o fotógrafo vai chegando ao que se aplica a sua situação e estilo de fotografar. 

Em primeiro lugar, por falta de conhecimento sobre o horário de funcionamento do parque, acabamos indo cedo, um pouco depois das 15:00h, em vez de ir depois das 16:00h, quando seria possível ter uma luz de sol mais suave, além de fazer menos calor. Isso será o primeiro ponto que tentaremos contornar numa próxima empreitada. Mas, como para quase tudo na vida existe um lado positivo, serviu de experiência para quando realmente não for possível realizar o ensaio mais tarde.

A outra parte difícil é decidir os equipamentos e acessórios para levar. Neste ponto, acabei levando muita coisa, pois não sabia exatamente do que iria precisar. Acabei usando apenas a câmera com uma das lentes. Mas, nem tudo foi por falta de necessidade, mas também por falta de um assistente. Como só estávamos eu e minha esposa, ela ficou ocupada com a criança e não houve possibilidade de me auxiliar. Talvez isso funcione quando a criança já for mais independente.

Então, vou listar um breve resumo do que consegui tirar de experiência do evento:

Horário - Se possível, opte por um horário cedo na manhã ou mais ao fim da tarde, tanto pela luz do sol, quanto por questões de temperatura ambiente (em casos de locais quentes). Em muitas situações, por ser um parque com muitas árvores, havia sombra sobre a criança, enquanto o fundo estava extremamente iluminado. Ou, em outras situações, um feixe de luz entre as folhas das árvores lançava uma luz dura sobre a criança.  

Acessórios - Em um ensaio ao ar livre, não me preocuparia em acessórios de iluminação para flash, como tripé e sombrinha difusora, pois geralmente há luz natural suficiente. Nestes casos um rebatedor funciona melhor. Em todo caso, é essencial ter alguém que fique livre para ajudar com os acessórios. Poderíamos ter utilizado rebatedor em algumas das fotos, mas faltou uma terceira pessoa para nos ajudar.

Lentes - Uma lente zoom normal de boa qualidade dá conta do recado e ainda evita a necessidade de trocas de lentes ao ar livre, o que pode expor o sensor da câmera a poeira. Porém, gostaria de ter utilizado a GA para perspectivas diferentes. Para quem possui duas câmeras, é mais tranquilo para deixar uma lente em uma e outra em outra. Para quem conta apenas com um corpo, a dica é ter paciência e planejar a sessão por ângulo de lentes para minimizar a necessidade de troca em campo.

Assunto - Fotografar crianças é bastante desafiador, mas muito gratificante. No nosso caso, a bebê ainda não caminha, então nos limitou um pouco em termos de liberdade. O objetivo, então, foi tentar pegar os momentos de maior expressão de espontaneidade para conferir graça e alegria às fotos.

Ajustes - Como crianças nessa idade movimentam-se de maneira aleatória e imprevisível, procurei manter uma velocidade alta, sempre acima de 1/125 ou 1/250, para congelar eventuais movimentos. O foco foi deixado em AF-C - com área de 9 pontos, modo de medição de exposição pontual e modo burst para fazer algumas fotos por segundo para aumentar a chance de um bom resultado. Também, para minimizar problemas de profundidade de campo, a abertura ficou sempre acima de f/4 (tentei algumas com f/2.8 para tentar acentuar o bokeh). Isso levou a ter que usar ISO acima da base 100, chegando a 1600 em algumas fotos.

Pós Processamento - É a etapa de acabamento da foto. Não é usar Photoshop para ajustar o que saiu errado, mas fazer a revelação digital. Como as fotos foram tiradas em RAW (dados crus da máquina, sem compactação para jpeg), fiz uso de um programa de conversão. É onde podemos fazer pequenos (ou grandes) ajustes para que a foto fique do jeito que queremos, mas sem modificar os seus elementos. Ainda não tenho um estilo definido para tratamento das fotos, por isso acabei fazendo algumas mais neutras e outras um pouco mais coloridas para testar.

Depois de toda a conversa, mostro abaixo algumas fotos para dar uma ideia de como ficou o resultado.

32mm, f/4, 1/125s, ISO 800

50mm, f/4, 1/125s, ISO 1600

50mm, f/4, 1/250s, ISO 800

50mm, f/4, 1/250s, ISO 800

50mm, f/4, 1/125s, ISO 500

35mm, f/4, 1/320s, ISO 400

44mm, f/4, 1/500s, ISO 400

50mm, f/4, 1/250s, ISO 400

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

O ano está chegando ao fim e neste post vou falar sobre o meu aprendizado desta semana, que é algo bastante simples, mas que eu ainda não havia feito: colocar marca d'água nas fotos. Após algumas buscas no Google  descobri que, como quase tudo na vida, existe uma maneira fácil de se fazer. Certamente, o mais difícil seja criar uma marca d'água ou assinatura atrativa, que funcione como marca. Publicitários e designers competentes sabem fazer com maestria.

Como resultado das buscas, vi que há como fazer isso utilizando qualquer editor, de GIMP a Photoshop, cada um à sua maneira. Porém, o que chamou a minha atenção e que neste momento mais se adequou ao que eu queria, foi a possibilidade de usar programas gratuitos para colocar marca d'água em grupos de fotos. Dos programas que li a respeito, o que mais se destacou foi FastStone, indicado neste tutorial do Forum Mundo Fotográfico. Como pode ser visto no tutorial citado e na documentação que pode ser encontrada na página do FastStone Image Viewer, é muito simples.

Para criar a marca d'água, apenas como uma assinatura simples, utilizei o GIMP para fazer uma imagem de 500 x 60 pixels, exportada como um arquivo *.png de fundo transparente. Fiz uma assinatura clara e uma escura para testar o que viria a combinar melhor com as fotos.

Imagem Tela GIMP - assinatura clara

Imagem tela  GIMP - assinatura escura

Então, foi só selecionar as fotos a serem assinadas com a marca d'água e qual assinatura eu iria utilizar usando o FastStone.

Imagem Tela Fast Stone 1 - conversor / renomeador de imagens em série

Imagem Tela Fast Stone 2 - marca d'água em opções avançadas

Para finalizar o post em um tom comemorativo, coloco abaixo as 13 fotos que mais gostei de ter feito no ano de 2013, com assinatura feita como mostrado acima. A escolha de cada teve o seu motivo, não sendo muito relacionado à parte técnica, mas ao momento e representatividade de cada uma. Que 2014 seja um ano fotograficamente mais produtivo e que o conteúdo do blog possa ser útil para quem, como eu, é amante da fotografia.

Foi o primeiro retrato feito tendo em mente as informações de livros que havia terminado de ler. Apesar de não ter sido posada, a observação de tais orientações, levaram ao primeiro bom retrato - espontâneo e consciente ao mesmo tempo. Há um post em que falo mais sobre esta foto (com a versão em cores). 

Primeira e única incursão em street photography pelas ruas de Macaé, que rendeu um belo retrato sem que os fotografados percebessem a minha presença. Ainda cogito voltar a fazer fotos desse tipo, mas talvez com uma câmera menor e menos chamativa.

Feita um minuto após a foto anterior. Gostei muito da cena retratada, apesar da leve tremida pela pressa e certo receio de estar ali tirando fotos sem consentimento. Há quem já perdeu a vergonha e/ou receio e consegue bons resultados.

Local pouco explorado turisticamente em Macaé por ser um batalhão ainda em funcionamento norma do Exército. O tratamento preto e branco parece cair muito bem em fotos contrastadas, daquelas tiradas com sol bastante forte e que não propicia cores das mais agradáveis.

Sítio lindo e muito especial para nós. Foi a nossa primeira viagem após o nascimento de Letícia.

Esse foi o primeiro ensaio que resolvemos fazer dentro de casa. Devido à distância da família, as fotos foram a melhor maneira que encontramos para que pudessem acompanhar o crescimento do bebê.

Essa marcou a época em que comecei a pensar mais um pouco a respeito de pós processamento de fotos, testando o Lightroom em comparação ao DxO. Acabei gostando a foto, que foi tirada rapidamente, enquanto a mãe trocava a fralda no banco de trás do carro.

A visita ao Museu de Finas Artes de Houston foi marcante devido à surpreendente riqueza e variedade de seu acervo, que vai desde obras clássicas de artistas europeus (Monet, Rodin, Van Gogh,  etc.) a peças de culturas diversas (Índia, China, Japãp, América Latina, etc.). O túnel que liga os dois edifícios do museu compõe essa diversidade.

Ponte sobre o Rio São Francisco em minha terra natal, Ibotirama - Bahia. Testando o conjunto Tokina AT-X PRO 11-16mm f/2.8 e filtro Cokin P 121 para capturar a beleza do local.

Segundo ensaio realizado em casa, dessa vez mais organizado, com o uso de um lençol para compor o fundo e contrastar com o vermelho vivo da roupa da criança. Foi a primeira vez que testei com um pouco mais de consciência o uso do flash fora da câmera, como mostrado num post anterior. O resultado agradou muito toda a família.

Mais uma foto das mulheres da minha vida, confirmando a força que o interesse por retratos de pessoas tomou desde que comecei a enxergar fotografia como um hobby mesmo.

Melhor resultado das diversas tentativas de registrar e transmitir a vista das janelas da casa voltadas para o poente. Chegou a ser popular no 500px.

Último ensaio da pequena no ano, dentro de casa para conseguir uma foto de Feliz Natal!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Retratos (Portraits)

Fotografia é um hobby que tem uma grande característica em comum com o esporte: o praticante sempre busca melhorar o seu desempenho e o progresso depende de aptidão e dedicação. E, ao longo do progresso coisas podem mudar dentro do hobby, principalmente quanto às preferências estéticas e de assunto fotografado. Para quem nunca foi um pouco mais a fundo no assunto, existem muitos estilos fotográficos, cada um com suas peculiaridades e sua definição pode ser bastante clara e de fácil diferenciação como fotos de paisagem e/ou retratos, ou que geram divergência de aceitação entre os fotógrafos, como definir o que vem a ser fotojornalismo ou street photography.

Apenas para dar uma ideia da diversidade de estilos e assuntos na fotografia, listo abaixo as variedades abordadas por Tom Ang em seu livro The Complete Photographer (O Fotógrafo Completo):
  • Portrait Photography (Retrato);
  • Landscape Photography (Paisagem);
  • Fashon and Nude Photography (Moda e Nudez);
  • Wildlife and Nature Photography (Vida Selvagem e Natureza);
  • Sports Photography (Esporte);
  • Documentary Photography (Documentário);
  • Event and Milestone Photography (Evento e Data Importante);
  • Travel Photography (Viagem);
  • Architeture Photography (Arquitetura);
  • Fine Art Photography (Finas Artes);
Certamente, aprofundando-se mais na literatura fotográfica será possível encontrar outras classificações, cada uma com a sua característica.

Resolvi escrever sobre isso hoje porque, em meio a todos esses nuances da fotografia, venho observando uma mudança gradual na minha predileção por estilos e assuntos. Quando me interessei neste hobby, após ter, por acaso, comprado uma Sony HX1, tinha clara preferência por fotografia de paisagens. Acreditava que era a melhor maneira de se expressar artística e esteticamente, mostrando a beleza do mundo em que vivemos.

Porém, ao longo desses últimos dois anos, principalmente após o hobby tomar mais força a partir da D7000 a um ano atrás, essa preferência explícita por fotografia de paisagens foi, cada vez mais, dividindo espaço pelo gosto por retratos. Após as considerações neste excelente post no forum Mundo Fotográfico (aqui), pensei um pouco a respeito do assunto e acho que isso pode ser explicado por alguns motivos:

O fato de ser o "fotógrafo" do grupo de amigos, que está sempre preparado nos eventos do círculo;
A pouca disponibilidade de tempo para desbravar a natureza em busca de paisagens estonteantes;
A satisfação em ver que a pessoa gostou da foto tirada e se sente bem com ela;
E, também, o nascimento da minha filha, que virou objeto principal dos meus retratos.

Assim, nada mais justo do que postar fotos das minhas modelos para finalizar este post!

38mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

sábado, 5 de outubro de 2013

Flash Fora da Câmera

Em livros de fotografia, artigos e textos de blogs não é incomum encontrar a definição de que fotografia significa, literalmente, desenhar com a luz. Geralmente, tal definição é citada quando se fala sobre iluminação. E, este tema inclui o uso da luz natural e modificação da mesma de modo que sirva ao nosso objetivo final e, também, o uso de luz artificial, sua modificação e balanço com a luz natural existente. Particularmente, acho um dos temas mais complexos em fotografia, principalmente quando não se tem a estrutura de iluminação de um estúdio às mãos.

Na minha jornada de aprendizado de fotografia, um assunto que tenho bastante interesse e que ainda não domino bem é justamente o uso da luz. Mais especificamente, o domínio do flash speedlight quando ele é a única fonte de luz artificial disponível. Por tudo o que vemos de exemplos na internet, trata-se de uma ferramenta incrível para obter bons resultados com pouca estrutura de iluminação.

Esta semana conheci o blog Strobbist, bastante famoso na web, em que o blogueiro dedica-se a ensinar os fotógrafos iniciantes a extraírem o melhor resultado do seu flash speedlight usando-o fora da câmera, ou seja, deslocado da sapata de flash da câmera. Já havia experimentado a opção de usar o flash fora da câmera anteriormente, logo quando comprei os equipamentos, o que foi muito fácil devido ao Creative Lighting System (CLS) da Nikon, que permite que suas câmeras comuniquem-se com os seus flashs remotamente via wireless de maneira muito simplificada. Com uma busca no google é possível ver mais sobre este sistema, que entrou na lista de motivos para ter escolhido a Nikon entre tantos sistemas disponíveis.

Há alguns dias planejávamos fazer um ensaio com a nossa filha aqui em casa, usando o nosso quarto mesmo como base. As fotos são, hoje, a melhor maneira de mantermos nossa família e amigos a par do crescimento da nossa bebê. Eu, como bom fotógrafo amador que sou, não poderia deixar passar a oportunidade para tentar algo novo. 

Assim, a ideia foi colocar o flash no tripé da câmera para deixá-lo em uma posição mais elevada, direcionando a sua ponta para a parede lateral do quarto, de modo que ficasse inclinado +/- 45 °, apontado para a parede e o teto para reflexão sobre a bebê do lado oposto ao que entrava luz pela porta da varanda. Ao longo da sessão fomos movimentando a criança sobre um cobertor marrom na cama, para servir de fundo, e movimentando a câmera de acordo.

Abaixo mostro um esquema aproximado do posicionamento dos elementos no quarto durante a sessão, assim como algumas fotos exemplificando o resultado final. A escolha do cobertor e do figurino ficou por conta da mina esposa.

Esquema aproximado utilizado na sessão.

Exif: 35mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 40mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/2.8, 1/60s, ISO 200

domingo, 9 de junho de 2013

Ensaio Bebê

O assunto mais fotografado por mim nos últimos dias é, certamente, a minha filha de pouco mais de 2 meses. Fotografar bebês, porém, é bastante desafiador e tem que estar bem atento ao foco e iluminação, além de contar com a boa vontade da criança. Portanto, é importante que a mãe esteja junto para ajudar a extrair boas reações enquanto se fotografa.

Recém-nascidos ainda não tem noção do que acontece ao redor e obter uma boa foto é realmente uma questão de tentar muito. Porém, a partir dos dois meses, o bebê já está mais consciente do que se passa ao redor, reconhecendo os pais e respondendo a pequenos estímulos. E, isso facilita bastante o trabalho do papai metido a fotógrafo!

Neste contexto, resolvemos hoje, minha e esposa e eu, fazer uma sessão de fotos com a pequena em nosso quarto, cuja parte dos resultados mostro abaixo.

Usei a lente Tamron 17-50mm f/2.8 VC e optei por usar f/4.0 para fechar um pouco mais a lente e ganhar em nitidez, pois como o fundo era neutro (ou pelo menos deveria ser, não fosse a cesta! - começamos a bater as fotos com a cesta atrás de mim, depois resolvemos mudar de lado e não nos atentamos ao "cenário". Enfim, mais uma pro aprendizado!) achei que não precisaria deixar a lente toda aberta.

Na pós, não fiz nada de mais mesmo: ajustei o WB e add um sharpness no próprio ViewNX 2 que veio com a câmera, mantendo o pricture control standard e converti para JPG. Estou me decidindo entre qual software começar a utilizar para melhorar os resultados.

50mm, f/4, 1/40s, ISO 400

44mm, f/4, 1/40s, ISO 400

24mm, f/4, 1/30s, ISO 640

 48mm, f/4, 1/30s, ISO 640