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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Impressão Fine Art: Revisão de Portfolio e Futuro

Como comentado no posto anterior, imprimir em Fine Art incentivou e permitiu uma revisão de portfólio em busca de fotos candidatas a impressão. O processo de revisão, particularmente quando não se é profissional, não é nem fácil, nem direto. A limitação na quantidade de impressões proposta no clube também nos motiva a definir (ou pelo menos tentar definir) critérios de seleção para, digamos, fazer um bom uso dos recursos. Isso catalisou um exercício de reflexão sobre as fotos já realizadas, relembrando desde os meus objetivos de quando comecei a fotografia como hobby até as novas possibilidades que a impressão oferece.

Meu assunto favorito é paisagens, mas sempre tive mais vontade do que oportunidade para sair e explorar locais novos ou já conhecidos com o objetivo primordial de fotografar. No máximo, foi possível conciliar algumas viagens.

O processo de revisar fotos antigas em busca de impressões viáveis também despertou a vontade e necessidade de fotografar pensando na impressão. É um processo que requer ir além do gosto pessoal, uma vez que a impressão é, primordialmente, um meio de mostrar o seu olhar a outras pessoas, de comunicar a sua percepção diante de um local ou momento. As escolhas, portanto, envolvem também considerar o impacto que se deseja obter em outras pessoas. Há pessoas com mais facilidade, e disponibilidade, para definir um caminho a seguir e se tornar proficiente nele e, por fim, transmitir uma verdade única através das suas imagens. Quem sabe algum dia algo assim seja possível para mim. 

Enquanto isso, compartilho as últimas fotos impressas, sendo uma revisão em P&B de uma foto de 2019, postada aqui no blog anteriormente em tons sépia, e outras mais recentes, em busca de uma identidade visual, ou não. Impressões em tamanho 30 x 45 cm, em papel Fine Art Canson Infinity.

Pôr do Sol Rural 1. ISO 400, 16mm, f/7.1, 1/50s

Pôr do Sol Rural 2. ISO 100, 24mm, f/8, 1/200s

Pôr do Sol Rural 3. ISO 100, 20mm, f/7.1, 1/125s

O Pescador Lança Sua Rede. ISO 100, 58mm, f/8, 1/400s


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Sim, Fine Art!

Praticamente um ano após o último post, volto a escrever sobre o mesmo assunto para expor um pouco da minha pequena incursão no mundo da impressão fine art. A ideia de ver as minhas melhores imagens materializadas em papel foi ganhando força e, contando com incentivo de familiares, resolvi buscar um ateliê de impressão indicado por uma amiga fotógrafa. 

Em princípio, fui para realizar a impressão de uma foto da sequência de imagens que fiz às margens do Rio São Francisco para colocar na parede de casa. Porém, o momento de revisão da imagem para impressão é algo muito especial, existe uma série de fatores a levar em conta, como a pós produção e o tipo de papel, incluindo considerações sobre a moldura e vidro a ser utilizado. Após uma boa conversa com o dono do ateliê e dicas valorosas de sua parte, a foto foi para o papel. É algo que causa um impacto emocional ver a foto ali materializada.

Primeira foto impressa, tamanho 60 x 40cm. Pescadores ao fim da tarde. ISO 100, 70mm, f/8, 1/80s.

É um caminho sem volta. 

Após essa primeira impressão, me vi compelido a entrar para o clube de impressão do Ateliê 2ART, aproveitando uma promoção especial, quando realizei mais 3 impressões grandes, sendo uma de presente para meus pais, em tamanho 100 x 60cm e mais 2 em 60 x 40cm para ir para a parede de casa. 

Tamanho 100 x 60cm. Pescador ao fim da tarde. ISO 100, 26mm, f/8, 1/100s.

Tamanho 60 x 40cm. Morro do Cristo, Salvador, ao nascer do sol. ISO 100, 50mm, f/11, 1.3s.

Também 60 x 40cm. Meninos brincando no mar, Gamboa. ISO 100, 34mm, f/8, 1/125s.

Com a entrada no clube, que viabiliza impressões mensais, com um tempo dedicado pelo pessoal do ateliê a nos orientar sobre os papeis, a sugerir melhoria nas imagens, de certa forma até a nos ajudar a estabelecer uma linguagem fotográfica pessoal. Nesse processo, a revisão do arquivo de fotos é fundamental, ainda mais em tempos de pandemia. Esse processo me fez deparar com fotos que eu não imaginava que eram boas, outras que achava boas, mas nem tanto. Enfim, a expectativa é criar consciência do processo como um todo, do clique ao papel.


Tamanho 30 x 45cm. Praia da Espera, Itacimirim, ao pör do sol. ISO 100, 80mm, f/8, 1/160s.

Tamanho 30 x 45cm. Letícia com 11 meses. ISO 800, 32mm, f/4, 1/125s.

Tamanho 30 x 20cm. Cordilheira dos Andes, Mendoza. ISO 100, 38mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. Ruta de los Siete Lagos. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. Cordilheira dos Andes, Mendoza. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Tamanho 30 x 20cm. San Martin de los Andes. ISO 100, 22mm, f/8, 1/200s.

Cenas dos próximos capítulos: consolidar um porfolio, colocar mais fotos na parede de casa, ou das casas...?




quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Dois anos depois...

Mais de dois anos se passaram desde a última postagem. Tal demora foi resultado de pouco tempo disponível para se dedicar à fotografia, que acaba em pouca inspiração e material para compartilhar. Este espaço já se encontrava restrito apenas a conteúdos úteis, digamos assim, e não a postagens regulares, como de costume na maioria dos blogs. Após este longo hiato, compartilharei um pouco da minha experiência com novos equipamentos adquiridos nesses 2 anos, tentando escrever numa linguagem o menos técnica e o mais breve possível. Quem sabe pode ajudar algum interessado a encontrar informações úteis?

Nikon D7200 (a partir de Fevereiro de 2018)

Neste período, dois novos brinquedos ganharam espaço na mochila. Em um primeiro momento, uma D7200 em bom estado foi integrada à caixa de equipamentos. A câmera apresenta algumas melhorias significativas em relação à D7000, mais notadamente na quantidade de megapixels (24 vs 16) e o sistema de foco (51 pontos vs 39 pontos), além de processador de imagem mais recente (Expeed 4 vs Expeed 2) e maior precisão no balanço de branco automático. O grip da câmera também foi redesenhado e apresenta uma melhora ergonômica muito bem-vinda. Enfim, um pacote que entrega imagem final um pouco melhor e de maneira mais prática. Um comparativo rápido de especificações pode ser encontrado aqui.

Em uma olhada rápida, não se nota muita diferença para a D7000.

Algumas possibilidades que facilitam a vida na D7200:
  • Botão REC configurável como ISO, permitindo regulagem como um botão ISO dedicado;
  • Memorização ponto de foco quando se alterna entre vertical e horizontal, permitindo uma maior agilidade;
  • Wi-fi que permite descarregamento de imagens para celular através de app;
  • Processador de RAW da própria câmera com bons resultados.
Em fotos mais descompromissadas, é possível obter excelentes resultados fazendo o processamento do RAW na própria câmera e já descarregar o JPG resultante no celular através do wi-fi para compartilhamento imediato.

Com a velocidade de atualização de itens tecnológicos, as pessoas tendem a querer sempre o último modelo para não ficar desatualizadas. Assim, é válido o questionamento sobre a aquisição desta câmera atualmente, já que a sua fabricação já foi descontinuada pela Nikon. Sob o ponto de vista fotográfico, qualidade de imagem, robustez, etc. acredito que a câmera deixa muito pouco a desejar. Com uma câmera mais moderna, certamente haverá avanços com processador e sensor mais modernos. Contudo, considerando o universo Nikon DX, a remoção de alguns itens na sua sucessora, como remoção do segundo slot de cartão de memória, foi um balde água fria para muitos usuários da marca. Uma busca no google permite encontrar uma variedade de reviews que dão excelentes explicações sobre a câmera.

Nikon AF-S NIKKOR 16-80mm f/2.8-4E VR (a partir de Setembro de 2018)

Esta lente foi o segundo novo integrante da caixa, uma zoom que oferece abertura máxima e range de distâncias focais muito interessantes em termos de claridade e alcance. A lente ostenta o anel dourado da Nikon, indicativo de lentes com as últimas tecnologias da empresa, incluindo o N de nano coating para melhor resposta em termos de flare e reflexos, além de controle de abertura eletrônico (E) e uma ótima estabilização (VR). Sem dúvidas, será a lente para reduzir a quantidade de lentes nas viagens - acabei casando-a com a 55-200mm nas duas últimas viagens e foram suficientes, inclusive tendo utilizado esta última em apenas uma ocasião. Aqui é possível ver um review bem completo sobre a lente.

Vista da lente mostrando as marcas de suas principais características


Lowepro Photo Hatchback 22L AW (a partir de Fevereiro de 2019)

Seguindo a linha de facilitar um pouco as coisas em viagens, especialmente nas que demandam longas caminhadas diárias, uma nova mochila entrou na história, oferecendo maior conforto e espaço para itens pessoais, quando comparada à bolsa de ombro e maior praticidade quando comparada à outra mochila dedicada a carregar equipamentos fotográficos. Esse modelo da Lowepro oferece um compartimento específico suficiente para caber a câmera com a 16-80mm montada e mais uma lente e flash e outro compartimento onde é possível colocar documentos e outros acessórios menores. Foi muito útil na viagem ao Chile, quando foi possível encarar os passeios tranquilamente. Pontos fracos da mochila: poderia ter um pouco mais de espaço para os itens não fotográficos, pads para organização dos equipamentos maleáveis além da conta, espaço lateral para água muito apertado. Este vídeo mostra um pouco melhor a mochila.

Vista do compartimento de equipamentos da mochila. 
O acesso superior permite levar itens diversos.


Agora vamos às ibagens...

As fotos abaixo foram realizadas com o conjunto D7200 + Nikon 16-80mm VR nas viagens para Argentina e Chile que ocorreram no primeiro semestre deste ano. Apesar de poucas, as fotos dão uma ideia da flexibilidade da lente, principalmente  a grande angular em 16mm, assim como a capacidade  de ISO da câmera, produzindo imagens satisfatórias mesmo em ISO3200. A mochila surgiu no período entre as duas viagens.

Museu de Artes Decorativas, Buenos Aires. 16mm, f/5.6, 1/50s, ISO1600

Balcão do Café de la Poesia, San Telmo, Buenos Aires. 44mm, f/4, 1/125s, ISO800

Recoleta, Buenos Aires. 16mm, f/5.6, 1/40s, ISO800

Catedral Metropolitana, Santiago. 16mm, f/5.6, 1/50s, ISO3200

Cajon del Maipo, Chile. 35mm, f/8, 1/160s, ISO100

Embalse El Yeso, Chile. 26mm, f/8, 1/80s, ISO100

As fotos deste post e algumas mais podem ser visualizadas principalmente na minha galeria do Flickr, outras no 500px e algumas mais no Instagram.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Resumo de 2016 e Planos para 2017

O ano de 2016 foi melhor que 2015 em termos de fotografia, foi possível consolidar alguns aprendizados e destaques do ano anterior (link) e avançar um pouco mais. Paradoxalmente, as oportunidades de sair exclusivamente para fotografar não foram maiores, enquanto houveram opções distintas à fotografia de paisagem. As viagens renderam posts para o blog em forma de projetos e outros objetivos do ano (link) puderam ser alcançados embora sem registro aqui. 

O fluxo de trabalho de pós processamento ficou mais bem organizado e consistente, combinando os diferentes softwares. Não ser profissional permite uma grande liberdade, mesmo não sendo tão prático e direto como usar o Lightroom como ferramenta principal. Basicamente, abro os arquivos RAW no Nikon View NX-i, em que é possível observar as fotos com as configurações da câmera, conferir onde ficou o ponto de foco e selecionar quais serão consideradas adiante. Fotos com má composição ou fora de foco já são descartadas nessa etapa. Se a foto a ser tratada está muito próxima do objetivo, processo o RAW no Nikon Capture NX-D, se precisa de ajustes maiores em exposição/cores/contraste/etc. o software usado é o DxO OpticsPro. O DxO FilmPack e o DxO ViewPoint ampliam bem as possibilidades de ajuste da foto. Com o RAW no ponto desejado, a foto é exportada em TIFF para acabamento no On1 Photo. Daí, é exportada como JPEG com resolução compatível com o objetivo da publicação: redes sociais, compartilhamento de imagem (Flickr ou 500px) ou impressão.

Ao fim do ano, uma sessão de fotos em casa permitiu praticar um pouco o uso do flash, considerações gerais para fotografia de retratos e despertar a atenção para o processo de impressão de fotos. Assim que um dos itens a estudar este ano seria o processo de impressão de fotos, de como garantir que a impressão saia como visualizado no monitor. Este já se encontra calibrado aparentemente de maneira satisfatória, enquanto necessito ainda maior incursão no que se chama soft proofing, que seria simular a impressão final do arquivo.

Não fiz um post de melhores do ano, mas convido novamente a quem interessar entrar nos meus perfis do Flickr e 500px e conferir o que foi publicado e, aproveitando o tema da impressão, deixo abaixo as 3 fotos que acabaram indo parar nas paredes da casa e 3 que foram fortemente consideradas. 

26mm, f/8, 1/125s, ISO 100

50mm, f/1.8, 1/125s, ISO 200

50mm, f/4, 1/60s, ISO 400

50mm (mais um crop forte), f/8, 1/250s, ISO 100

47.6mm, f/8, 1/100s, ISO 100

22mm, f/8, 1/200s, ISO 100

domingo, 21 de agosto de 2016

Ruta de los Siete Lagos - Projeto N° 02/2016

A Ruta de los Siete Lagos é um dos passeios turísticos mais famosos da Patagônia argentina, ligando as cidades de Vila La Angostura e San Martin de los Andes. A região é incrívelmente linda, com uma grande quantidade de lagos e montanhas, o que oferece muitas oportunidades para fotografar. A ideia era aproveitar o Outono para poder capturar imagens com a folhagem com as tonalidades amarelas e vermelhas características da estação. O mês ideal seria Maio, mas devido a disponibilidade de folga no trabalho, a viagem foi realizada no meio do mês de Abril, ainda na primeira parte do Outono. Contudo, o que foi mais frustante foi a chuva, que intensificou bastante o frio e atrapalhou alguns momentos que poderiam ter rendido fotos bem melhores.

Como objetivos fotográficos desta viagem, tinha em mente melhorar em alguns dos aspectos identificados anteriormente (aqui). Na sequência, falo um pouco de cada um com algumas fotos de exemplo.

  • Cores: obter cores fiéis à realidade, ajustando o balanço de branco adequadamente no arquivo RAW posteriormente.
  • Exposição: obter melhores exposições considerando os limites de recuperação de imagem do sensor da câmera e fazer uso de múltiplas exposições para juntar posteriormente no pós-processamento.
  • Composição: tomar o tempo possível para pensar a composição, buscando melhor harmonia entre os elementos dentro do quadro.
  • Narrativa: conseguir ao final uma sequência de imagens entre natureza e família que dêem a dinâmica necessária para a um bom álbum de viagens.

Cores


Apesar de estar apenas no primeiro mês do Outono, já era possível observar a mudança de cor da vegetação, que assumia cores em tons pastéis amarelados e avermelhados. O céu nublado na maior parte do tempo conferia uma luz difusa que suavizava as cores, causa uma percepção mais fria e sutil. Não eram exatamente cores fortes como imaginava, mas bem diferente e peculiar. Portanto, o resultado final deveria ser bem próximo a isso e não como eu queria que fosse.   

Algumas plantas já apresentavam cores de outono bem evidentes, enquanto muitas ainda estavam verdes. Para quem não tem costume de vivenciar mudanças de estação assim tão características é chamativo. Tirei algumas fotos apenas para registrar essas cores.

 Capela de  Nossa Senhora da Assunção em Villa La Angostura. 24mm, f/5.6, 1/80s, ISO 800

Propriedade rural às margens do lago Correntoso. 24mm, f/8, 1/80s, ISO 100

Exposição


A exposição correta, obtida com base na medição da luz que ilumina a cena, é fundamental, mas nem sempre óbvia. Ela influencia diretamente nas cores e é determinante para conseguir uma boa fotografia. O céu nublado oferece uma luz difusa e suave, que é ideal para retratos de pessoas, obtendo-se bons tons de pele. Porém, para paisagens, eu acho que esfria muito as cores e tira um pouco da alegria da coisa. 

Como era condição presente durante toda a viagem, tentei aproveitar da melhor maneira possível e expor com o objetivo de transmitir o que se via na realidade e, quem sabe um dia, relembrar o que se sentia ao rever as imagens. 

Lago Lácar e nuvens sobre San Martin de los Andes. 17mm, f/8, 1/125s, ISO 200

A oportunidade também foi usada para fazer uma imagem resultante da combinação de 3 exposições diferentes. Com a câmera no tripé, foi feito um bracketing com intervalos de 1.7 EV e conseguir uma exposição para o céu, uma para o lago e outra para a areia.

Tronco de madeira às margens do lago Correntoso. Bracketing de 3 exposições.

Composição


Analisar melhor a cena através do OVF ou LCD antes de apertar o botão, ter em mente as regras clássicas (regra dos terços, alinhamento do horizonte, espaços negativos, etc.) e esolher o que usar com consciência é algo muito importante para conseguir fotos com consistência e não ao acaso. Durante a viagem foi possível tentar diferentes abordagens, tanto com respeito ao posicionamento dos elementos no quadro, como também das cores. Algumas imagens saíram bem, outras nem tanto, mas acho que foi possível aproveitar a oportunidade.

Capela de Nossa Senhora da Assunção. Luz, sombras e disposição dos objetos no quadro. 24mm, f/2.8, 1/100s, ISO 1600

Pier da praia de Quila Quina. Linhas paralelas e sombras entrando ao quadro. Daria para cropar um pouco mais e ajustar a perpendicularidade. 24mm, f/8, 1/160s, ISO 100

Curral e ovelhas posicionados de maneira harmônica em meio à vegetação e montanhas. Alto contraste intencional. 26mm, f/8, 1/125s, ISO 100

Narrativa


Acredito que um dos objtivos da fotografia de viagem é contar uma história, registrar momentos importantes e marcantes que faça sentido quando revisamos as fotos tempos depois. Ou, ainda, que sirva de referência para outras pessoas, mas não apenas das atrações turísticas principais. Viagem em família é ainda mais especial, pois tempos depois os filhos estarão mais velhos, assim como nós, e rever-nos em meio ao ambiente fotografado certamente ajudará a reacender as lembranças.

Portanto, acho que as fotos não devem ser apenas de poses forçadas junto aos pontos ressaltados nos guias de viagens, mas também o registros de tudo o que nos chama a atenção ao longo da viagens. Nem todas as fotos saíram exatamente como desejado, mas acho que o controle do processo já está bem mais natural e identificar os erros ajuda muito a seguir melhorando.

24mm, f/5.6, 1/80s, ISO 800

35mm, f/5.6, 1/125s, ISO 200

34mm, f/8, 1/125s, ISO 200

Crop de uma porção da imagem original. 50mm, f/8, 1/250s, ISO 100

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Resumo de 2015 e Planos para 2016

O ano de 2015 foi um ano em que engatinhei mais que andei em termos de fotografia. A pouca quantidade posts aqui no blog é um reflexo do pouco tempo dedicado ao hobby durante o ano passado. Mas, dentro de tudo, ainda aconteceram algumas coisas interessantes que espero poder converter em melhores fotos e posts neste ano de 2016. Em resumo, os principais pontos de destaque foram:

- Botão AF-On para focar: há algum tempo resolvi testar separar a função de foco automático do botão de disparo. No começo, custou um pouquinho lembrar de usar o dedão e em vez de pressionar o botão de disparo até a metade. Mas, combinando o botão de trás para ativar o foco automático e o modo AF-C, percebi que tenho conseguido foco cravado mais vezes. Para quem tiver interesse em saber do que se trata, aqui tem um pouquinho mais de informação a respeito.

- AF Fine Tune: Depois do ensaio teste que fiz com a AF-S 50mm f/1.4G, percebi que havia algo errado com o foco, mais perceptível nas imagens feitas na maior abertura. Por preguiça mais que tudo, eu ainda não havia realizado o procedimento de microajuste de foco disponível em alguns modelos de DSLR, que permite calibrar o foco automático lente a lente para o corpo da câmera. Existem diversos métodos, mas acabei optando pelo que me parecia mais fácil e prático (e realmente foi), que é o programa Reikan FoCal. Foi muito bom, pois pude usar a lente sem perder momentos importantes da família no fim de ano.

- Filtros de densidade neutra graduada: Um acessório que já tinha há algum tempo, mas que talvez não tivesse usado da maneira que gostaria (e com certeza ainda falta bastante), o kit de filtros da Cokin foram de extrema ajuda nos cenários de céu azul e ensolarado de Bariloche.

- DxO Filmpack: Tinha a versão 3 que usava eventualmente em conjunto com o Optics Pro e já tinha conseguido bons resultados, principalmente nas conversões para P&B. A versão 5 deu outro ânimo  em testar novas possibilidades, tanto em P&B quanto em cores.

- Nikon Capture NX-D: Este software gratuito oferecido pela Nikon não possui a variedade de ferramentas para desenvolvimento do RAW como o DxO Optics Pro, mas acho que oferece um resultado incrível quando se acerta bem a foto na câmera. Tem saído muito bem nas fotos feitas com a 50mm. Uso em conjunto com o ViewNX-i, onde verifico se o foco ficou onde desejado.

- ON1 Photo 10: Já usava o programa desde que se chamava Perfect Photo Suite, mas em 2015 dediquei-me um pouquinho a usar melhor o programa, além do módulo Effects. Ultimamente, o tenho usado para finalizar todas as minhas fotos. Oferece a praticidade que procuro para reduzir o tempo em frente ao computador e liberar mais tempo para sair e fotografar. O esquema de filtros é a la Instagram, bem simples, direto, mas ao mesmo tempo bem customizável.

Para finalizar o resumo do ano que passou, coloco abaixo algumas das fotos que considero terem sido as melhores por diversos motivos, não apenas sob o ponto de vista técnico ou artístico, mas muito por gosto pessoal também. Algumas foram parar no Flickr ou 500px, outras não.

Basílica do Santíssimo Sacramento em Buenos Aires. 500px / Flickr

 Rio Colorado, divisa entre Neuquén e Mendoza, Argentina. 500px / Flickr

 Versão em P&B e proporção 16:9 da foto anterior. 500px / Flickr

 Flor que se abre ao meio dia, abundantes aqui na cidade. 500px / Flickr

 Uma das lindas paisagens de Bariloche. 500px / Flickr

 A neve, lindo desafio fotográfico com tanto branco. 500px / Flickr

Esta foi para o álbum familiar da viagem a Bariloche. Não subi a nenhum site de compartilhamento.

Conversão para P&B com um preset do DxO FP 5 e alguns ajustes. Prático! Flickr


 O gato posou pra foto. 50tinha calibrada, conversão direta no Capture NX-D e adição de vinheta e nitidez no ON1 Photo 10. 500px / Flickr

 Ligeiro crop para tirar a menina do canto superior esquerdo da foto postada por impulso no 500px e no Flickr. Praticamente como saiu da câmera: conversão de RAW para TIFF no Capture NX-D e adição de vinheta e nitidez no OnOne Photo.