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quarta-feira, 26 de março de 2014

Saída Fotográfica Em Salvador

No último fim de semana, o pessoal do fórum Mundo Fotográfico organizou uma saída fotográfica em Salvador. O encontro foi marcado no Farol da Barra às 9:00h para nos conhecermos, trocar uma ideia sobre os equipamentos e fotografar. Foi uma ótima experiência e o pessoal pretende reeditar o encontro, incluindo outras pessoas que não puderam comparecer.

Aproveitando a passagem por Salvador, resolvi ir com um amigo mais cedo para registrar o nascer do sol. Chegamos à Barra pouco antes das 5:00h e, quando estávamos montando uma das câmeras no tripé, fomos abordados por um marginal que, para nossa sorte, pediu apenas dinheiro. Levou uma quantia baixa, que não pagaria nem o filtro de uma das lentes. Ficou barato. A dica, portanto, é quando for fotografar em horários escuros ou em locais pouco seguros que seja em grupo. Sozinhos ficamos muito expostos.

Como consequência da abordagem, as fotos do nascer do sol foram feitas com concentração lá embaixo, além de tremidas pelo nervosismo. Colocarei as duas primeiras apenas para dar uma ideia de como é o nascer do sol perto do morro do Cristo e as últimas quatro são resultado da saída fotográfica. As primeiras fotos foram feitas com a Tamron 17-50mm f/2.8 VC e as últimas, com a Tokina 11-16mm f/2.8.

50mm, f/11, 1.3s, ISO 100

50mm, f/16, 5s, ISO 100

11mm (crop), f/8, 1/80s, ISO 100

12mm, f/8, 1/30s, ISO 100

16mm, f/8, 1/40s, ISO 100

12mm, f/8, 1/13s, ISO 100

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Retratos (Portraits)

Fotografia é um hobby que tem uma grande característica em comum com o esporte: o praticante sempre busca melhorar o seu desempenho e o progresso depende de aptidão e dedicação. E, ao longo do progresso coisas podem mudar dentro do hobby, principalmente quanto às preferências estéticas e de assunto fotografado. Para quem nunca foi um pouco mais a fundo no assunto, existem muitos estilos fotográficos, cada um com suas peculiaridades e sua definição pode ser bastante clara e de fácil diferenciação como fotos de paisagem e/ou retratos, ou que geram divergência de aceitação entre os fotógrafos, como definir o que vem a ser fotojornalismo ou street photography.

Apenas para dar uma ideia da diversidade de estilos e assuntos na fotografia, listo abaixo as variedades abordadas por Tom Ang em seu livro The Complete Photographer (O Fotógrafo Completo):
  • Portrait Photography (Retrato);
  • Landscape Photography (Paisagem);
  • Fashon and Nude Photography (Moda e Nudez);
  • Wildlife and Nature Photography (Vida Selvagem e Natureza);
  • Sports Photography (Esporte);
  • Documentary Photography (Documentário);
  • Event and Milestone Photography (Evento e Data Importante);
  • Travel Photography (Viagem);
  • Architeture Photography (Arquitetura);
  • Fine Art Photography (Finas Artes);
Certamente, aprofundando-se mais na literatura fotográfica será possível encontrar outras classificações, cada uma com a sua característica.

Resolvi escrever sobre isso hoje porque, em meio a todos esses nuances da fotografia, venho observando uma mudança gradual na minha predileção por estilos e assuntos. Quando me interessei neste hobby, após ter, por acaso, comprado uma Sony HX1, tinha clara preferência por fotografia de paisagens. Acreditava que era a melhor maneira de se expressar artística e esteticamente, mostrando a beleza do mundo em que vivemos.

Porém, ao longo desses últimos dois anos, principalmente após o hobby tomar mais força a partir da D7000 a um ano atrás, essa preferência explícita por fotografia de paisagens foi, cada vez mais, dividindo espaço pelo gosto por retratos. Após as considerações neste excelente post no forum Mundo Fotográfico (aqui), pensei um pouco a respeito do assunto e acho que isso pode ser explicado por alguns motivos:

O fato de ser o "fotógrafo" do grupo de amigos, que está sempre preparado nos eventos do círculo;
A pouca disponibilidade de tempo para desbravar a natureza em busca de paisagens estonteantes;
A satisfação em ver que a pessoa gostou da foto tirada e se sente bem com ela;
E, também, o nascimento da minha filha, que virou objeto principal dos meus retratos.

Assim, nada mais justo do que postar fotos das minhas modelos para finalizar este post!

38mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

50mm, f/4.0, 1/250s, ISO 100

sábado, 5 de outubro de 2013

Flash Fora da Câmera

Em livros de fotografia, artigos e textos de blogs não é incomum encontrar a definição de que fotografia significa, literalmente, desenhar com a luz. Geralmente, tal definição é citada quando se fala sobre iluminação. E, este tema inclui o uso da luz natural e modificação da mesma de modo que sirva ao nosso objetivo final e, também, o uso de luz artificial, sua modificação e balanço com a luz natural existente. Particularmente, acho um dos temas mais complexos em fotografia, principalmente quando não se tem a estrutura de iluminação de um estúdio às mãos.

Na minha jornada de aprendizado de fotografia, um assunto que tenho bastante interesse e que ainda não domino bem é justamente o uso da luz. Mais especificamente, o domínio do flash speedlight quando ele é a única fonte de luz artificial disponível. Por tudo o que vemos de exemplos na internet, trata-se de uma ferramenta incrível para obter bons resultados com pouca estrutura de iluminação.

Esta semana conheci o blog Strobbist, bastante famoso na web, em que o blogueiro dedica-se a ensinar os fotógrafos iniciantes a extraírem o melhor resultado do seu flash speedlight usando-o fora da câmera, ou seja, deslocado da sapata de flash da câmera. Já havia experimentado a opção de usar o flash fora da câmera anteriormente, logo quando comprei os equipamentos, o que foi muito fácil devido ao Creative Lighting System (CLS) da Nikon, que permite que suas câmeras comuniquem-se com os seus flashs remotamente via wireless de maneira muito simplificada. Com uma busca no google é possível ver mais sobre este sistema, que entrou na lista de motivos para ter escolhido a Nikon entre tantos sistemas disponíveis.

Há alguns dias planejávamos fazer um ensaio com a nossa filha aqui em casa, usando o nosso quarto mesmo como base. As fotos são, hoje, a melhor maneira de mantermos nossa família e amigos a par do crescimento da nossa bebê. Eu, como bom fotógrafo amador que sou, não poderia deixar passar a oportunidade para tentar algo novo. 

Assim, a ideia foi colocar o flash no tripé da câmera para deixá-lo em uma posição mais elevada, direcionando a sua ponta para a parede lateral do quarto, de modo que ficasse inclinado +/- 45 °, apontado para a parede e o teto para reflexão sobre a bebê do lado oposto ao que entrava luz pela porta da varanda. Ao longo da sessão fomos movimentando a criança sobre um cobertor marrom na cama, para servir de fundo, e movimentando a câmera de acordo.

Abaixo mostro um esquema aproximado do posicionamento dos elementos no quarto durante a sessão, assim como algumas fotos exemplificando o resultado final. A escolha do cobertor e do figurino ficou por conta da mina esposa.

Esquema aproximado utilizado na sessão.

Exif: 35mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 40mm, f/4, 1/60s, ISO 200

Exif: 50mm, f/2.8, 1/60s, ISO 200

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Grande Angular

Em fotografia, refere-se como grande angular uma lente que possui distância focal menor, proporcionando um ângulo de visão maior, que as objetivas normais. No caso de câmeras full frame, cujo tamanho do sensor é igual ao filme 35mm (aprox. 36 mm de largura x 24mm de altura), considera-se como distância normal 50mm e lentes com distância focal menores que 35mm são consideradas como grandes angulares.

No caso da câmera D7000, que é a que uso, o sensor possui tamanho APS-C, com dimensões aproximadas de 24mm de largura por 16mm de altura. Isso resulta, dentre outras coisas, em um fator de corte para distância focal de 1.5x no caso das câmeras da Nikon. Em outras palavras, para se obter uma distância focal inferior a 35mm equivalente em full frame, seria necessária uma lente com distância focal inferior a 35mm/1.5 = 23mm. 

Para quem tiver interesse em entender um pouco mais sobre o assunto, recomendo o link: http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/camera-lenses.htm, que dá uma noção geral sobre lentes.

De uma maneira bem geral e grosseira, o que pode-se esperar de uma grande angular é, basicamente, um campo de visão maior, o que remete imediatamente a aplicações em fotos de paisagens e interiores. Porém, a mudança de perspectiva e possibilidade de aproximação do objeto fotografado são características das grandes angulares que podem ser exploradas criativamente em outros tipos de fotografia, como retratos por exemplo.

A lente Tamron 17-50mm f/2.8, que uso em mais de 90% das minhas fotos, possui uma faixa grande angular entre 17 e 23mm, que, equivalente a 25 e 35mm em full frame, já proporciona um amplo campo de visão. Porém, desde o final de Agosto estou com o meu novo brinquedo em mãos, uma Tokina 11-16mm f/2.8, que em termos de full frame apresenta distância focal entre 16 e 24mm, que já proporciona um ângulo de visão bastante acentuado e os respectivos desafios de se fotografar com ângulos tão abertos. 

A ideia deste post é apresentar as minhas primeiras fotos tiradas com a lente, junto com as minhas primeiras impressões e desafios, que já eram esperados a partir da leitura deste link: http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/wide-angle-lenses.htm.

Em primeiro lugar, achei a lente bem nítida, como os reviews e opiniões que havia lido anteriormente pela internet afora, sendo considerada uma das melhores grandes angulares para câmeras com sensor no formato APS-C. Algumas métricas de performance da lente podem ser encontradas no site do DxOMark.

Achei a construção da lente muito boa, melhor que a Tamron 17-50mm f/2.8 VC e muito melhor que a Nikkor 55-200mm f/4-5.6. Possui mount em metal e possui um bom peso, ficando bem balanceada com o corpo da D7000. Achei o foco manual fácil de se utilizar, mas ainda não estou certo sobre a praticidade do sistema de focus clutch da Tokina, em que se alterna entre modos manual e automático deslizando-se o anel de foco. O parassol que acompanha a lente também é de boa qualidade.

Lente montada na Câmera. Canon Powershot D20

Ainda sobre a escolha da lente, optei pela versão I da lente sobre a versão II, que possui motor de foco e um coating para reduzir a incidência de flares, principalmente por ser mais barata (cerca de US$ 100.00 a menos lá fora), aproveitando a vantagem do motor de foco da câmera para economizar um pouquinho.

Como já era de se esperar, deve-se tomar cuidado ao fazer fotos em que elementos simétricos estão presentes, pois qualquer inclinação vertical ou horizontal se faz perceptível na assimetria que se apresenta, como em algumas das fotos apresentadas abaixo.

The Museum of Fine Arts, Houston-TX, EUA. 11mm, f/2.8, ISO 3200

The Museum of Fine Arts, Houston-TX, EUA. 11mm, f/2.8, ISO 3200

Enfim, estou bem empolgado com as possibilidades da nova lente e aproveito a oportunidade para mostrar estas fotos feitas em situações distintas e ainda com pouco contato com a lente, mas acredito que dão uma boa noção do alcance e desempenho dela, assim como dificuldades que um iniciante na arte fotográfica deve esperar enfrentar. Espero que em breve eu possa estar postando mais fotos com esta lente, feitas com calma, com auxílio de um tripé e outros acessórios que provavelmente farão parte de um próximo post.

15mm, f/3.2, ISO 800

14mm, f/5.6, ISO 100. Cokin P 121S GND (3-stops)


The Museum of Fine Arts, Houston. 16mm, f/2.8, ISO 6400. Mais informações aqui

sábado, 17 de agosto de 2013

Serra e Lightroom

Há alguns finais de semana, aproveitei um passeio à serra para tentar tirar algumas fotos de paisagem. E, como sempre, a parte mais difícil é traduzir nas fotos o que você está vendo, assim como a sensação. Uma coisa que aprendi é que, além de muito difícil, nem sempre é possível fazer uma boa foto, mesmo estando em um local muito bonito. Existe influência do horário, da luz, do tempo. Enfim, inúmeras variáveis sobre as quais não temos controle e, por isso, é necessário esforço e paciência. Como tempo nem sempre está disponível, temos que tentar aproveitar o momento.

No passeio, as fotos das pessoas e ambientes fechados acabaram ficando melhores, mas não é o foco aqui. 

Resolvemos voltar por dentro da serra em vez da rodovia asfaltada para aproveitar melhor a paisagem. Apesar do carro, foi ma ótima experiência saber que existe lugar tão agradável pertinho da cidade. No caminho, fomos parando para tirar algumas fotos com e sem pessoas.

No post de hoje, colocarei algumas fotos da paisagem do caminho, que imagino poderem dar uma boa noção do nosso percurso. As condições de luz não eram ideais, pois era perto de meio-dia e estava bastante claro, apesar de nublado. Fiquei imaginando como teria sido diferente ao amanhecer ou entardecer. 

Ainda em fase de teste de softwares, após o uso do Dxo Pro Optics 8, resolvi testar o Adobe Lightoom 5, que está entre os mais populares entre os fotógrafos. Os seus ajustes pré-definidos funcionam bem para quem tem pouca experiência com pós-processamento (como eu) e alguns ajustes de tons e cores estão bem fáceis de usar e entender. Tentei até fazer um jogo com tons roxos e verdes nas luzes e sombras respectivamente. O resultado pode ser conferido abaixo. Em contrapartida, os ajustes automáticos do Dxo baseados nos perfis de lente e sensor já oferecem um excelente ponto de partida para o tratamento das imagens. O ideal seria usar os dois.





quinta-feira, 4 de julho de 2013

Família no Sítio e DXO

Seguindo a tendência de fotos de família a partir da chegada da nossa filhota, venho com mais um post com fotos dela. Dessa vez, sempre ao lado da mãe. A ideia foi aproveitar o cenário de um sítio que visitamos no final de semana para fazer umas fotos legais para enviar à família. Além disso, foi uma boa oportunidade de por em prática os conceitos fotográficos e ir fazendo testes para consolidar o que a teoria diz: ISO baixo, diafragma aberto e velocidade maior possível para manter a nitidez. Acertar o foco também é essencial, mas algo que ainda vacilo vez ou outra.

Em um cenário com luz natural, sem elementos para controlar ou modificar a iluminação, é bem desafiador acertar a exposição, pois há a interferência das árvores, os reflexos nas folhagens da paisagem e ainda o reflexo da pele. Nisso o fotômetro da câmera ajuda bastante, mas pode confundir também, visto que a câmera mede a luz refletida. Normalmente, bato a primeira foto com algo aproximado e vejo se é preciso clarear ou escurecer mais a foto. 

Um outro ponto que não tenho muito conhecimento ainda é em relação ao pós processamento de imagem, que é fundamental em fotografia digital. Corrigir imperfeições inerentes a lente e sensor da câmera, além de ajuste em níveis de iluminação e cores são os ajustes mais comuns. Inicialmente, usava apenas o software fornecido junto com a câmera, o ViewNX2, que faz um bom trabalho, mas é dos mais limitados. Este mês, baixei o Dxo Optics Pro 8 para testar e estou gostando muito dos resultados. As fotos deste post já são com fotos tratadas nesse programa. Espero que gostem!

Exif: 50mm, f/4.0, 1/100, ISO 100

Exif: 50mm, f/4.0, 1/100, ISO 100

Exif: 50mm, f/2.8, 1/160, ISO 100

Exif: 50mm, f/5.6, 1/200, ISO 100

domingo, 9 de junho de 2013

Ensaio Bebê

O assunto mais fotografado por mim nos últimos dias é, certamente, a minha filha de pouco mais de 2 meses. Fotografar bebês, porém, é bastante desafiador e tem que estar bem atento ao foco e iluminação, além de contar com a boa vontade da criança. Portanto, é importante que a mãe esteja junto para ajudar a extrair boas reações enquanto se fotografa.

Recém-nascidos ainda não tem noção do que acontece ao redor e obter uma boa foto é realmente uma questão de tentar muito. Porém, a partir dos dois meses, o bebê já está mais consciente do que se passa ao redor, reconhecendo os pais e respondendo a pequenos estímulos. E, isso facilita bastante o trabalho do papai metido a fotógrafo!

Neste contexto, resolvemos hoje, minha e esposa e eu, fazer uma sessão de fotos com a pequena em nosso quarto, cuja parte dos resultados mostro abaixo.

Usei a lente Tamron 17-50mm f/2.8 VC e optei por usar f/4.0 para fechar um pouco mais a lente e ganhar em nitidez, pois como o fundo era neutro (ou pelo menos deveria ser, não fosse a cesta! - começamos a bater as fotos com a cesta atrás de mim, depois resolvemos mudar de lado e não nos atentamos ao "cenário". Enfim, mais uma pro aprendizado!) achei que não precisaria deixar a lente toda aberta.

Na pós, não fiz nada de mais mesmo: ajustei o WB e add um sharpness no próprio ViewNX 2 que veio com a câmera, mantendo o pricture control standard e converti para JPG. Estou me decidindo entre qual software começar a utilizar para melhorar os resultados.

50mm, f/4, 1/40s, ISO 400

44mm, f/4, 1/40s, ISO 400

24mm, f/4, 1/30s, ISO 640

 48mm, f/4, 1/30s, ISO 640

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Ocaso da Janela

Talvez um dos maiores desafios para quem tem a fotografia como hobby seja encontrar tempo para sair apenas para fotografar. Para quem está no início da jornada, então, ter esse tempo para se dedicar, errar, tentar novamente até conseguir uma boa foto é fundamental. Porém, com a vida moderna, cheia de atribuições, bebê em casa, é muito difícil. Sente-se muito mais quando se tem preferência por fotografias de paisagens, que demanda quase sempre uma viagem a algum local especial ou, no mínimo, sair de casa.

Faz algum tempo que, particularmente, não consigo estar em algum lugar interessante para se fazer fotos de paisagem. Assim, no último sábado, resolvi fazê-lo sem sair de casa mesmo. O tempo não estava dos melhores, com uma neblina leve, mas opaca ofuscando o pôr-do-sol. Inicialmente, a partir da janela da cozinha, tentei captar o rastro que um avião a jato deixava no céu. Mas, o tempo despendido entre a percepção da presença do avião, até pegar a câmera e ter o tripé posicionado, restava apenas o rastro já pronto para ser fotografado.

98mm, f/11, 1/60 s, ISO 800

A partir do momento em que o sol começa a se por, a escuridão vem com bastante rapidez e, neste intervalo as cores do horizonte variam entre azul, lilás até tons alaranjados e vermelhos, que me agradam muito. Então, após desencanar do rastro do avião, resolvi tentar uma foto da paisagem visível a partir da janela.

 55mm, f/22, 1.3 s, ISO 800

A combinação de ISO elevado com abertura bem fechada e um tempo de exposição de mais de 1 segundo necessário para a luz disponível para o horário só foi possível graças ao uso do tripé. Decidi então fotografar a paisagem oposta, visível a partir da janela do quarto de hóspedes, já em um momento mais escuro, demandando portanto dele, o tripé.

 65mm, f/22, 1 s, ISO 800

75mm, f/22, 15s, ISO 800

Após a finalização das fotos, acho muito importante para o processo de aprendizado, tentarmos identificar o que poderia ter sido feito melhor. Existem algumas regras que ajudam a melhorar o resultado das fotos, mas que devido a pressa, nunca lembro. Talvez algum dia tudo fique "no sangue". Por exemplo, acabei deixando o VR da lente ligado com ela no tripé. Em outro momento, talvez pudesse ter usado um ISO menor para reduzir o ruído e aumentado o tempo de exposição, já que estava com um tripé. Enfim, as fotos estão feitas e consegui "sair para fotografar", mesmo que tenha sido apenas da sala para a cozinha!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Centro em Preto e Branco

No penúltimo dia de licença paternidade, surgiu uma oportunidade ímpar de estar no centro da cidade com a câmera em mãos. Entre o local de estacionamento e o consultório em que me encontraria com esposa e filha, aproveitei os 10 minutos de trajeto para fazer alguns registros, na tentativa de contar alguma história.

Estou lendo o livro The Complete Photographer, de Tom Ang, justamente na parte de Documentary Photography, em que ele aborda fotojornalismo. Combinado a algumas coisa que havia lido sobre Street Photography e Candid Photography, a ocasião pareceu uma grata oportunidade para colocar a teoria em prática, além de observar a reação das pessoas. Dessa experiência, em particular, achei muito desafiadora a tensão de estar com a máquina (pouco discreta para dizer o mínimo) em mãos em meio às pessoas na rua e o pouco tempo disponível. Para se ter ideia, quando tirava a última foto da série, passou um senhor irritado, dizendo que era proibido bater fotos nas ruas, que nem espiões podiam fazer isso... guardei a câmera e segui meu caminhando pra evitar problemas maiores.

A hora era 2 da tarde, com sol intenso, com luz dura, o que não costuma ser muito amigável para a fotografia. O tempo disponível também não era muito, devido à situação. Mas, dá para perceber como fotografar o centro da cidade com tempo e planejamento pode ser um bom projeto fotográfico.

Posto abaixo as fotos na ordem em que foram registradas:

Fraternidade

Exclusão

Cárcere

Agitação urbana

sábado, 23 de março de 2013

Pôr do Sol

O pôr do sol é um dos momentos mais registrados na fotografia, quer seja através de fotos em que o próprio sol aparece ou aquelas que têm apenas a intenção de utilizar-se da sua cor alaranjada que dá outra vida a paisagens naturais ou urbanas. Quando se começa a ler um pouco sobre fotografia, não tarda muito encontrar algum texto a respeito da "golden hour", como os de língua inglesa chamam o período de aproximadamente uma hora antes do pôr do sol até uma hora depois. Justamente pelo tom dourado que confere às fotos, consegue-se fotos que normalmente são agradáveis a quem vê. Além, é claro do fator emocional geralmente associado ao pôr do sol.

Particularmente, eu gosto bastante de fotografar nesse horário, tendo me rendido algumas fotos boas (pelo menos para o meu nível de iniciante). Futuramente, devo recorrer a esse tema, com certeza, principalmente quando tiver acesso a um filtro de densidade graduada e tentar verificar o seu efeito, suavizando o contorno do sol, ajustando-o à latitude que a câmera consegue alcançar. Quando tiver algum conhecimento mínimo em pós processamento, também poderei postar fotos melhores.

Posto abaixo algumas fotos que fiz do e ao pôr do sol, que estão organizadas em um "set" sobre este tema no flickr. Pretendo ir adicionando fotos ao set, cada vez que conseguir alguma interessante.

Lagoa de Imboassica, Macaé - RJ

Bahia Marina, Salvador - BA

Bahia Marina, Salvador - BA (as nuvens não ajudaram muito esse dia)

Itaipava, Petrópolis - RJ. Tirada com um iPod Touch

Rio São Francisco, Ibotirama - BA

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Shy Moon

"Shy moon hiding in the haze,
 I can see your white face..."

Lembrei-me dos versos de Caetano Veloso quando tentava tirar fotos da lua naquele dia. Na primeira tentativa, armei o tripé, coloquei a lente na câmera e, quando olhei novamente para o céu, lá estavam as nuvens: negras como a noite, cobrindo boa parte da lua tímida. Paciência é uma das coisas a se desenvolver em fotografia, assim como disposição de tempo. Quando se está aperendendo, então, raramente se acerta uma foto na primeira tentativa.

No dia seguinte, em um momento de dispersão das nuvens, fiz uma rápida tentativa com as mãos, sem tripé e consegui uma foto aceitável, aquela que seria a minha última foto da lua em 2012.  Dia 31 de Dezembro, pouco depois das 10 da noite.

É uma foto que muitos iniciantes, assim como eu, querem tirar. Afinal, a lua é fascinante. Porém, ao longo de algumas tentativas que fiz desde o meu começo com a DSLR, descobri que a minha lente é um tanto curta. Consegui aproximar bem a foto "cropando" no software no computador, fazendo-me valer dos 16 megapixels da câmera. Para esse fim de fotografar a lua, uma lente 300mm já teria saído bem mais próxima que a minha 200mm, em um sensor APS-C.

 Exif: 1/125, f/5.6, ISO 200, 200mm. Link no flickr.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Retratos

De todas as modalidades fotográficas, o retrato talvez seja o que nenhum fotógrafo consiga fugir ao longo de sua jornada fotográfica. Mesmo que não seja a sua modalidade preferida de fotografia, invariavelmente você terá que encarar o retrato, mesmo que seja apenas uma festinha familiar em que você, digno portador de uma DSLR, torna-se o "fotógrafo oficial".

Particularmente, se fosse definir uma modalidade preferida, seria paisagens. Provavelmente, pela possibilidade de sair para fotografar sozinho, ao por do sol, ao amanhecer (esse ainda não consegui), sem pressão, sem pressa. Enfim, acho que dá para exercitar melhor os fundamentos básicos da fotografia. É excelente para quem está, assim como eu, começando.

O bom é que você ter uma preferência não quer dizer que não possa gostar de outras coisas, correto? Assim, em meio a todos os retratos que tenho feito ultimamente, acabo por gostar de fotos de pessoas, mas buscando fugir daquela coisa de pose para a foto, buscando fazer um resgistro que passe, de alguma forma, a emoção do momento. Iluminação natural, sem flash, mesmo que isso gere alguma sombra ou ruído devido ao alto ISO. Como não tenho nenhuma noção de pós processamento, apenas faço alguns ajustes no programa que veio com a câmera. Estou em busca de fazer a foto mais pronta possível na câmera. É difícil...

Enfim, em uma visita a uma prima, peguei a câmera para tirar umas fotos dela com o filho. Dentre algumas que tentei, essa foi a que mais gostei. Sem flash, com luz natural. Ela pode ser vista em tamanho maior na minha galeria do flickr ou 500px.




terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bokeh

A técnica de fotografar desfocando o fundo estreitando-se a profundidade de campo no assunto principal é talvez uma que todo fotógrafo iniciante busca aprender. A descrição da wikipedia explica o que é:

 ぼけ, "blur") é um termo usado na Fotografia  referente às áreas fora de foco e distorcidas, produzidas por lentes fotográficas. Diferentes bokehs de lentes produzem efeitos estéticos separados em fundos desfocados, os quais são freqüentemente utilizados para reduzir distrações e enfatizar o assunto primário.

Existem inúmeras fontes na internet explicando bem como se faz, mas basicamente o efeito é resultado da combinação da distância focal e abertura da lente. Porém, diferentemente de outros recursos fotográficos, este é um dos poucos na fotografia em que o equipamento é tão importante quanto o olhar do fotógrafo. Após um pouco de pesquisa e experiência, nota-se como é importante o tamanho do sensor. Conseguir um bom bokeh com uma câmera compacta de sensor e tamanho 1/2.33" é muito difícil. Quanto maior o sensor, maior controle se tem sobre a profundidade de campo, que é essencial para conseguir as áreas de desfoque.

Deixando a conversa técnica de lado, posto aqui algumas fotos em que testei o recurso também no intuito de justificar o nome do blog. A preocupação com o desfoque foi maior do que com a composição em si. Como sempre, fiquem a vontade para comentar as fotos.

Exif: 50mm, 1/250s, f/2.8, ISO 200 

Exif: 50mm, 1/60s, f/2.8, ISO 1600 

Exif: 40mm, 1/160s, f/2.8, ISO 3200