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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Resumo de 2015 e Planos para 2016

O ano de 2015 foi um ano em que engatinhei mais que andei em termos de fotografia. A pouca quantidade posts aqui no blog é um reflexo do pouco tempo dedicado ao hobby durante o ano passado. Mas, dentro de tudo, ainda aconteceram algumas coisas interessantes que espero poder converter em melhores fotos e posts neste ano de 2016. Em resumo, os principais pontos de destaque foram:

- Botão AF-On para focar: há algum tempo resolvi testar separar a função de foco automático do botão de disparo. No começo, custou um pouquinho lembrar de usar o dedão e em vez de pressionar o botão de disparo até a metade. Mas, combinando o botão de trás para ativar o foco automático e o modo AF-C, percebi que tenho conseguido foco cravado mais vezes. Para quem tiver interesse em saber do que se trata, aqui tem um pouquinho mais de informação a respeito.

- AF Fine Tune: Depois do ensaio teste que fiz com a AF-S 50mm f/1.4G, percebi que havia algo errado com o foco, mais perceptível nas imagens feitas na maior abertura. Por preguiça mais que tudo, eu ainda não havia realizado o procedimento de microajuste de foco disponível em alguns modelos de DSLR, que permite calibrar o foco automático lente a lente para o corpo da câmera. Existem diversos métodos, mas acabei optando pelo que me parecia mais fácil e prático (e realmente foi), que é o programa Reikan FoCal. Foi muito bom, pois pude usar a lente sem perder momentos importantes da família no fim de ano.

- Filtros de densidade neutra graduada: Um acessório que já tinha há algum tempo, mas que talvez não tivesse usado da maneira que gostaria (e com certeza ainda falta bastante), o kit de filtros da Cokin foram de extrema ajuda nos cenários de céu azul e ensolarado de Bariloche.

- DxO Filmpack: Tinha a versão 3 que usava eventualmente em conjunto com o Optics Pro e já tinha conseguido bons resultados, principalmente nas conversões para P&B. A versão 5 deu outro ânimo  em testar novas possibilidades, tanto em P&B quanto em cores.

- Nikon Capture NX-D: Este software gratuito oferecido pela Nikon não possui a variedade de ferramentas para desenvolvimento do RAW como o DxO Optics Pro, mas acho que oferece um resultado incrível quando se acerta bem a foto na câmera. Tem saído muito bem nas fotos feitas com a 50mm. Uso em conjunto com o ViewNX-i, onde verifico se o foco ficou onde desejado.

- ON1 Photo 10: Já usava o programa desde que se chamava Perfect Photo Suite, mas em 2015 dediquei-me um pouquinho a usar melhor o programa, além do módulo Effects. Ultimamente, o tenho usado para finalizar todas as minhas fotos. Oferece a praticidade que procuro para reduzir o tempo em frente ao computador e liberar mais tempo para sair e fotografar. O esquema de filtros é a la Instagram, bem simples, direto, mas ao mesmo tempo bem customizável.

Para finalizar o resumo do ano que passou, coloco abaixo algumas das fotos que considero terem sido as melhores por diversos motivos, não apenas sob o ponto de vista técnico ou artístico, mas muito por gosto pessoal também. Algumas foram parar no Flickr ou 500px, outras não.

Basílica do Santíssimo Sacramento em Buenos Aires. 500px / Flickr

 Rio Colorado, divisa entre Neuquén e Mendoza, Argentina. 500px / Flickr

 Versão em P&B e proporção 16:9 da foto anterior. 500px / Flickr

 Flor que se abre ao meio dia, abundantes aqui na cidade. 500px / Flickr

 Uma das lindas paisagens de Bariloche. 500px / Flickr

 A neve, lindo desafio fotográfico com tanto branco. 500px / Flickr

Esta foi para o álbum familiar da viagem a Bariloche. Não subi a nenhum site de compartilhamento.

Conversão para P&B com um preset do DxO FP 5 e alguns ajustes. Prático! Flickr


 O gato posou pra foto. 50tinha calibrada, conversão direta no Capture NX-D e adição de vinheta e nitidez no ON1 Photo 10. 500px / Flickr

 Ligeiro crop para tirar a menina do canto superior esquerdo da foto postada por impulso no 500px e no Flickr. Praticamente como saiu da câmera: conversão de RAW para TIFF no Capture NX-D e adição de vinheta e nitidez no OnOne Photo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bariloche via Câmera - Parte 1

Como mencionado no post anterior sobre fotografias feitas com o celular em Bariloche (aqui), acabei fazendo muito menos fotos com a câmera do que imaginei. Durante as poucas oportunidades em que estive com a câmera nas mãos, aproveitei para fazer algumas fotos e testes. Muitas das paisagens estavam impossíveis de se captar com simples exposição devido à intensidade do sol iluminando o céu em contraste com a tonalidade mais escura das montanhas e sua vegetação. Neste sentido, o filtro de densidade graduada veio bem a calhar. Um fator que atrapalhava muito também era a claridade: o sol refletido na neve impossibilitava conferir a foto no lcd da câmera - quem sabe usar bem o histograma certamente se sai bem melhor nessas horas. Assim, resolvi tirar algumas fotos em dupla exposição e outras com bracketing para 3 exposições. Resta agora aprender a mesclar as camadas para transformá-las em uma foto resultante da combinação de diferentes exposições. Essas ficarão para posts futuros.

Tirei uma boa quantidade de fotos, algumas boas, outras nem tanto.  Selecionei quatro fotos de exposição simples das quais, se não me engano, a segunda e a terceira foram tiradas com o filtro de densidade graduada à frente da lente. O filtro utilizado foi um Cokin P 121S, que era o que provia maior diferença de stop entre os 3 que vieram no kit.

17mm, ISO100, f/8, 1/200s

 24mm, ISO100, f/8, 1/160s

 17mm (pequeno crop), ISO100, f/11, 1/200s

 38mm, ISO100, f/11, 1/200s

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Letícia e a Nikon AF-S 50mm f/1.4G

Um dos fatores motivantes quando resolvi aprender um pouco mais sobre fotografia lá em 2012 foi a gravidez da minha esposa. A possibilidade de fazer melhores registros desde a gravidez e acompanhar o crescimento da cria foi um fato de peso, aliada à já existente admiração por fotografias de paisagens. Esse assunto me levou a adquirir as minhas duas primeiras lentes primes, a AF-S 85mm f/1.8G já objeto de um post anterior aqui no blog e, posteriormente, a AF-S 50mm f/1.4G. Coincidentemente com  a minha pouca dedicação à fotografia no último ano,  praticamente ainda não tinha usado esta última lente, por sempre optar pela comodidade da lente zoom.

Revisando os meus objetivos pessoais para o ano de 2015, vi que, dentre muitos outros, os relacionados a fotografia estavam bem abandonados, entre leitura de livros e projetos fotográficos. Como o ano ainda não acabou, resolvi retomar alguns dentro das possibilidades. Então, foi quando resolvi unir as duas paixões: a fotografia e Letícia.

Foi um ensaio um tanto teste com a lente, pois não tinha ainda o costume de fotografar em abertura tão grande, nem experiência com as características desta lente, que peca um pouco em termos de nitidez em troca de um belo bokeh. Ainda entra em cena a energia da criança, que não fica parada por muito tempo. A "ferrugem fotográfia" pesou bastante sobre a agilidade para trocar os parâmetros em modo M. O parque mal cuidado não ajudou visualmente as fotos, mas permitiu poder fotografar com um pouco mais de privacidade. Espero poder realizar outras saídas assim e ir melhorando as fotos com o tempo. Obrigado por ler e ver as fotos.

 f/2, 1/800s, ISO100

  f/2, 1/800s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100 

 f/2, 1/640s, ISO100

 f/2, 1/8400s, ISO100

 f/1.4, 1/1250s, ISO100

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bariloche via Celular

É muito comum encontrar em textos e discussões sobre fotografia e, principalmente sobre equipamentos fotográficos, internet afora a citação de que o fotógrafo atrás da câmera faz mais diferença que a câmera em si. Tal afirmação é completamente válida no sentido de que não adianta ter o melhor equipamento se não souber fazer uso adequado dele. No entanto, também é inegável que ter o equipamento adequado ao tipo de fotografia desejada faz a diferença. Essa busca do equipamento ideal ou adequado faz parte do mundo da fotografia, assim como em outras atividades ocorre algo similar.

Um dos fatores mais influentes nos tempos de fotografia digital é o sensor da câmera. E é um dos casos em que tamanho faz a diferença: em termos gerais, quanto maior o sensor, maior a qualidade de imagem (sempre quando se compara sensores de gerações próximas). Porém, quanto maior o sensor, maiores têm que ser as lentes equivalentes para o formato. Isso resulta em peso e volume extra, fatores muito importantes quando se está viajando. Se o objetivo da viagem é fotografia, isso não será tão relevante talvez, a depender do objetivo. Porém, em uma viagem familiar em que se queira aproveitar e tirar boas fotos, volume e peso podem atrapalhar bastante. Esse é um dos motivos pelos quais as câmeras mirrorless têm chamado a atenção nos últimos anos, além de algumas câmeras compactas com sensores relativamente grandes.

Nossa última viagem de férias foi a Bariloche, que possui paisagens incríveis e passeios incríveis montanhas acima - péssimo para carregar mochila cheia de equipamentos fotográficos. É muito difícil conciliar "desfrutar o passeio" e "carregar uma mochila extra com câmera e lentes" em tal situação. Então, me salvou o celular, que estava sempre à mão guardadinho dentro do casaco e permitiu fazer os registros quando não era conveniente estar com a câmera. Compartilho as fotos de paisagem que mais gostei feitas com o celular. O aparelho foi um Moto X 2014 e imaginar que há celulares equipados com câmeras ainda muito melhores! E ainda era possível postar em tempo real no Instagram para amigos e familiares. Usei o aplicativo Pixlr para melhorar um pouco o contraste e ajuste geral, pois eram cenas muito difíceis e com muito alcance dinâmico.









domingo, 19 de julho de 2015

Rincón de los Sauces

Após mais de um ano sem escrever nada aqui e há quase um ano morando em Rincón de los Sauces, resolvi fazer mais uma tentativa de reviver o blog, postando as fotos tiradas aqui na região neste mesmo período. É uma região muito seca, praticamente desértica ao norte da Patagônia argentina. Curiosamente, não há fotos tiradas no outono - era a época em que eu esperava poder fazer mais fotos por não ter a estação tão bem definida no Brasil e acabou passando sem tempo para as fotos. Quem sabe no ano que vem...

As fotos em geral acabam incluindo o céu, que costuma ser bem bonito, tanto de dia quando o tempo está aberto e há pouquíssimas nuvens no céu, característico por um azul quase polarizado, quanto ao nascer e pôr do sol, em que as tonalidades variam de maneira espetacular entre laranja e lilás. Lembrei-me que também estou me devendo uma foto do nascer do sol. Aqui impera a preguiça mesmo.

Postarei as fotos em ordem cronológica com as informações de captura. As fotos foram processadas no DxO Optics Pro e algumas com um segundo tratamento no Perfect Photo Suite - alternativa para quem não sabe nada de Photoshop, como eu. Nas duas últimas, testei também o Photomatix Essentials para fazer HDR e tentar aproveitar ao máximo a faixa dinâmica das cenas. 

50mm, f/11, 1/80s, ISO 100

200mm, f/8, 1/100s, ISO 100

17mm, f/8, 1/30s, ISO 400

41mm, f/8, 1/30s, ISO 400

22mm, f/5.6, 1/30s, ISO 400

17mm, f/11, 1/200s, ISO 200

17mm, f/11, 1/250s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

16mm, f/8, 1/15s, ISO 100

11mm, f/8, 1/20s, ISO 100

11mm, f/8, 1/5s, ISO 100

sábado, 3 de maio de 2014

Nikon AF-S NIKKOR 85mm f/1.8G Lens

Depois de um bom tempo pensando, resolvi arriscar-me no mundo das lentes fixas (prime lenses, como são chamadas em inglês) como uma opção de qualidade em detrimento da flexibilidade das lentes zoom. Qualquer pessoa que tenha se interessado por fotografia e lido material online ou em manuais de fotografia deve ter-se debatido com a questão "zoom vs fixas". É recorrente a indicação de obrigatoriedade de se ter uma lente fixa 50mm f/1.8 - leve e clara, de uso geral. Ou, ainda, a indicação de uma lente 35mm f/1.8 para quem usa sensor cropado, que resultaria em uma distância focal aproximada a uma 50mm montada em uma câmera full frame.

Bom, comecei de uma maneira um pouco diferente. Sempre fiquei um pouco receoso em pegar uma 35mm ou 50mm por ter a Tamron 17-50mm f/2.8, apesar do ganho em qualidade de se usar uma lente fixa e da claridade dos f/1.8 vs f/2.8. Cheguei a decidir-me pela 50mm por ser a distância focal que mais uso na Tamron quando estou tirando retratos. Mas, a Nikon nos deixa em dúvida para escolher qual cinquentinha pegar. Para quem tem uma câmera com moto de foco, existem as opções 50mm f/1.8D, 50mm f/1.8G, 50mm f/1.4D e 50mm f/1.4G. Cada uma com suas virtudes e seus deméritos, associados a uma faixa de preços. Para aumentar a dúvida, a Sigma anunciou o lançamento da sua 50mm f/1.4 da série Art, prometendo qualidade óptica comparável à Zeiss 55mm f/1.4 Otus (considerada a lente mais nítida para DSLRs) e com presença de foco automático. Assim, a 85mm f/1.8G aparecia como uma ótima saída: seria uma distância focal complementar à Tamron com uma distância focal que, em APS-C, fica equivalente a 127,5mm, próximo a 135mm que me agrada bastante em retratos que vejo internet afora. E, caso um dia eu migre para FX, seria algo como a 50mm montada em APS-C, que também me agrada bastante. Sem contar que foi considerada uma das lentes mais nítidas da Nikon pelo DxO Mark, o que me deixou bastante entusiasmado com a lente.

Então, em Março, aconteceu de um amigo ir para os EUA com a disponibilidade de passar na B&H e trazer uma lente para mim. Na mesma época, a Nikon estava com uma promoção de lentes em que a 85mm f/1.8G estava com desconto de 100 dólares, enquanto a 50mm f/1.8G estava com desconto de apenas 20. Foi um fator que serviu como um estímulo extra para optar pela lente e, ainda, usar a diferença para comprar uma mochila.

Contada a história, gostaria de compartilhar aqui no blog a breve experiência que tive com esta lente, assim como algumas imagens feitas com ela. Neste momento, não farei um post em forma de review técnico, pois há bastante material online disponível sobre a lente e ótimos reviews no photozone, em DX e em FX, e no DxO Mark, por onde me baseei para confirmar a escolha. Coloco abaixo as especificações da lente para que, eventualmente, possa ser útil a quem venha a ler este post.

Distância Focal: 85mm (equivalente a 127,5mm quando montada em uma câmera DX)
Abertura Máxima: f/1.8
Abertura Mínima: f/16
Baioneta: Nikon F (FX)
Distância Mínima para Foco: 80cm
Ângulo de Visão: 28 (18 em DX)
Lâminas do Diafragma: 7
Construção (grupos/elementos): 9/9
Peso: 350g
Diâmetro da Rosca do Filtro: 67mm

A lente montada na D7000.

Como era esperado, é uma lente com um ângulo de visão bastante fechado em DX, distanciado-a da condição de uma lente para uso geral. Isso é compensado pela qualidade de imagem entregue e a facilidade de se desfocar o fundo, característica bastante almejada quando se faz retratos. Por ser assim fechada, força-nos a ficar relativamente distante do assunto fotografado, reduzindo a interação, mas também deixando a pessoa mais à vontade (pelo menos assim imagino e espero!!). O foco automático tem atendido ao esperado e tem sido mais consistente do que o da Tamron. A precisão do foco é crucial quando se faz retratos com aberturas altas, pois devido à baixa profundidade de campo, a área em foco do quadro é bastante reduzida. Isso pode gerar embaçamento e falta de nitidez quando não se foca no lugar onde se quer. Geralmente, em retratos de pessoas, esse local de foco é o olho mais próximo à câmera.

A construção externa da lente parece muito boa, feita de um plástico bom, que transmite sensação de segurança ao se manusear e mesma. Como pode ser visto na foto, ela possui escala de distância e uma característica que é novidade entre as minhas lentes: o modo M/A, em que se pode usar o foco manual por cima do foco automático, sem ter que mudar a chave da lente e sem risco de danificar o seu motor de foco. As lentes mais modernas com foco automático, pelo menos as mais baratas, não são otimizadas para uso de foco manual. Porém, esta é, de longe a que se mostra melhor neste quesito comparada às minhas outras três lentes. O anel de foco não gira solto, respondendo bem ao comando. Não sou usuário de foco manual, mas já é algo a se considerar caso venha a ser necessário.

Por enquanto, está fazendo um bom acompanhamento para a 17-50, que fica 90% do tempo na câmera e, então a 85mm entra em ação quando quero algo mais específico. Esse algo mais específico até o momento tem sido apenas fotos da pequena :-). A lente está com um filtro UV Hoya HMC, que uso para proteção contra riscos e sujeira. No tratamento das fotos, apenas corração padrão de perfil de lentes do DxO Optics Pro e algum ajuste de exposição, sem correções de balanço de branco ou aplicação de sharpening.

f/2.0, 1/60s, ISO 2500, com flash (pop-up)

f/2.0, 1/60s, ISO 3200, sem flash

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/1.8, 1/125s, ISO 1600, com flash (pop-up)

f/2.2, 1/1600s, ISO 200, sem flash

Espero poder postar muito mais (e melhores) retratos com esta lente aqui no blog num futuro próximo. Enquanto isso, deixo aqui um link do Flickr com fotos feitas com esta lente montada nas mais diversas câmeras da Nikon para que possa servir de ajuda para quem estiver em dúvida a seu respeito.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Série Passos na Fotografia - Conceitos Básicos - Exposição

Dando continuidade à Série Passos na Fotografia, que iniciei como uma revisão do processo de aprendizado fotográfico (aqui) e teve o seu último post sobre escolha de equipamentos (aqui), serão abordados neste post alguns conceitos que considero os mais básicos quando se inicia no mundo da fotografia digital. A ideia apresentar um resumo do meu entendimento sobre cada tema e, principalmente, listar algumas fontes de conteúdo que ajudarão a iniciantes que, assim como eu, estejam trilhando um caminho autodidático dentro da fotografia. 

Como já havia dito em postagem anterior, o primeiro passo ao se adquirir uma câmera é ler o seu manual para entender como funcionam e identificar como ajustar configurações básicas, como ajustes de qualidade de imagem, do sistema de medição de luz, sistema de foco e ajustes de exposição. Sabendo-se, porém, do que se trata cada um desses ajustes torna a tarefa mais fácil e, certamente, potencializará o uso das informações do manual e vice-versa.

Exposição


A exposição de uma foto define como ela será capturada pela câmera, quando, geralmente, deseja-se que a mesma saia com a iluminação adequada - nem escura, nem clara demais. É resultado da combinação de três elementos que compõem o chamado triângulo da exposição: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. A abertura do diafragma é uma característica da lente, enquanto a velocidade do obturado e ISO da câmera.


Abertura do diafragma: como já exemplificado aqui, a abertura do diafragma  de uma lente é o seu diâmetro efetivo no momento da captura da imagem. Trata-se de um valor relativo à distância focal, geralmente expresso  como f/A, onde A = DF/DD (A = abertura, DF = distância focal, DD = diâmetro do diafragma). Para efeitos de exposição, quanto maior a abertura, mais luz a lente deixa passar para o sensor da câmera e, portanto, mais clara fica a foto. A abertura do diafragma interfere, também, na profundidade de campo da captura. 

Velocidade do obturador: é a velocidade com que a câmera abre e fecha a sua cortina, limitando o tempo em que o sensor fica exposto à luz. A velocidade do obturador é igual a 1/VO, em que VO (velocidade do obturador) é o número que se vê no LCD da câmera. Para efeitos de exposição, quanto maior a velocidade, menos luz entra na câmera e, portanto, mais escura fica a foto. A velocidade do diafragma interfere na captura de movimentos, se este ficará congelado ou borrado na foto. 

Velocidade de ISO: expressa, essencialmente, a sensibilidade do sensor à luz, determinando quanta luminosidade será gravada pelo sensor durante o tempo da exposição. Para efeitos de exposição, quanto maior o ISO, mais luz é captada pelo sensor e, portanto, mais clara fica a foto. Como o aumento de ISO é feita aplicando-se um ganho no ISO base do sensor, geralmente 100 ou 200, o uso de ISO elevado em situações de baixa luminosidade resultam em ruído na imagem capturada. O nível de ruído aceitável dependerá do nível de luz, modelo da câmera e gosto do fotógrafo. Em termos gerais, quanto maior o sensor da câmera, melhor ela se comporta em situações de ISO elevado em baixa luminosidade.

Uma boa maneira que vejo para entender a relação entre os três componentes do triângulo da exposição é fazer fotos mantendo-se dois componentes fixos e mudar apenas uma das variáveis, observando o resultado a cada passo. Por exemplo, com luz ambiente disponível, de preferência durante o dia por estar mais claro, focar em um objeto sobre uma mesa e fazer os testes. É um bom exercício também para visualizar a influencia da abertura na profundidade de campo e, também, testar o comportamento do ruído nas imagens à medida em que se aumenta o ISO. Para testar os efeitos da velocidade seria interessante fazer o teste com objetos móveis, como pássaros ou crianças jogando bola, por exemplo.

Sistema de Medição de Luz


Para melhor realizar exposições em sua câmera, é importante entender como o seu sistema de medição de luz funciona. O fotômetro das câmeras digitais realiza medição da luz refletida pelo assunto e não a luz efetivamente incidente. Isso poderia ser feito com um fotômetro de mão, mas sabendo-se usar o fotômetro da câmera é mais que suficiente.

Falando-se de DSLRs e outras câmeras avançadas, a medição do fotômetro é mostrada em uma escala que vai de subexposto (-), passando pelo zero (0), até o superexposto (+). Geralmente, uma boa exposição é alcançada com a marcação em zero. Inclusive, é comum ler internet afora a expressão "zerar o fotômetro". Porém, pelo fato de se medir a luz refletida em vez da luz incidente, o fotômetro da câmera pode ser induzido a erros a depender da cor do assunto. Geralmente, assuntos predominantemente brancos, como um vestido de noiva, leva o fotômetro zerar em uma exposição subexposta por ser enganado pela alta reflexão do assunto. Enquanto, assuntos predominantemente negros, levam o fotômetro a zerar com uma superexposição. Portanto, é necessário analisar bem a cena para se determinar qual seria o melhor posicionamento do fotômetro, além de conhecer os modos de medição disponíveis em sua câmera. Existe bastante material online a respeito dos modos de exposição, principalmente, para Canon e Nikon. Mas, nada como uma boa lida no manual para conhecer os que estão disponíveis no seu modelo/marca.

Para o assunto abordado, recomendo a leitura dos tutoriais encontrados nos sites Cambridge in Colour e Digital Photography School. Além de serem bastante compreensíveis, nesses sites existem diversos outros temas importantes e interessantes sobre fotografia. Sobre este tema, li também o livro Understanding Exposure de Bryan Peterson, que é bastante esclarecedor e intuitivo para quem está começando.