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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Ocaso da Janela

Talvez um dos maiores desafios para quem tem a fotografia como hobby seja encontrar tempo para sair apenas para fotografar. Para quem está no início da jornada, então, ter esse tempo para se dedicar, errar, tentar novamente até conseguir uma boa foto é fundamental. Porém, com a vida moderna, cheia de atribuições, bebê em casa, é muito difícil. Sente-se muito mais quando se tem preferência por fotografias de paisagens, que demanda quase sempre uma viagem a algum local especial ou, no mínimo, sair de casa.

Faz algum tempo que, particularmente, não consigo estar em algum lugar interessante para se fazer fotos de paisagem. Assim, no último sábado, resolvi fazê-lo sem sair de casa mesmo. O tempo não estava dos melhores, com uma neblina leve, mas opaca ofuscando o pôr-do-sol. Inicialmente, a partir da janela da cozinha, tentei captar o rastro que um avião a jato deixava no céu. Mas, o tempo despendido entre a percepção da presença do avião, até pegar a câmera e ter o tripé posicionado, restava apenas o rastro já pronto para ser fotografado.

98mm, f/11, 1/60 s, ISO 800

A partir do momento em que o sol começa a se por, a escuridão vem com bastante rapidez e, neste intervalo as cores do horizonte variam entre azul, lilás até tons alaranjados e vermelhos, que me agradam muito. Então, após desencanar do rastro do avião, resolvi tentar uma foto da paisagem visível a partir da janela.

 55mm, f/22, 1.3 s, ISO 800

A combinação de ISO elevado com abertura bem fechada e um tempo de exposição de mais de 1 segundo necessário para a luz disponível para o horário só foi possível graças ao uso do tripé. Decidi então fotografar a paisagem oposta, visível a partir da janela do quarto de hóspedes, já em um momento mais escuro, demandando portanto dele, o tripé.

 65mm, f/22, 1 s, ISO 800

75mm, f/22, 15s, ISO 800

Após a finalização das fotos, acho muito importante para o processo de aprendizado, tentarmos identificar o que poderia ter sido feito melhor. Existem algumas regras que ajudam a melhorar o resultado das fotos, mas que devido a pressa, nunca lembro. Talvez algum dia tudo fique "no sangue". Por exemplo, acabei deixando o VR da lente ligado com ela no tripé. Em outro momento, talvez pudesse ter usado um ISO menor para reduzir o ruído e aumentado o tempo de exposição, já que estava com um tripé. Enfim, as fotos estão feitas e consegui "sair para fotografar", mesmo que tenha sido apenas da sala para a cozinha!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Shy Moon

"Shy moon hiding in the haze,
 I can see your white face..."

Lembrei-me dos versos de Caetano Veloso quando tentava tirar fotos da lua naquele dia. Na primeira tentativa, armei o tripé, coloquei a lente na câmera e, quando olhei novamente para o céu, lá estavam as nuvens: negras como a noite, cobrindo boa parte da lua tímida. Paciência é uma das coisas a se desenvolver em fotografia, assim como disposição de tempo. Quando se está aperendendo, então, raramente se acerta uma foto na primeira tentativa.

No dia seguinte, em um momento de dispersão das nuvens, fiz uma rápida tentativa com as mãos, sem tripé e consegui uma foto aceitável, aquela que seria a minha última foto da lua em 2012.  Dia 31 de Dezembro, pouco depois das 10 da noite.

É uma foto que muitos iniciantes, assim como eu, querem tirar. Afinal, a lua é fascinante. Porém, ao longo de algumas tentativas que fiz desde o meu começo com a DSLR, descobri que a minha lente é um tanto curta. Consegui aproximar bem a foto "cropando" no software no computador, fazendo-me valer dos 16 megapixels da câmera. Para esse fim de fotografar a lua, uma lente 300mm já teria saído bem mais próxima que a minha 200mm, em um sensor APS-C.

 Exif: 1/125, f/5.6, ISO 200, 200mm. Link no flickr.